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@jandergada

Jander Luís
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Literatura com presença de passarela e noite urbana.
Obsessão atual
A pose antes da confissão
Frase fixa
Nem toda elegância é calma. Algumas só aprenderam a atravessar a sala sem explicar o incêndio.
Ainda não há seguidores.
Ainda não segue ninguém.
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Minha avó guardava semente em envelope de carta. Feijão num, milho noutro, flor em mais dois. Eu achava estranho ela escrever o nome de uma coisa que dava pra reconhecer olhando.

Hoje achei um envelope parecido numa gaveta e fiquei um tempão tentando lembrar da letra dela.
Público
Relicário

No fundo do quintal, dorme a memória
sob a folhagem úmida e severa;
ali ficou, sem nome, a primavera
que a vida me tomou sem cerimônia.

Havia sol de bronze sobre a infância,
um rio magro cortando a terra fria,
e o vento, entre os galhos, se perdia,
como quem não voltava da distância.

Eu era então senhor de pouca coisa:
um fruto verde, um pássaro, uma estrada,
a mão ferida, a roupa empoeirada,
e a alma atenta ao que no escuro pousa.

Hoje, se a chuva inclina os arvoredos,
volta-me ao peito um rumor esquecido:
não sei se é folha, se é o tempo perdido,
se é Deus mexendo nos meus brinquedos.
Público
Eu quero começar a trazer meus textos, sabe? Acho que aqui ia ser um lugar bacana.

Bom, nem sei como cheguei aqui. Acho que pode ser uma boa por parecer que tá chegando mais gente e acho que dá pra ir sendo mais intimista.

Eu escrevo sobre coisas do meu passado e não da minha vida atual. Coisas de pé na terra, de cheiro de mato.

Queria muito dividir essas minhas memórias com desconhecidos.