33 Sonata das Primeiras · Capítulo 33 de 34
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33

Por debaixo da porta e pelas frestas da janela a neblina começa a entrar no nosso ambiente. Ela é inodora, nós também.

— Velha — perguntou Augustin com a sua calma peculiar —, você sabe o que essa neblina fará de nós? Ela nos amalgará?

Isso está me lembrando um clube underground em Tânger, onde a fumaça cobria até mesmo os nossos braços, e não conseguíamos ver quem estava ao nosso lado quando estávamos no subsolo.

Ainda existe algum recurso para o meu psicopompo nos levar até lá? Pelo menos há música nesta pista...

- Música na pista, disse Velha com um leve esboço de sorriso no rosto.

- Sim, Velha dessas que nos ajudam a enxergar apesar da fumaça, da neblina e de nós mesmos!

Nesse momento luzes azuis começaram a piscar e um som grave nos invadiu a ponto de quase nos desintegrar, nossos corpos começaram a balançar em um ritmo frenético. Valentina como há muito não fazia, performou a sua dança que nada lembrava o minueto, a contradança e a gavota.

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