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@calorliterario_

Lidiane Queiroz Bastos
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Ainda não há seguidores.
Ainda não segue ninguém.
Público
Hoje consegui chorar
sem pressa, sem medo
sem me desculpar.
De peito aberto, sem desviar os olhos,
talvez pedindo socorro,
talvez um abraço.
Normalmente escondo tudo
nos prazos, nos e-mails
na voz firme ao telefone
como quem diz:
“está tudo bem”.
Mas hoje não.
Hoje senti o peso nos ombros
e, pela primeira vez em muito tempo
não tentei carregar sozinha.
Deitei a cabeça, não para dormir
mas para sentir e chorar.
Meu corpo pediu um abraço
minha alma gritou sem palavras
e, mesmo sem ninguém por perto,
eu escutei.
Talvez fosse cansaço,
talvez fosse saudade
Talvez fosse só eu
sendo humana
sendo vulnerável
sem precisar esconder
eu e o travesseiro a me acolher.

“Está tudo bem.”
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Público
Teu corpo encosta no meu
Me arrepia

O calor sobe
pulsa
queima

O querer é urgente
querido
esperado

Não contesto
Me entrego

Conto os dias
para as mãos se acharem
as línguas duelarem
molhadas
famintas

Sinto o arrepio no ventre
quando tua respiração quente
se espalha pela minha pele
e tuas mãos me puxam

Teus dedos exigem
tua boca pede
marca caminhos na minha carne

Meu corpo responde
arqueia
entregue
desfeito em gemidos

Teu gosto me invade
gruda na minha língua
fica
vicia
como se o mundo lá fora não existisse

Não há silêncio
Só pele
só fôlego
só nós

O cheiro do desejo toma o ar
Cada movimento um verso escrito no meu corpo

Me prendes
me tomas
me rasgas em êxtase

Suave e feroz
Lento e cruel

Até que o prazer me desaba nos teus braços
e você se dissolve na minha boca faminta.

#sexxxtou
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Público
Relógio
Se eu fosse me prender ao tempo

Ausência
A saudade que você me traz

Quimera
Se eu fosse contar o meu desejo

Vertigem
Desfalecer em vontades absurdas

Silêncio
Se assim fosse

“Agridoce”.
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Público
Há uma tempestade, sempre há
sem trovões que avisem
sem relâmpagos que expliquem
só um vento varrendo tudo
tenta levar até a esperança, astuta.
No peito é como se o ar
tivesse desistido de mim
talvez fosse melhor assim
O tempo, esse traidor
se arrasta lento
faz de cada segundo um espinho.
Eu me encolho
tento caber no espaço mínimo
onde a dor não me alcance
mas ela sempre acha um jeito.
Ainda assim,
há algo que insiste, resiste, tenta.
Uma fagulha tímida
que não sabe ser chama
mas também não sabe morrer.
Talvez amanhã
o vento mude
Talvez amanhã
eu consiga respirar direito.

Ou não, todo dia espero
esse amanhã que não chega.

Só me resta esperançar,
como diz um amigo.
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Público
O tempo passa…
as horas mudam…
os dias se repetem…
mas a ausência permanece.
Seu nome ainda mora no vento,
na fresta da porta entreaberta,
no silêncio que pesa
quando falam de você.

“A vida seguiu”, dizem.

Mas como, se tudo aqui ainda te chama?
Se a saudade cresce sem pedir licença,
se o mundo continua,
mas nunca mais foi o mesmo?

(Não pra mim.)

Não importa quanto tempo passe,
quanto o céu mude de cor,
quantas voltas o mundo dê…
Você se foi e ficou.
No som da sua risada guardada na memória,
no toque que não se repete,
nas palavras que o tempo não levou.
Nas piadas sem fim quando sentávamos pra conversar,
no seu dominó ainda guardado…
Momentos e tempos que não voltam,
mas vivem aqui.
Enquanto o coração souber seu nome,
enquanto os dias trouxerem sua falta,
enquanto existir amor, você existirá.
Porque o amor mora em mim,
em tudo que você me ensinou.

Pai.
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Público
Mãos atadas
pelos eriçados
teu corpo
um livro aberto
quero ler
sorver
folhear
respiro o suspiro
que vaza
quando te prendo
nua e gemendo
o comando
um fio tenso
tua entrega
puro vício
entre ordens
e silêncio
somos desejo
e precipício
quando enfim
me suplicas
por mais
vejo teus
olhos pedintes
boca seca
urgente
desfaço o
nó que te atiça e
adoro sentir
tua pele quente
olhar clemente
pedindo
piedosamente
dois
três dedos
por entre
a gente.

#sexxxtou
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Público
Devir é o que
escapa das mãos
o que nunca se prende ao agora.

É o instante que
se desfaz
antes de ser nomeado.

Não há forma fixa,
não há chegada certa.

Só o movimento
a curva, o passo seguinte.

Devir é vento que não volta
rio que se perde no caminho.

É tudo que somos
sem nunca sermos o mesmo.

É o olhar que não seguramos
o abraço que ficou no peito.

As palavras que nunca dissemos
o tempo partindo sem se despedir.

Deves ir.
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Público
Às vezes,
o dia começa
sem cor
sem voz
O tempo corre
mas meus passos
ficam
Se ao menos
houvesse um canto
onde coubesse
o que sou
Olho ao redor
mas tudo segue igual
Carrego um peso
que ninguém nota
E, em silêncio,
sigo sem saber
até quando
vou aguentar.
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Público
Grande
alto
sublime
é o meu pensar

Não tente limitar o que sou
o que escrevo
o que vivo

Não peça além do que posso dar

Olhe os campos
escute os pássaros
Sonho ser como eles
mas, por ora, apenas sonho

Deixa-me sonhar sem grilhões
Não molda meu querer
Nem o meu escrever
Isso é fatal para mim

Sou assim
livre
inteira
nas letras do poema
posso ser assim
dona de mim.
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Público
Um espelho reflete
A imagem de todo o meu querer.
Segundos de uma visão que dominam minha mente
E me deixam, de repente, ansiando por prazer.
Negro lindo,
Pênis ereto,
Tórax torneado.
Imagino-me apoiada na pia,
Mãos sustentando o peso de nossos corpos,
E você, encaixando-se gostoso.
Uma, duas, três, quatro,
Palmadas; a bunda arde
E me deixa em êxtase.
Você dentro de mim,
Inteiro, certeiro, quente, pulsando,
Minha buceta envolvendo você
Pingando tesão.

É todo o meu querer.

Sexxxtou
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