Público
Resposta de @deleted
Ficou bom
há 9 meses
Se eu disser que te amo
eu estarei mentindo,
mas eu digo:
que no espaço entre minha boca
e a curva do teu sorriso,
existe muito mais que isso —
algo puramente lindo,
que mora entre a ponta da língua
e a extremidade do verbo, sim,
eu fico
Imaginando versos que crio
a cada toque meu,
deslizo
entre a suavidade da pele
e a textura dos cabelos teus,
eu fixo
o teu perfume na mente
tua imagem somente
inebria o meu juízo.
Mas se indagar o que sinto
eu vou dizer que finjo;
que a poesia que flui
nestas páginas
são só palavras
sem nenhum sentido.
Mas Pessoa já disse,
e eu ainda repito:
deveras sentir ou fingir
não importa
o verbo — amar
afirmo.
Público
Resposta de @deleted
Ficou muito bom
há 9 meses
--| Café. Mentiras e um Gato 

Doña Mirta chega com o tio Héctor, que é meio surdo mas opina em tudo. Eles querem visitar o “escritório” do Ramiro. Ele inventa que o prédio está em reforma e que o chefe mandou todo mundo trabalhar de casa.

Enquanto isso, o amigo Pablo, vendedor de artigos inúteis, aparece para devolver o gato de Ramiro — Churro — que passou a semana roubando salsichas do açougue da esquina. O açougueiro ameaça chamar a polícia.

Ramiro tenta esconder o gato e convencer a mãe de que está indo “fechar um contrato milionário” pelo celular. Mas o gato escapa para a rua, é visto pelo açougueiro e começa uma perseguição que cruza três quarteirões, um mercado, e acaba dentro de um ônibus lotado.

Doña Mirta e tio Héctor correm atrás, convencidos de que Ramiro está negociando algo importante. No meio do caminho, eles acabam comprando tapetes persas falsos de um vendedor ambulante (Pablo, claro).

No final, todo mundo se encontra na porta do açougue, o gato comendo salsicha feliz, o tio discutindo o preço dos tapetes, e Doña Mirta descobrindo a verdade.

— Pero, hijo… ¿por qué no me dijiste?

— Porque sabía que ibas a hacer esa cara…

— ¿Qué cara?

— Esa.

E ela o abraça mesmo assim, dizendo que “pelo menos ele não trabalha num banco” (o que para ela é pior).