I. A moral diante da rua Moralidades actuales · Capítulo 2 de 4
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I. A moral diante da rua

Para Barrett, a moral não podia permanecer trancada em sermões confortáveis. Ela precisava atravessar a rua, olhar o trabalhador, o pobre, o preso, o explorado e perguntar de que vale uma virtude que não se incomoda com a dor concreta.

Essa escrita nasce de uma impaciência ética. Não quer enfeitar a consciência; quer acordá-la. Por isso seu tom muitas vezes parece duro: a ternura está menos na suavidade da frase e mais na recusa de aceitar que a injustiça seja normal.

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