Sobre a saudade…
Tua ausência tem dentes
Arranha as paredes do peito
E faz da esperança
Um vulto que sangra.
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Lidiane Queiroz Bastos
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Tem dias que acordo com esse aperto estranho. Não sei se é tristeza, cansaço ou só um vazio mesmo. Mas aí, no meio disso, vem essa vontade quase desesperada, eu preciso me resolver e de alguma forma fazer sentido.
Tomar coragem, tomar um rumo, tomar um café e encarar o que venho fingindo não ver. Fazer sentido… ñ pro mundo, mas pra mim. Pra esse coração que vive tropeçando e tentando entender o que sente.
Queria que tudo se encaixasse, sabe? Que as palavras que escrevo tivessem um lugar. Que o silêncio falasse alguma coisa boa. Que essa bagunça dentro de mim levasse a algum lugar bonito.
Talvez a vida não seja pra fazer sentido mesmo. Mas eu, do meu jeito torto, sigo tentando. Pq tem coisa que a gente não entende, só sente.
E, às vezes, sentir já é bastante.
E entender já é demais.
Tomar coragem, tomar um rumo, tomar um café e encarar o que venho fingindo não ver. Fazer sentido… ñ pro mundo, mas pra mim. Pra esse coração que vive tropeçando e tentando entender o que sente.
Queria que tudo se encaixasse, sabe? Que as palavras que escrevo tivessem um lugar. Que o silêncio falasse alguma coisa boa. Que essa bagunça dentro de mim levasse a algum lugar bonito.
Talvez a vida não seja pra fazer sentido mesmo. Mas eu, do meu jeito torto, sigo tentando. Pq tem coisa que a gente não entende, só sente.
E, às vezes, sentir já é bastante.
E entender já é demais.
Tentei escapar da poesia
Fugir da linha, do verso, do amor
Mas na tentativa de calar a dor
Ela me pegou, sem cortesia
Quem diria?
Invadiu-me inteira
Remexeu cada pensamento
Fez do silêncio um lamento
E em palavras começou a falar
Escrevi sobre o que sentia
Sobre a vida que as vezes é ferida
Transcrevi o que não podia
Num papel a alma exposta e sofrida
Porém dita, escrita.
De palavras engasgadas não morro.
E nem de amor.
Fugir da linha, do verso, do amor
Mas na tentativa de calar a dor
Ela me pegou, sem cortesia
Quem diria?
Invadiu-me inteira
Remexeu cada pensamento
Fez do silêncio um lamento
E em palavras começou a falar
Escrevi sobre o que sentia
Sobre a vida que as vezes é ferida
Transcrevi o que não podia
Num papel a alma exposta e sofrida
Porém dita, escrita.
De palavras engasgadas não morro.
E nem de amor.
Despretensiosa
mas sei bem o que quero.
Te provoco num gesto leve
como quem não quer nada…
Te puxo pra perto
te subo na mesa
te viro no sofá
Tua bunda empinada
me chama pra mergulhar
E se estás ocupada…
não me importa
quero agora!
Tua pele arrepia sob a minha
és minha.
Minha boca desliza
minha língua te encontra
tua flor fechada se abre
orvalhada, entregue.
Te aperto firme
puxo teus cabelos
mordo teu mamilo
lambo teu grelo
Te penetro com os dedos
fundo, com vontade
sem pressa de parar
Teu gemido me conta
que queres mais
E mais…
Minhas costas riscadas
pelas tuas unhas
teu corpo implora
sem pudor.
Te viro de novo
te tomo inteira
só minha.
Meu corpo te doma
me enlouquece.
E no fim, exausta
me sussurras:
me coma, mais!
mas sei bem o que quero.
Te provoco num gesto leve
como quem não quer nada…
Te puxo pra perto
te subo na mesa
te viro no sofá
Tua bunda empinada
me chama pra mergulhar
E se estás ocupada…
não me importa
quero agora!
Tua pele arrepia sob a minha
és minha.
Minha boca desliza
minha língua te encontra
tua flor fechada se abre
orvalhada, entregue.
Te aperto firme
puxo teus cabelos
mordo teu mamilo
lambo teu grelo
Te penetro com os dedos
fundo, com vontade
sem pressa de parar
Teu gemido me conta
que queres mais
E mais…
Minhas costas riscadas
pelas tuas unhas
teu corpo implora
sem pudor.
Te viro de novo
te tomo inteira
só minha.
Meu corpo te doma
me enlouquece.
E no fim, exausta
me sussurras:
me coma, mais!
Abre… mais um pouco.
Quero te ver inteira antes dos meus dedos te tomarem.
Quero te devorar no desejo de te possuir por completo,
chupar cada parte tua, te fazer minha.
Vem… chega mais perto.
Roça teus seios nos meus,
se exibe como quem quer ser comprada.
E eu compro, recompro, te uso inteira.
Se expõe… deixa minha língua passear por ti
orelha, pescoço, barriga…
Buceta e cu ao meu dispor, abertos para mim.
Te chupar, te explorar sem pressa, em cada detalhe,
te preencher entre dedos e entradas,
te fazer gemer, gozar, implorar,
ajoelhada entre minhas pernas, pedindo mais.
E eu te dou.
Te prendo pelos cabelos, puxo tua boca para a minha,
me esfrego em ti, sinto teu calor, teu gosto, tua entrega.
Te viro de bruços, te seguro firme,
te faço sentir cada investida, cada estremecer,
te afundo contra mim até que não haja mais nada
somos só pele, suor e tesão.
Te faço perder a noção do tempo,
te deixo marcada nos lençóis, nas paredes,
no meu corpo.
E quando acha que terminou,
te puxo de volta,
porque ainda não tive o bastante.
Quero mais…
Quero te ver inteira antes dos meus dedos te tomarem.
Quero te devorar no desejo de te possuir por completo,
chupar cada parte tua, te fazer minha.
Vem… chega mais perto.
Roça teus seios nos meus,
se exibe como quem quer ser comprada.
E eu compro, recompro, te uso inteira.
Se expõe… deixa minha língua passear por ti
orelha, pescoço, barriga…
Buceta e cu ao meu dispor, abertos para mim.
Te chupar, te explorar sem pressa, em cada detalhe,
te preencher entre dedos e entradas,
te fazer gemer, gozar, implorar,
ajoelhada entre minhas pernas, pedindo mais.
E eu te dou.
Te prendo pelos cabelos, puxo tua boca para a minha,
me esfrego em ti, sinto teu calor, teu gosto, tua entrega.
Te viro de bruços, te seguro firme,
te faço sentir cada investida, cada estremecer,
te afundo contra mim até que não haja mais nada
somos só pele, suor e tesão.
Te faço perder a noção do tempo,
te deixo marcada nos lençóis, nas paredes,
no meu corpo.
E quando acha que terminou,
te puxo de volta,
porque ainda não tive o bastante.
Quero mais…
Roubaram-me a respiração. Não sei dizer quando começou. Talvez tenha sido naquela noite em que deitei a cabeça no travesseiro e percebi que o ar estava pesado demais. Ou no dia em que caminhei por entre as pessoas e senti que todas tinham para onde ir, menos eu.
Ar rarefeito. Tento puxar, mas não vem. O peito sobe e desce, desesperado, buscando um alívio que não chega. Dói. A ausência de ar, a presença da falta. A falta de quê? De quem? Pergunta tola, eu sei a resposta. Sempre sei.
O peito aperta. Como se mãos invisíveis me segurassem e dissessem: “não se mexa, não vá, não esqueça”. Como se a dor fosse um lembrete cravado nas costelas, nos pulmões, no tempo.
O corpo todo dói. A memória dói. As palavras que eu queria dizer e não disse pesam nos ombros. Os olhares que não segurei o suficiente ardem nos olhos. O vazio que finjo não ver se enrosca em mim, mantendo - me aqui.
Roubaram-me a respiração. Mas, no fundo, eu sei: fui eu que entreguei.
Ar rarefeito. Tento puxar, mas não vem. O peito sobe e desce, desesperado, buscando um alívio que não chega. Dói. A ausência de ar, a presença da falta. A falta de quê? De quem? Pergunta tola, eu sei a resposta. Sempre sei.
O peito aperta. Como se mãos invisíveis me segurassem e dissessem: “não se mexa, não vá, não esqueça”. Como se a dor fosse um lembrete cravado nas costelas, nos pulmões, no tempo.
O corpo todo dói. A memória dói. As palavras que eu queria dizer e não disse pesam nos ombros. Os olhares que não segurei o suficiente ardem nos olhos. O vazio que finjo não ver se enrosca em mim, mantendo - me aqui.
Roubaram-me a respiração. Mas, no fundo, eu sei: fui eu que entreguei.
‘Não quero falar do meu amor,
nem das poesias que li nos livros.’
Quero desabafar com os lírios
soltar no vento os meus suspiros
Não quero promessas, nem fantasias
nem esperança nesse tormento
Quero o silêncio que alivia
a paz no sopro de um momento
Quero dormir no meu abrigo
e, quem sabe, sem mais ferida
acabar sorrindo comigo
enfim em paz com a minha vida.
Utopia
nem das poesias que li nos livros.’
Quero desabafar com os lírios
soltar no vento os meus suspiros
Não quero promessas, nem fantasias
nem esperança nesse tormento
Quero o silêncio que alivia
a paz no sopro de um momento
Quero dormir no meu abrigo
e, quem sabe, sem mais ferida
acabar sorrindo comigo
enfim em paz com a minha vida.
Utopia
Tem dor
tem desabor
tem falta de palavras
tem ansiedade
tem ausências
Tem noite em claro
tem lágrima calada
tem batida forte no peito
tem alma cansada
Tem um silêncio
que pesa e não passa
tem medo que cresce
tem sonho que esfria
tem abraço negado
tem rastro de ausência
Tem tempo que corre
tem dia que arrasta
tem espera que fere
tem adeus que machuca
tem estrada vazia
tem passos sem rumo
Tem um vazio
que não preenche
tem sombra que segue
tem fim sem recomeço
Desesperança.
tem desabor
tem falta de palavras
tem ansiedade
tem ausências
Tem noite em claro
tem lágrima calada
tem batida forte no peito
tem alma cansada
Tem um silêncio
que pesa e não passa
tem medo que cresce
tem sonho que esfria
tem abraço negado
tem rastro de ausência
Tem tempo que corre
tem dia que arrasta
tem espera que fere
tem adeus que machuca
tem estrada vazia
tem passos sem rumo
Tem um vazio
que não preenche
tem sombra que segue
tem fim sem recomeço
Desesperança.
Hoje eu acordei
sem o movimento corrido
da semana toda.
Se os gritos das crianças
Sem a ansiedade de saber
Se vai funcionar tudo como planejado
Pude levantar mais tarde,
cansada, me dei folga,
já que amanhã, domingo, trabalho.
Confesso ser cansativo,
mas sabe,
algo gratificante
é isso que sinto.
Estou em casa,
reclamo todo dia
que acordo 4h30,
mas amo.
Amo esse reboliço gostoso,
amo esse som
de pássaros cedinho
que se forma
no silêncio cúmplice
do café às pressas
no olhar trocado
de quem entende
o peso do dia
nos passos firmes
de tantas que seguem,
cansadas, mas juntas.
Amo esse laço
que se tece na rotina,
mesmo quando o corpo pede
um pouco mais de sono.
E calma….
Como diz a música:
“A vida não para”.
sem o movimento corrido
da semana toda.
Se os gritos das crianças
Sem a ansiedade de saber
Se vai funcionar tudo como planejado
Pude levantar mais tarde,
cansada, me dei folga,
já que amanhã, domingo, trabalho.
Confesso ser cansativo,
mas sabe,
algo gratificante
é isso que sinto.
Estou em casa,
reclamo todo dia
que acordo 4h30,
mas amo.
Amo esse reboliço gostoso,
amo esse som
de pássaros cedinho
que se forma
no silêncio cúmplice
do café às pressas
no olhar trocado
de quem entende
o peso do dia
nos passos firmes
de tantas que seguem,
cansadas, mas juntas.
Amo esse laço
que se tece na rotina,
mesmo quando o corpo pede
um pouco mais de sono.
E calma….
Como diz a música:
“A vida não para”.
A dor me acordou antes do sol. Não foi um chamado abrupto, desses que fazem o coração disparar no susto. Foi um toque insistente, como alguém que sabe que não deve estar ali, mas também não vai embora.
De olhos ainda pesados, tentei ignorá-la. Rolei para o outro lado, puxei o cobertor, fechei os olhos com força, como se isso fosse suficiente para convencê-la de que não era bem-vinda. Mas a dor tem paciência. Sabe esperar. Sabe sussurrar no escuro até que a gente não tenha escolha a não ser escutá-la.
Ela não veio do corpo. Ou talvez tenha vindo e eu só tenha aprendido a senti-la de outro jeito. Sei que estava ali, pulsando no peito, nos pensamentos, no espaço vazio ao lado. Sei que era antiga, mas também nova. Uma dor conhecida, vestida com outra roupa.
Levantei. Senti o chão frio nos pés. Caminhei pela casa em silêncio, como se não quisesse perturbar as coisas que ainda dormiam. A cidade ainda não existia por completo. Havia só o silêncio, cortado aqui e ali pelo som de um carro distante, o barulho de árvore que o vento tocava.
A dor caminhou comigo. Não me disse nada. Apenas ficou. E eu, em vez de expulsá-la, fiz café. Sentei-me com ela. Olhei pela janela. Esperei.
A dor me acordou antes do sol. Mas eu, pela primeira vez em muito tempo, não tentei adormecê-la.
Estou cansada até pra isso, mais tarde uma agenda cheia de compromissos e eu já pensando em como de desvencilhar de todos de uma única vez….
Agora aqui às 03:15 acordada com a dor.
De olhos ainda pesados, tentei ignorá-la. Rolei para o outro lado, puxei o cobertor, fechei os olhos com força, como se isso fosse suficiente para convencê-la de que não era bem-vinda. Mas a dor tem paciência. Sabe esperar. Sabe sussurrar no escuro até que a gente não tenha escolha a não ser escutá-la.
Ela não veio do corpo. Ou talvez tenha vindo e eu só tenha aprendido a senti-la de outro jeito. Sei que estava ali, pulsando no peito, nos pensamentos, no espaço vazio ao lado. Sei que era antiga, mas também nova. Uma dor conhecida, vestida com outra roupa.
Levantei. Senti o chão frio nos pés. Caminhei pela casa em silêncio, como se não quisesse perturbar as coisas que ainda dormiam. A cidade ainda não existia por completo. Havia só o silêncio, cortado aqui e ali pelo som de um carro distante, o barulho de árvore que o vento tocava.
A dor caminhou comigo. Não me disse nada. Apenas ficou. E eu, em vez de expulsá-la, fiz café. Sentei-me com ela. Olhei pela janela. Esperei.
A dor me acordou antes do sol. Mas eu, pela primeira vez em muito tempo, não tentei adormecê-la.
Estou cansada até pra isso, mais tarde uma agenda cheia de compromissos e eu já pensando em como de desvencilhar de todos de uma única vez….
Agora aqui às 03:15 acordada com a dor.