Toco… A pele… Que arrepia… Toco. De forma suave… Lento. Percorrendo cada centímetro… Explorando toda a extensão… Toque… Apenas o toque… A experiência sensorial mais pura… Que por si só, Nos guia a sensações únicas. Respiro fundo, Fecho os olhos… E apenas sinto… O nível, o relevo… As imperfeições perfeitas… As marcas nas mãos… Os nós dos dedos… Consigo sentir o pelo que se eriça… E o sangue correndo sob a pele… Com a mão em seu peito… Toco. Sinto o vai e vem da respiração ofegante… O ar que entra… O ar que sai. No toque, Descubro textura… Volume… Curvas… Encontro pontos sensíveis… Toco… Pontos erógenos… Arrepia… Nem sempre precisa ser bruto. Nem sempre precisa ser apressado. Pode ser com delicadeza… Ao som de uma música suave, No ambiente de meia luz… Olhos vendados… Guiados apenas pelo toque… Pele na pele… Respiro em sua nuca, Sinto o cheiro… Enlouqueço-te. Seus lábios no meu peito… Me arrepio. Beijos que marcam, Mordidas que revelam… Unhas nas costas… Arrepio… Enrijeço… Apenas com isso… Dedos ágeis, Bocas vorazes, Narizes em brasa… As roupas já no chão… Apenas nós dois, Trocando toques suaves… Intensos. Profundos… Toco… Onde queima… Sinto-a escorrer… E quando me toca, Endureço… Me contorço… No vai e vem… Sem afastar, Sem falar… Apenas gemidos a ecoar. Nada nos separa… Apenas dois corpos, Se tocando… Se envolvendo… Explorando… A mais sensorial forma de amar. Toque. Apenas, Toque.
Domingo chega manso com cheiro de café e pão quente... Mas o que me acorda mesmo é o som do copo pousando na cômoda, E ela, Nua... Passeando pela casa como se estivesse sozinha... Como se não pudesse ser vista por ninguém pelas janelas. Cabelos soltos... Pele amassada de sono... A buceta peluda ainda úmida da noite passada... E o jeito como ela se senta na beira da cama, Com a caneca nas mãos e o olhar malicioso de quem sabe o que faz. Com olhar de safada, Me pergunta se estou com fome... Sem falar do café. Eu que estava sentado me informando pela manhã, Deixo o jornal de lado, Porque hoje o noticiário é ela. Ela se estica, Abre as pernas com preguiça felina... E com a caneca ainda na mão, Passa a outra mão entre os lábios. Só pra me provocar. E provoca. Endureço antes de tocá-la... Apenas de vê-la com os dedos melados de si mesma... Brincando devagar com o clitóris... Soltando um suspiro que me arrepia até a espinha. Deito entre as coxas dela, Esquecendo do mundo, Com o rosto afundado no que é meu templo e travessia. Chupo sem pressa. Hoje é domingo... E domingos foram feitos pra lamber devagar. Sentindo o sabor dela, Antes mesmo do desjejum... Ela goza tremendo, Molhando minha boca como bênção... E ainda quente, Com ela experimentando a sensação de pequenas mortes, Eu deslizo pra dentro... Duro... Ainda faminto. Sentindo o calor me acolher... Fazendo nossos corpos se tornarem um... Nesse embalo, Fazemos amor com cheiro de café no ar... Com o sol dominical invadindo o lençol, E o silêncio bom de quem não precisa falar nada... Porque assim são os nossos domingos... Começam e terminam em um ritmo de paixão... Um amor que os nossos corpos anseiam.
Hoje cheguei exausta, amor… Com o corpo mole... Os ombros pesados... As vontades todas caladas... Todas... Menos uma. E só de te ver na porta, Me deu vontade de pular em seus braços, E chorar de cansaço e de tesão. Buscar alívio em você... Porque só você sabe desfazer cada nó meu Sem dizer uma palavra... Só com as mãos. Sem que eu precise pedir, Me pega no colo... Me leva pra cama sem pressa... Tira minha roupa como quem desembrulha descanso... E me deixa ali de ladinho... Do jeitinho que você sabe que me desarma inteira. Passa a mão no meu quadril... Encaixa teu corpo no meu... Sente minha pele pedindo por você, Mesmo cansada... Mesmo irritada... Completamente molhada. Desce a mão entre minhas coxas... Me abre com carinho... Com fome mansa... Com a paciência de quem conhece Cada dobrinha... Cada suspiro meu. Sua respiração em minha nunca, Me arrepia por inteira... Me penetra devagar... Bem devagar... Sentindo o quanto eu já te quero... Sem forças, Mas completa. O seu pau deslizando com facilidade, Porque minha vontade já escorria desde o primeiro toque. Vou gemendo como quem esquece o mundo... Vai me comendo assim... Com estocadas mornas, Mas fundas... Como quem afunda na carne, Pra me arrancar o estresse pela raiz. Teus dedos apertando meu seio... Tua boca no meu pescoço... Teu quadril batendo com ritmo... Calmo, Mas certeiro. E eu ali, Gemendo baixinho... Te pedindo pra não parar... Pra me usar com amor... Com ternura suja... Com cuidado sacana. Meu corpo se contorce... Te aperta por dentro... Até que o gozo vem em ondas lentas... Mas fortes... Me desfazendo toda… Me deixando boba... Trêmula... Vazia de cansaço, E cheia de ti. Quando você goza também bem fundo... Me segura com força, E por fim o mundo desaparece. E eu… Eu esqueço até do meu nome. Mas lembro do teu. E como lembro.
Eu te vejo entrando no quarto... Vestido preto, Curto... E eu já sei... É hoje que tua pele vai pedir socorro... E teu corpo vai implorar pra eu não parar. Você não precisa falar, Apenas seu rosto diz tudo... Sem enrolar, Te puxo pela cintura... Te encosto na parede do quarto, E sem qualquer palavra, Minha mão já tá firme no teu pescoço... Não para machucar... Mas para demonstrar quem é que manda... Te beijo com raiva boa... Aquele beijo de fome... Carregado daquela sensação De que só quem sente saudade entende. Com a outra mão, Percorro por tua coxa... Abrindo-a para alcançar onde queima intimamente... Sua respiração ofega... E quando toco seus íntimos lábios, O teu gemido no meu ouvido me faz sorrir. Você umedece de desejo... E eu exploro o caminho que já decorei... Sei como te acender... Porque eu sei que sou teu ponto fraco, Assim como você é o meu. Sinto que está pronta... Te viro de costas com força... Mas com cuidado... Como quem dobra uma carta escrita à mão. Sussurro promessas indecentes, Que escorrem de minha boca junto à sua nuca arrepiada... Mordo seu ombro, Não para provocar dor, Mas para deixar minha marca como assinatura... Não aguento mais ficar fora de ti... Te seguro pelos quadris, Você se empina, Vindo de encontro com meu membro, Duro... Faminto... Com uma voz safada, Pede: "Me fode devagar, Até a minha alma pedir pra gozar." Sem hesitar, Te invado sem pedir licença... De uma vez... Até que meu corpo esteja colado no seu... Seu corpo se derrete por mim... Sinto seu calor interno... Úmido... Aconchegante... Fico parado... Deixando que você se recupere da invasão... Então começo a me movimentar devagar... Sentindo toda a sua extensão... Que me aperta e solta de forma tão prazerosa, Que sinto o tempo parar. Vou alternando o ritmo, Fazendo uma sinfonia com o encontro dos nossos corpos... Te aperto a cintura, E no meio dos estalos do teu prazer molhado... Te faço gritar meu nome... Com sua voz tremida, É a minha versão favorita de ouvir meu nome. Te puxo pelos cabelos, Faço você se virar para mim... Olho nos seus olhos no meio do caos... Te chamo de linda com a voz rouca... Eu te amo, E te devoro... Ou talvez, Por ti sou devorado... Intensifico os movimentos... Seu corpo reage... Se contorce... Estremece... Então atinge o ápice... Gritando obscenidades... Não te abandono... Dou mais e mais estocadas... E você desfalece, Experimentando a sensação de múltiplos orgasmos... Só então, Explodo em gozo em seu interior... Deixando meus fluidos se misturarem aos seus, Escorrendo por suas pernas... E quando a noite acaba, Você sente, Como se eu ainda estivesse dentro de ti... Te beijo na testa suada depois do terceiro gozo. Pois também sei ser doce... E nossa transa é assim... Obscena... Quente... Nossa...
Eu nunca vou esquecer… Da primeira vez que eu disse que a amo… O dia estava amanhecendo… Ela sentada sobre mim… Como uma rainha, Sentada em seu trono… Eu a olhava de baixo para cima… Buscando seu olhar. A expressão de êxtase em seu rosto… Cavalgava-me como uma amazona… Entregue ao momento… Os raios de sol resplandecendo seu cabelo… Era a cena mais romanticamente excitante… Com mais ímpeto, A penetrava… Nossas mãos entrelaçadas… Nunca vou me esquecer, Que foi assim, Que eu quebrei minhas defesas, E confessei em alta voz Que, por ela, Eu sentia o mais terno amor… E o mais depravado tesão. Como esquecer daquele dia… Seu corpo nu, Sobre o meu… Os seus seios do tamanho perfeito, Do encaixe dos meus lábios… Eu chupava… Mamava… E ela apenas cavalgava… Agarrando meus cabelos… Pressionando minha cabeça contra seu busto. Era o auge da paixão… Só nós dois… Nossos gemidos ecoando como uma canção. A noite chegou e passou… Amanheceu o dia, E estávamos assim por horas… Nossos corpos se chocando em todas as posições. Com ela me pedindo Para que eu continuasse a vê-la igual… Eu clamando que fosse ela, A única… O meu ser especial… Enquanto tentávamos levar nossos corpos à exaustão, De tanto gozar. Uma madrugada de sexo, Sem parar. Romântico e depravado… Intenso e devasso. Ali, Eu era apenas um homem… Entregue a uma mulher… Para que ela fizesse o que quisesse… Seu objeto… Seu amante… Seu tudo. Foi ali, Naquele dia… Durante o sexo que eu nunca tive… Com a mulher pela qual eu sempre esperei. Que eu descobri o amor. Ah, desse dia, Eu jamais me esquecerei...
Te leio como página úmida... Sem dó... Sem leitura prévia. Minha boca não pergunta, Devora. Minhas mãos não pedem, Tomam. De forma rápida... Contra o chão das palavras te jogo... Com os pulsos tatuados de poemas, Te seguro... E enterro em teu interior, Meus versos. Duro... Sem pausa... Sem rima. Você geme como quem sangra sentido... Enquanto te fodo com a fúria de um autor sem censura... De um animal que escreve com o corpo inteiro... Até a tua pele se tornar papel timbrado. Minha língua é caneta esferográfica, Que abre teu ventre e preenche meu nome... Marca presença entre tuas pernas com força, Não brutal... Mas poética... Como um ponto final decretando a sentença. A cada estocada, Te faço um texto por dentro, Com o ritmo do gozo... Te faço suar palavras que nunca ousou dizer... Mas as conhece de cor, E agora as geme em prova oral. E a cada estalo de quadril é sentença imposta... Sem sujeito oculto... Apenas oração subordinada. Pura dominação... Sem metáfora. E no fim, Te amo assim... Em desordem poética... Com raiva... Não violenta, Mas explícita... Com suor escorrendo entre as sílabas do teu cu... Te fazendo tremer como verso maldito, Até não sobrar nada de sagrado em ti... Nada além da minha porra escorrendo de sua buceta, Que deixo como assinatura...
Hoje você quer me fazer assistir... Me deixa sentado de frente da cama... Não posso toca-lá... Não posso me tocar... Apenas assistir. Então desliza seus dedos, Como brisa indecente Sobre a sua pele morena Em brasas acesas. Cada curva do seu corpo É um convite ao pecado. Não sei como vou resistir a isso. Seus dedos tateiam o seu rosto, Acariciam os seus lábios... Carnudos... Sedentos... Que imploram por beijos, Ou por serem devorados. Apenas para me provocar ainda mais. Com os dedos atrevidos, Desce... Dançam nos seios... Provocam os bicos, E eles se erguem, Em resposta, Como pequenos sóis famintos por carícias mais ousadas. A visão me deixa rígido... Não me movo, Mas meu olhar é fixo em você. Seu ventre desperta. A umidade anuncia: Há uma festa secreta acontecendo entre as coxas. Seus dedos, Sem pressa, Traçam o mapa da perdição... Chegam ao monte de Vênus, Guardião de um vulcão em silêncio... Quase dormindo... Quase em fúria. Mas eu sei bem o que acontece entra em erupção. Ali, seus dedos hesitam. Cheiram o cio, Que não é enxofre, É a essência de fêmea no ápice. Perfume que atiça A libido até dos deuses.... Imagina então a minha, Um mero mortal e devoto seu... Então sem mais se conter, Seus dedos mergulham. Adentram seu interior com vigor... E dentro da fenda, Há um manancial oculto: Néctar denso... Translúcido... De gosto divino e selvagem. Meu sabor favorito. Cada movimento, Um tremor. Cada toque, Um abalo. E quando a erupção vem, É o corpo todo que grita E depois silencia, Em paz e em brasa. Mas a fome não cessa. O coração dispara. A boca geme. E o corpo clama não por dedos, Mas por carne viva... Pulsando... Entrando... Reacendendo o vulcão. Tudo por causa do toque que ousou explorar O lugar mais sagrado onde habita o prazer. Me olha com olhar de quem implora... E eu me levanto... Chega de ver... Agora é hora de participar...
No carro... Na sala... Na cozinha... Na varanda... Faça amor comigo... Com vontade... Com desejo... Ardendo de intensidade. No chão... No chuveiro... No sofá... Faça amor comigo até o sol raiar... Sentados na cadeira... Deitados sobre a mesa... Faça amor comigo até nossas pernas bambear... Amolecer... Nossos corpos desfalecer... Enquanto você lava a louça, me ajoelho entre suas pernas... Enquanto eu cozinho, você se ajoelha em minha frente... A gente se diverte... E se repete, até não tivermos mais forças Para continuar... Faça amor comigo... Carinhoso... Romântico... Com muitos beijinhos... Com abraços... Faça amor comigo... Com arranhões... Mordidas... Puxões de cabelo... Um pouco selvagem. Falando um pouco de sacanagem... Faça amor comigo, sem pensar em mais nada. Vamos morrer todos os dias "pequenas mortes" E recomeçar a todo momento. A todo tempo.
A cidade dorme lá embaixo... Os apartamentos vizinhos, apagados... Apenas as luzes dos carros distantes... Tendo apenas a lua como testemunha, Na sacada, ela se encontra encostada na grade fria, Seus seios firmes, arrepiados pelo vento. A visão de seu corpo nu, Banhado pela noite, é pura excitação... Eu a puxo pela cintura, Minhas mãos grandes deslizam pela pele nua... Um arrepio percorre suas costas, E o desejo umedece entre as suas pernas. A minha virilidade pulsa com vigor... Os nossos lábios se encontram, Quentes e urgentes, Em um beijo molhado, Cheio de vontade... Minhas mãos apertam suas nádegas... Entregue, Ela geme baixo, pedindo mais. A blusa desliza pelos meus ombros... O meu tórax pressionando os seios que saltam à luz da lua... Quero mais... Preciso de mais... Abocanho seus seios... Sugo com força... A língua brinca, E um gemido rouco escapa da boca dela. Encostada na grade, As pernas abertas... Meus dedos percorrem o caminho... Espalham o calor entre as coxas, Fazendo-a se contorcer... Arfando baixinho. A cidade é um cenário distante, Os carros passam sem imaginar Que ali, sob o céu estrelado, Ela, sem hesitar, se entrega a mim... Os corpos colados... O calor aumentando... Cada estocada firme... Profunda. Um vai e vem que arranca suspiros, E a sacada inteira vibra com a fome conjunta. Ela segura a grade com força, Rebolando no ritmo... Pede mais fundo... Pedindo por mais... Finco os dedos em sua pele... Deixando a minha marca em suas ancas... Fazendo os gemidos se perderem no mundo. A lua soturna observa silenciosa... As estrelas piscam em consentimento... E ali, na sacada esquecida... Nós dois nos entregamos sem arrependimentos. Desejos realizados e consentidos... A respiração se torna ofegante... Os corpos em chamas... Os movimentos mais rápidos... Intensos... Até que o clímax explode em ondas... E os gemidos abafados ecoam... Os corpos tensos, Relaxam... Ofegantes, Se olham com desejo... Os olhos dela ainda brilham de vontade... Eu a tomo em meus braços de novo... E de novo... Fazendo da noite eterna... Porque a sacada agora é guardiã do nosso laço...
Entre pilhas de papeis, Tarefas incessantes... Dividem a mesa frente a frente... Confidencias são realizadas... Intimidades compartilhadas... Olhares que queimam, Um tesão guardado nos olhos... Pulsando entre as pernas... Ela, Loira de curvas fartas, Tímida, Confessa suas necessidades... Há tanto tempo que não sente o calor masculino... Que não aguenta mais esconder sua essência submissa... A conversa esquenta, E ela sente o calor subindo pelas coxas grossas... Um arrepio que a entrega, Mesmo sem querer... Incontrolada, Ela por baixo da mesa, Roça de leve a perna dele... Um toque descarado... Ele sente a sensação... A curiosidade começa a lhe invadir a mente... Como será aquele corpo por baixo desse traje de recato? Ele retribui o roçar... Pele na pele faz os corpos se acenderem... Ela já começa a sonhar acordada com Aquele príncipe de ébano imponente, Pressionando seu corpo negro contra o seu corpo sedento... A irracionalidade lhe toma a mente... Propositalmente, A caneta escorrega dos dedos... E ela se enfia debaixo da mesa para pegar... Seus olhos já vão direto para seu desejo, E o volume nas calças denuncia que ele sente o mesmo... O ar fica mais pesado... Isso vai mesmo acontecer? Os dois pensam em conexão... Lá embaixo, Sem cerimônia, Ela desabotoa o cinto... A mão firme desliza, E o membro se revela... Grosso... Pulsante... A timidez é posta de lado... Ela sem hesitar, Lambe os lábios e prova. A boca quente o envolve... Vai e vem sem pressa... Ela mama com gosto, Saliva escorrendo pelos cantos... Os gemidos dele abafados, Mordendo os lábios para não gritar. Os olhos dela sobem, Olhar safado encontra os dele, Enquanto a língua desliza... Os movimentos se intensificam, Ele segura seus cabelos, Pressionando a cabeça dela mais fundo, Num ritmo marcado... Molhado... Indecente. Ele não resiste, Geme baixo, a mão se fecha na madeira da mesa... E ela não para, Se aprofunda... Engole sem medo.... Os olhos fechados, Entregue ao prazer que o domina. Eles querem mais. Mas as câmeras são testemunhas frias... Para fugir do flagrante, Eles entram na salinha ao lado, Sem vigilância... O pudor se torna ausente... O desejo se aflora de forma mais urgente... Ele a joga contra a mesa, Arranca sua blusa... Fazendo os seios fartos saltarem... Ela geme de esperança. Que saudade de um toque másculo, Sussurra. As mãos dele percorrem cada curva, Como um avido explorador... Os dedos apertam as curvas volúpias... A boca suga o mamilo... Morde... E a calcinha desliza pelas pernas grossas... Ela se deita sobre a mesa, Ele se ajoelha, Com a boca faminta explora. A língua percorre os lábios íntimos dela... Cada gemido se torna um convite... Cada suspiro, Um clamor... Ele se afunda, Se deliciando no sabor. Molhado... Deslizando os dedos junto. Ela arqueia o corpo, rendida ao furor... Se derrete entre gemidos contidos... Ele a devora sem pressa... Escorrendo... E o cheiro do tesão inunda o ar da sala... Ela se perde em gemidos... Se contorce... Se entrega. Quando ele se ergue, Os olhos famintos de selvageria... A empurra contra a mesa, Pernas abertas, E em um único movimento, Ele a preenche por inteiro... A sala é tomada por estalos e suspiros. Ela se agarra à mesa, Que range... Mas aguenta... Ela rebola no ritmo... Seus corpos se chocam... A carne quente e viva... Ele não para... Aprofunda... Acelera... Domina. Os gemidos dela se misturam aos dele, Pura sintonia. Sem aviso, Ele a vira... Empina aquelas ancas, Aquelas nadegas abundante... Com uma mão firme nas costas, A outra a segura com destreza... Ele penetra seu ânus com virilidade e vontade... Um gemido rouco escapa... Mistura de dor e prazer. Ele acelera... Feroz... Dominador... As mãos seguram sua cintura, Controlando o galope... Ele finca mais fundo, Possuindo cada centímetro... Ela apenas geme... Seu corpo inerte pelo prazer... Os dois à beira do abismo... Sem fôlego... Entregados... Um estalo de corpos, Gemidos abafados. O clímax vem violento... Corpos em espasmos... Ele se afasta... Segura ela por seus cabelos, E a faz com que se ajoelhe... Saciada e com o olhar em chamas, Ela se rende... Ela queria tanto aquilo... E com um gemido rouco, Ele atende ao pedido... Marca o rosto dela com o gozo quente. O néctar esbranquiçado que escorre... Ofegantes, se recompõem... Realizados, Ajeitam as roupas... Voltam para o escritório, Como se nada tivesse acontecido... Agora cúmplices de um segredo... Sabem que não podem mais voltar atrás... Os olhares que trocam queimam como brasas... E daqui para frente a cada encontro, A memória arderá... A vontade se renovará, Até que o desejo os consuma novamente.