II. A coragem de acusar
O ensaísta moralista costuma correr dois riscos: virar juiz dos outros ou cúmplice do próprio tempo. Barrett escapa disso quando dirige a crítica para as estruturas que produzem miséria e hipocrisia. Ele não escreve para preservar boas maneiras; escreve para rasgar o pano que encobre a violência cotidiana.
Nessa perspectiva, moralidade não é etiqueta. É responsabilidade pública. É a pergunta incômoda que permanece depois que o jornal foi dobrado e a conversa terminou.