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Pucky

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27/0817:07
Fanfic - Esquadrão suicida - Pov Harley
A casa de Boomy era literalmente um quartinho junto com sala e cozinha. Um ambiente escuro e frio mesmo não tendo tanta ventilação. Ele estava usando um moletom azul escuro e calça preta rasgada, com certeza ele não comprou ela assim.
-Sabe o que dizem sobre quem gosta de boomerangs, não é?
Ele para de brincar com eles, o segura e me encara.
-Não. O que dizem?
Me levanto do sofá, cruzando calmamente meus braços até ficar perto da parede, sem o olhar, apenas encarando a pintura mal feita.
-Problemas com desapego.
Ele ri nasalmente.
-Eu nem tenho bens materiais.
-Nem bens no geral.
Digo.
-O que quer dizer com isso, garota?
Ele parecia incomodado.
-Que você tem tanto medo de perder que prefere não ter.
Boomy dá uma risadinha debochada.
-Eu não quero ninguém me enchendo o saco, só isso.
Eu dei uma risadinha.
-"Ninguém me enchendo o saco" também conhecido como "prefiro o vazio de não ter do que o vazio de ter".
Sinto ele segurar meu braço, me fazendo virar e o encarar.
-Não me faça perder a pouca paciência que eu tenho, garota.
-Por que? Vai me matar?
Eu sorri debochada fazendo ele bufar e me soltar.
-Você analisa todo mundo mas não tem o mínimo de noção para fazer isso consigo mesma e depois fica chorando que seu puddinzinho encantado não vêm te salvar!
Ele disse com tanta raiva como se tivesse se segurado por tanto tempo que eu simplesmente prendo minha respiração. Boomy percebe o que disse e fica de costas para mim.
-Eu não vou pedir desculpas por isso, você precisa...
-Eu sei.
-Sabe é? Por que esse seu romance com o pistoleiro parece mais para chamar a atenção de alguém em específico.
Eu suspiro debochada.
-Você tá aprendendo muito sobre análise para alguém que não suporta nenhum tipo de médico.
Esbarro de propósito nele e sento no sofá. Ele respira fundo.
-Harley, eu odeio falar isso mas precisamos...
-Transar?
-Engraçadinha.
Ele realmente ficou desconcertado.
-Que foi gatinho? Eu comi sua língua?
-Não, eu só esqueci o que ia dizer...
Ele quase sussurra, me fazendo rir. Ele balança a cabeça.
-Eu ia dizer que precisamos nos unir se quisermos acabar mesmo com a Waller.
-Você lembra rápido, hein? É só isso que você faz assim com toda essa agilidade?!
-Se concentra, Harley.
Era o pistoleiro.
-Uuhh tá fazendo a voz do Batman, gatinho?! Miaw eu posso ser a catwoman!
Digo enquanto fico de quatro no sofá e balanço levemente o meu bumbum enquanto minha mão imita um arranhado de gato.
-Maluca.
Disse Boomy rindo enquanto cruzava os braços.
-Seguinte...
Pistoleiro ergue sua mão e me ajuda a levantar. Fico em pé e o encaro.
-Perfeito.
Ele diz me olhando de cima para baixo.
-Ai obrigada, fofinho!
Digo juntando minhas mãos em uma pose fofa. Ele vai até o corredor e trás uma mala enorme e a joga no chão.
-Uuh você é forte, faz comigo?!
-Harley!
Disse Boomy.
-Que é?!
Digo ofendida.
-Aqui estão nossas armas e já combinei com os outros cada função para o evento, porém...
Ele abre a grande bolsa e tira um vestido vermelho incrível com detalhes que formavam rosas.
-Harley será nossa arma secreta.
Eu dou um gritinho de felicidade.
-Tamo fudido...
Disse Boomy colocando a mão no rosto.
-Ai obrigada, gatinho pistoleiro!
Eu o abraço de lado e dou muitos beijos em seu rosto.
-Eu não sei se você sabe mas... Eu adoro ser o centro das atenções!
-Jura? Eu nem notei.
Ele me entrega o vestido, eu o coloco na frente do meu corpo e começo a rodopiar e cantarolar. Os dois se aproximam.
-Tem certeza que vai dar certo?
Pergunta Boomy.
-Vai ter que dá.
-Vou ter que parar de ser ateu.
Pistoleiro ri.
-Eu tô ouvindo!
Digo de maneira agressiva.
-Ta tudo bem, gatinha. Continua rodopiando ae e aproveita que sua função é ser a gostosa do grupo.
Reviro os olhos e me aproximo dele.
-Eu sou muito mais que um rostinho bonito e muito mais do que meus cinco diagnósticos!
Ele ri e cruza os braços.
-Isso foi muito específico, mas eu acredito em você.
Ele toca meu queixo.
-Reunião de emergência.
Disse pistoleiro.
-Onde?
-Você não vai gostar.
-Não me diga que é...
-É sim.
Fico irritada e cruzo os braços em volta do vestido.
-Eu não volto para aquele buraco!
-Harley...
-Não adianta!
-Se você ir Boomy aceita ter um encontro romântico com você.
-Pera, o que?
-Romântico em que nível?
-Nível Harley.
-Ok, eu topo!
Coloco o vestido no sofá e pego meu taco de beisebol.
-Porra...Por que eu?
Disse Boomy.
-Eu não tenho tempo para isso.
Pistoleiro da de ombros.
-E você acha que eu tenho?!
-Vocês vem ou não sabem o que significa a palavra emergência?!
Digo ajeitando meu shortinho bicolor.
-Ok, talvez não seja ruim.
Disse Boomy.
27/0816:46
Fanfic-V-Devil May Cry 5- Diário
-Eu não tô achando! Eu não tô achando!
V se aproxima, com aquela expressão que não sei dizer se é deboche ou ele me achando fofa, de qualquer forma isso é irritante.
-O que foi, minha princesa das trevas?
-Sem tempo pra isso, V, tô ocupada.
Digo revirando a van de cabeça pra baixo
-Procurando algo, bruxinha fofa?
Eu o encarei com tanta raiva que se meus olhos tivessem lazer ele teria evaporado.
-Eu tô procurando a merda do meu diário e eu não tô com paciência pra você agora, V!
Ele quase sorri.
-Você é realmente uma gracinha irritada e com vontade de me matar...
Reviro meus olhos, bufando de raiva, eu estava pronta pra sair da Van.
-"Joguei todos os monstros pela janela da cozinha, pulei em seguida".
Eu congelei.
-"Ó grande mar de rosas vermelhas no tom de sangue, seus espinhos entrando na minha veia me fazem arrepiar..."
Eu prendi minha respiração por uns segundos.
-V...
-Sim, princesa?
-Devolve o meu diário.
Digo calmamente sem me virar.
-"Por que a tão bela rosa se despedaça ao ver um cravo desinteressante mas que a elogia com o mínimo que ela merece...?"
Eu engulo em seco.
-Por favor...É pessoal demais pra ser lido em voz alta por outra pessoa...
Eu quase chorando, sinto V muito perto de mim, ele coloca sua mão em meu ombro.
-"Me mate, me mate meu amor, pois não tenho coragem de eu mesma cortar me a vida pois não o verei novamente."
-Por que você tá fazendo isso comigo, V?
Digo quase inaudível.
-Não sou eu. É você que mexe comigo...Na verdade com todos. "Por que esconde sua bela trança, Rapunzel? Não é você que sonha em ser salva?" Então eu estou te fazendo a mesma pergunta...Por que você se esconde? Eu já te encontrei, princesa.
27/0815:47
-Eu não sou exagerada!
“Até nas coisas mais banais, para mim é tudo ou nunca mais.” Nunca concordei e discordei tanto com uma música.
-Sabe o que realmente foi um exagero?! Foram todas as vezes que te dei uma segunda chance, todas as vezes que pensei que estava tudo bem quando não estava, todas as vezes que pensei que algo absurdo fosse amor, um amor incompreendido justificado por traumas que não querem se curar.
Engulo minhas lágrimas com minha raiva, sorrio o encarando e me aproximo, sentando em seu colo enquanto coloco a ponta da minha faca afiada levemente em sua bochecha, graças a Deus eu consegui amarrá-lo e o amordaçá-lo, era eu ou ele.
-Mas fica tranquilo meu amor, reconhecerão seu corpo, afinal, não quero mais ninguém brincando com meu coração.
Arranco a fita adesiva de seus lábios que sangrando recebem meu último beijo apaixonado por uma ilusão que um dia tive certeza ser real, pude senti-lo arrepiar quando a faca entrou em seu estômago e girou com tanta precisão que poderiam jurar que não foi minha primeira vez, mas gosto de imaginar que foi ele se despedindo para nunca mais foder meu psicológico.
-Descanse em paz, meu amor.
Seu sangue escorre pelo meu corpo. Caminhando para fora do porão a cinere fica cada vez mais alta.
-Que bom, receberam minha ligação!
Digo estendo meus pulsos enquanto sorrio.
-Por favor, na primeira página do jornal não me pintem como vítima, eu não pertenço mais a esse lugar.
Meu sorrio se esvai como o sangue derramado que um dia eu lhe dei de presente.