Epílogo
Alícia Martini | Nem sempre o que acontece em Vegas, fica em Vegas
Parte 1
Dois anos depois não havia lugar melhor para se casar do que em Las Vegas, na pequena capela iluminada por neon claramente com um Elvis no lugar de padre. Las Vegas, o lugar em que tudo começou. Aurora, agora com dois anos, era a daminha mais adorável que já existiu, vestida de branco com detalhes de rosa nos tons rose gold e com um sorriso que derrete qualquer coração.
Inclusive o do filho de Nicole que era o pajem, para o desespero de Rafael.
Sim, minha amizade com a jornalista apenas aumentou e descobrimos que seu filho nasceu dois dias antes de Aurora, as coincidências eram gritantes entre nós e nossa conexão apenas aumentou ao longo dos anos, principalmente porque algumas vezes acabamos nos encontrando nos eventos das quais eu ou Rafael fomos convidados.
A família inteira de Rafael estava aqui, sua avó disse: já que não vão se casar em uma igreja e sim em Vegas, pelo menos a recepção tem que ser digna de um Espósito, confesso que estava até com medo disso.
Contudo, meu medo sumiu conforme caminhava em direção a Rafael, com meu coração transbordando amor e gratidão.
Nossos amigos e sua irmã eram nossos representantes, então entreguei o buque para Rafaela, que era responsável por cuidar de Aurora, mesmo morando com Rafael, eu tremia de ansiedade e nervosismo.
— Você está linda, Alicia. – Ele disse, quando finalmente alcancei o altar.
— E você é tudo que eu sempre quis. – Foi o que consegui responder com a voz embargada, tomada pela emoção.
Segurei sua mão com as minhas que estavam geladas e tremendo, ele fez carinho no dorso, acalmando meu corpo, mas não meu coração e muito menos meu corpo. O homem estava muito gostoso.
A cerimônia foi rápida e divertida, como a cidade pedia, mas cheia de significado. Quando Rafael me beijou, o mundo pareceu parar, sua barba por fazer raspava em minha pele, fazendo meu corpo ter arrepios já conhecidos por meu corpo, o acendendo para uma ansiedade que não queria aguardar até depois da festa.
Saímos da capela com uma chuva de arroz e flores, Rafael se abaixou e abriu os braços para Aurora que estava no jardim da capela brincando, enquanto Rafaela cuidava dela. Nossa filha ao ver o pai veio correndo, sorrindo e eu abri meu maior sorriso ao ver a cena.
Quando Aurora estava nos braços de Rafael, ele a girou, fazendo nossa filha gargalhar, meu marido a beijou na bochecha e se aproximou de mim, me abraçando de lado.
— Eu amo tanto vocês duas, vocês são meu mundo, a razão pela qual acredito em milagres. – Rafael disse, nos encarando hipnotizado.
— Vocês também são meu mundo, finalmente encontrei meu norte, mesmo sem saber o que eu buscava. – Confessei.
— Amo, papai e mamãe.
Nossa filha nos abraçou pelo pescoço, o que nos fez rir, como loucos apaixonados que ambos éramos e eu torci, mais do que nunca, que isso jamais acabasse e assim, nossa história começou de novo, em uma cidade de luzes e promessas, com a certeza de que juntos, éramos invencíveis.
Parte 2
Ponto de vista Alícia
Assim que saímos da capela, fomos para o salão de festas do mesmo resort que ficamos quando viemos dois anos atrás. Claro que também estava liberado a parte dos cassinos e eu era a pessoa que mais estava ganhando dinheiro e Rafael estava perdendo todas as minhas fichas.
— Alguém tira esse homem de perto da minha parceira de negócios! – Gritou uma Nicole e eu gargalhei.
Exatamente como no passado, com a diferença que agora até mesmo os avós de Rafael estavam se divertindo e gastando alguns dólares nas roletas e nos jogos. Só espero que meu sogro não perca muito no pôquer.
— Não somos irresponsáveis por deixar Aurora no meio desse pessoal? – Olhei para Igor e Rafaela, que cuidavam da nossa filha que brincava nos caça níqueis.
— Confio no Igor. – Arqueei uma sobrancelha.
— Na sua irmã não?
— Criei Rafaela, conheço a peça, Aurora pode muito bem sair daqui como uma mini jogadora de pôquer e ser expulsa aos dois anos. – Gargalhei.
O hotel fez um brinde, também cortamos o bolo, até que em determinado momento, Rafael me pegou nos braços, no velho estilo noiva e nos levou para o elevador. Reconheci imediatamente o andar em que ele apertou.
— A mesma suíte?
— Com certeza, você não faz ideia de como tive as noites mais duras da minha vida.
Não foi preciso dizer muito, meu corpo já estava completamente aceso por esse homem, bastava aquele sorriso torto safado, com os lábios meio umedecidos que minhas próprias pernas já bambeavam e ficavam úmidas também.
Entramos no quarto afoitos, entre beijos e tropeços. Como se o mundo fosse acabar, talvez a fantasia não fosse apenas dele, mas minha também. O ajudei com o terno e ele me ajudou com meu vestido e quando caí nua na cama, ele estava por cima de mim.
Seu corpo musculoso tampava o meu por completo, ele era o homem mais bonito que eu já vi na vida, passei minhas mãos em seu peito e em seus ombros, sua boca tomou a minha em busca de aplacar a nossa necessidade. Seu dedo percorreu minha boceta, que já estava completamente encharcada.
Rafael quebrou nosso beijo, descendo a boca por meu peito, até meus seios, os chupando com gosto, me fazendo estremecer quando ele assoprava, em uma mistura de quentura e gelado ao mesmo tempo, sua língua desceu e a expectativa do momento apenas aumentou.
Gemi quando sua língua tocou meu clitóris, minhas mãos indo diretamente para seus cabelos, puxando e sentindo todas as emoções conflitantes dentro de mim, meu sangue correndo, a respiração ofegante, meus pés tremendo, meu ventre contraindo e meu coração disparado. Senti o orgasmo chegando, aumentando o prazer ainda mais quando ele enfiou dois dedos dentro da minha boceta e eu queria gritar.
A sensação da minha alma saindo do corpo parecia nunca desaparecer e quando o orgasmo veio, deixei as emoções e gritei o nome de Rafael, ofegante.
— Espero que você nunca perca essa habilidade. – Falei entre os ofegos e ele riu baixinho.
— Jamais vou perder, não com você.
Ele nos beijou, consegui sentir meu gosto em sua boca e nos virei na cama, ficando por cima, desci meu corpo até segurar seu pau na base, minha língua rodeou a ponta de seu pau em formato de cogumelo, chupando a ponta e o levando até onde eu conseguia por completo na boca.
Comecei a subir e descer, rodeando a língua em sua base, chupando com certa força e apertando com minha mão, massageando como se o estivesse masturbando de ambas as formas: com a boca e com as mãos. Rafael segurou meus cabelos em um rabo de cavalo e o puxou, movendo minha cabeça no ritmo que ele queria e eu gemi, sentindo minha boceta voltar a latejar.
Seu pau inchou na minha boca e nas minhas mãos, assim como seu aperto ficou ainda mais firme, seu quadril aumentando os movimentos e ainda assim evitando ir muito forte para não me machucar. Esse cuidado que ele tinha comigo mesmo nesse momento me deixava ainda mais apaixonada e com ainda mais tesão por ele.
Rafael gozou na minha boca, relaxei a garganta e o engoli por completo, ao longo desses dois anos, fui aprendendo cada vez mais como relaxar a garganta para que não me engasgasse e ainda recebesse sua porra por completo, sem derramar nenhuma gota.
Meu oficialmente marido me puxou pelos cabelos e me jogou na cama, gargalhei mordendo o lábio maliciosa.
— Amo quando você é bruto. – Passei minha unha vermelha por seu peito definido.
— Ainda podemos viver nas montanhas, em uma cabana.
Ele começou a beijar meu peito, chupando meus seios e raspando sua barba por fazer no meu corpo, arqueei o peito, enrolando minhas pernas em sua cintura, completamente entregue ao seu toque, sentindo o arrepio no meu corpo.
Minha mão desceu até seu pau, o guiei até minha entrada e ele me penetrou com força, gememos juntos, sentindo nossos corpos conectados por completo. Rafael começou com os movimentos rápidos, fortes, indo cada vez mais fundo dentro de mim, o pulsar da minha boceta contraía o pau de Rafael.
— Sinto que você está esmagando meu pau... puta que pariu...
— Você é tão grosso e delicioso... com essa barba me raspando...
Senti meu corpo inteiro estremecer, segurei seus ombros como se fosse minha válvula de escape, perdida completamente nas emoções que aquele ato estava me gerando. A cada movimento era como se eu fosse para o céu, meu clítoris estava duro e ardendo. Gemi sentindo meu ventre contraindo, meus pés formigando, até que senti o prazer vindo e gozei, gemendo o nome de Rafael, mais algumas estocadas e senti o jato de Rafael me preenchendo.
Nós dois estávamos suados, ofegantes, a cada momento que tínhamos juntos, assim era único e eu esperava que nunca mudasse.
— Finalizamos um ciclo ou apenas o iniciamos?
Questionei quando nós dois estávamos mais estabilizados.
— Espero, do fundo do meu coração, que esse seja apenas o início do nosso ciclo, afinal, nem tudo o que acontece em Vegas, fica em Vegas e nossa história é a maior prova disso.
O abracei pelo ombro, não poderia concordar mais, esse quarto, essa cidade era apenas o início da nossa história e não o...
FIM!