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Clássicos da Literatura
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há 1 ano
Público
"O Banqueiro Anarquista"
Fernando Pessoa

O mal verdadeiro, o único mal, são as convenções e as ficções sociais, que se sobrepõem às realidades naturais — tudo, desde a família ao dinheiro, desde a religião ao Estado. A gente nasce homem ou mulher — quero dizer, nasce para ser, em adulto, homem ou mulher; não nasce, em boa justiça natural, nem para ser marido, nem para ser rico ou pobre, como também não nasce para ser católico ou protestante, ou português ou inglês. E todas estas coisas em virtude das ficções sociais. Ora essas ficções sociais são más porquê? Porque são ficções, porque não são naturais. Tão mau é o dinheiro como o Estado, a constituição da família como as religiões. Se houvesse outras, que não fossem estas, seriam igualmente más, porque também seriam ficções, porque também se sobreporiam e estorvariam as realidades naturais. Ora qualquer sistema que não seja o puro sistema anarquista, que quer a abolição de todas as ficções e de cada uma delas completamente, é uma ficção também. Empregar todo o nosso desejo, todo o nosso esforço, toda a nossa inteligência para implantar, ou contribuir para implantar, uma ficção social em vez de outra, é um absurdo, quando não seja mesmo um crime, porque é fazer uma perturbação social com o fim expresso de deixar tudo na mesma. Se achamos injustas as ficções sociais, porque esmagam e oprimem o que é natural no homem, para que empregar o nosso esforço em substituir-lhes outras ficções, se o podemos empregar para as destruir a todas?

Título: O Banqueiro Anarquista
Autor: Fernando Pessoa
Data Original de Publicação: 1922
Data de Publicação do eBook: 2013
Capa: Ana Ferreira
Imagem da Capa: M. Delaporte at the Jardin de Paris, de Henri de Toulouse-Lautrec.
Revisão: Ricardo Lourenço
ISBN: 978-989-8698-02-5

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#Clássicos
#Shakespeare
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há 1 ano
Público
"O Pequeno Príncipe"

Em meio à vastidão do universo, um aviador encontra-se perdido no deserto do Saara após uma pane em seu avião. É então que surge, de forma inesperada, um pequeno viajante de cabelos dourados e olhar curioso: o Pequeno Príncipe. Vindo de um pequeno asteroide, o menino narra sua jornada pelos planetas que visitou, cada um habitado por figuras intrigantes que refletem aspectos da condição humana.

Entre diálogos cativantes e reflexões profundas, o Pequeno Príncipe compartilha as lições que aprendeu sobre amizade, amor e o que realmente importa na vida. Em sua busca por compreender o coração e os laços invisíveis que unem as pessoas, ele revela a beleza das coisas simples, muitas vezes negligenciadas pelos olhos que só enxergam o superficial.

Com metáforas poéticas e uma linguagem encantadoramente singela, "O Pequeno Príncipe" nos convida a redescobrir o mundo através da inocência de uma criança e a lembrar que "o essencial é invisível aos olhos". Uma obra atemporal que toca os corações de todas as idades, deixando uma mensagem de humanidade e esperança.

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há 1 ano
Público
#Poliana

Eleanor H. Porter

"Pollyanna" é um romance clássico de 1913, escrito por Eleanor H. Porter, que narra a história de Pollyanna Whittier, uma menina de 11 anos que, após a morte de seus pais, vai morar com sua tia Polly Harrington, uma mulher rica e severa. Apesar das adversidades, Pollyanna mantém uma visão otimista da vida, praticando o "jogo do contente", uma filosofia ensinada por seu pai que consiste em encontrar algo positivo em qualquer situação. Com essa atitude, ela transforma a vida dos habitantes da cidade de Beldingsville, inspirando-os a adotar uma perspectiva mais alegre e esperançosa. A narrativa aborda temas como resiliência, gratidão e o impacto positivo que uma pessoa pode ter na comunidade.

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