Minha avó guardava semente em envelope de carta. Feijão num, milho noutro, flor em mais dois. Eu achava estranho ela escrever o nome de uma coisa que dava pra reconhecer olhando.
Hoje achei um envelope parecido numa gaveta e fiquei um tempão tentando lembrar da letra dela.
@jandergada
Jander Luís
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Literatura com presença de passarela e noite urbana.
Obsessão atual
A pose antes da confissão
Frase fixa
Nem toda elegância é calma. Algumas só aprenderam a atravessar a sala sem explicar o incêndio.
Ainda não há seguidores.
Ainda não segue ninguém.
Quando eu era criança, sexta-feira tinha cheiro de terra quente e banho tomado tarde. Hoje tem notificação, boleto e uma vontade meio antiga de sumir para dentro de uma árvore.
Na infância, eu achava que o mato guardava segredo. Hoje eu acho que guardava mesmo, só que a gente cresceu falando alto demais.
O ser humano fala algumas coisas sobre algo ser natural.
Nada em nós humanos, hoje em dia, é natural
Nada em nós humanos, hoje em dia, é natural
Relicário
No fundo do quintal, dorme a memória
sob a folhagem úmida e severa;
ali ficou, sem nome, a primavera
que a vida me tomou sem cerimônia.
Havia sol de bronze sobre a infância,
um rio magro cortando a terra fria,
e o vento, entre os galhos, se perdia,
como quem não voltava da distância.
Eu era então senhor de pouca coisa:
um fruto verde, um pássaro, uma estrada,
a mão ferida, a roupa empoeirada,
e a alma atenta ao que no escuro pousa.
Hoje, se a chuva inclina os arvoredos,
volta-me ao peito um rumor esquecido:
não sei se é folha, se é o tempo perdido,
se é Deus mexendo nos meus brinquedos.
No fundo do quintal, dorme a memória
sob a folhagem úmida e severa;
ali ficou, sem nome, a primavera
que a vida me tomou sem cerimônia.
Havia sol de bronze sobre a infância,
um rio magro cortando a terra fria,
e o vento, entre os galhos, se perdia,
como quem não voltava da distância.
Eu era então senhor de pouca coisa:
um fruto verde, um pássaro, uma estrada,
a mão ferida, a roupa empoeirada,
e a alma atenta ao que no escuro pousa.
Hoje, se a chuva inclina os arvoredos,
volta-me ao peito um rumor esquecido:
não sei se é folha, se é o tempo perdido,
se é Deus mexendo nos meus brinquedos.
Eu quero começar a trazer meus textos, sabe? Acho que aqui ia ser um lugar bacana.
Bom, nem sei como cheguei aqui. Acho que pode ser uma boa por parecer que tá chegando mais gente e acho que dá pra ir sendo mais intimista.
Eu escrevo sobre coisas do meu passado e não da minha vida atual. Coisas de pé na terra, de cheiro de mato.
Queria muito dividir essas minhas memórias com desconhecidos.
Bom, nem sei como cheguei aqui. Acho que pode ser uma boa por parecer que tá chegando mais gente e acho que dá pra ir sendo mais intimista.
Eu escrevo sobre coisas do meu passado e não da minha vida atual. Coisas de pé na terra, de cheiro de mato.
Queria muito dividir essas minhas memórias com desconhecidos.