Capitulo 2 Borboletas E Espadas · Capítulo 2 de 2
Obra Menu

Capitulo 2

CAPÍTULO 2

​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

O céu esbanjava um azul claro com poucas nuvens no céu que aos poucos se juntavam, a brisa suave fazia os cachos longos de Liana dançarem no ar, seu vestido azul claro também dança no ar com a brisa. As arvores soltavam folhas que eventualmente acariciavam a pele morena da princesa que cavalgava devagar pelo caminho de terra. A composição da paisagem era belíssima, flores rosas e amarelas caiam de arvores enormes e prendiam em seus cachos dando a ela uma beleza ainda mais angelical.

A guerreira ao lado caminhava em um ritmo diferente, seus olhos atentos não deixavam passar a movimentação dos animais a sua volta, seus ouvidos captavam a aproximação dos animais, principalmente o canto dos pássaros, eventualmente suas orbes escuras se voltavam para a mulher a seu lado. A composição perfeita estava diante de seus olhos, os pássaros cantando como se estivessem ali apenas para cantar para a mulher a seu lado, as flores rosas e amarelas caindo sobre seu corpo apenas para enfeita-la, o sol iluminando sua pele morena fazendo ela brilhar como uma estrela, a seus olhos até o sol disputava com as nuvens o direito de vê-la por mais tempo.​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

— Que tarde agradável. — A voz encorpada da princesa soou aos ouvidos da guerreira como uma canção. — Não acha? — Seus olhos castanhos desviaram do céu para a mulher a seu lado.

— Se acha, então sim, Alteza. — A guerreira desviou os olhos da mulher a seu lado.​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

— Eu adoro quando os ipês florescem. — Comentou admirando o caminho a sua frente repleto de flores rosas e amarelas. — Você não acha lindo, Ayla? — Olhou novamente a morena de armadura.

— Se vossa Alteza gosta. — A mulher nem ao menos olhou a jovem que ansiava por ver suas orbes negras como a noite.​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

As orbes castanhas fitaram o chão a sua frente com visível tristeza, a guarda carregava em seu olhar o arrependimento de ter sido tão fria com sua protegida. Liana não se deixou abalar, ergueu seu queixo e tomou a dianteira deixando a guerreira alguns passos atrás. O silencio persistiu por bastante tempo, nenhuma desejava iniciar uma conversa, a princesa por considerar sua insistência infrutífera pois jamais conseguia interações satisfatórias e a guerreira por receio de dizer coisas a mais do que deveria.

Após uma hora de cavalgada as mulheres se depararam com um riacho de águas cristalinas, era o lugar ideal para descansarem antes de seu retorno ao castelo. A guarda desceu das costas de Kiara e se pós ao lado de Argus para ajudar a princesa a descer. Suas mãos tocaram a cintura por cima do decido caro, ela a apertou para ajuda-la a descer e queria não precisar mais solta-la. ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

O toque firme das mãos calejadas não passou despercebido pela princesa que instintivamente tocou o braço da jovem por cima da armadora, no entanto, logo deduziu que a demora em seu toque era devido a sua preocupação excessiva com sua segurança. Ayla segurou as rédeas de sua égua e a guiou até a água para que matasse sua cede, a princesa fez o mesmo com seu fiel amigo Argus.

Enquanto bebia, Kiara era gentilmente acariciada pelas mãos firmes de sua montadora. Os dedos de Ayla acariciavam a testa do animal eriçando seus pelos e voltando a arruma-los, o animal apreciava o toque suave como um bebê recebendo carinho da mãe. Kiara e Ayla possuíam uma ligação forte, a mulher havia encontrado a égua ainda filhote e a criou desde então, juntas elas cresceram e amadureceram com a convivência, fortes e imponentes como nenhuma outra. O mesmo não podia ser dito da relação de Liana e Argus que, apesar de serem companheiros de longa data, não dividiam uma conexão tão especial, em parte isso se deve as inúmeras responsabilidades da princesa que a impediam de cuidar do animal, mas também a personalidade forte de Argus que não deixava ninguém além da princesa e da guerreira montarem nele. Porem, mesmo com as limitações, Argus ainda recebeu caricias em seus pelos que o faziam relaxar.​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

Após beberem o suficiente as mulheres levaram suas montarias para se alimentarem do mato baixo a sua volta. Eles arrancavam pequenas quantidades de mato e devoravam em segundos, as duas olhavam os animais que pareciam tão calmos.

— Esse lugar é ótimo para descansar. — Liana falou sentada sobre a sombra de uma arvore, suas costas relaxaram no tronco do enorme cajueiro na margem do riacho. — Em dias quentes assim é ótimo vir aqui. —​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

— Fico feliz que seja de seu agrado, Alteza. — A guerreira falou. Estava sentada em baixo de uma arvore um pouco mais distante da princesa.

Os dedos da princesa tocavam a água cristalina e os pequenos peixes rodeavam seus dedos longos. A luz do sol atravessava a copa das arvores e tocava as águas fazendo brilhar, a princesa soltou uma lufada de ar deixando suas preocupações irem embora como as águas.​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

Ayla, de longe admirava a princesa, a pele morena eventualmente era molhada com um punhado de água que Liana jogava para se refrescar. Sempre que as íris castanhas se voltavam para as negras, a mulher desviava os olhos para os arredores, procurava não se distrair pois mesmo com o reino em paz, ainda era possível haver um ataque contra a realeza.

Liana tirou suas botas e pós os pés na água fria, ela balança os pés fazendo a água espirrar no ar e a guerreira a admirava soltando suspiros baixos que somente ela ouvia. Com as mãos em concha a princesa pegou um pouco de água e molhou o rosto. A princesa quase se rendeu a tentação de adormecer com a calmaria do lugar, mas não queria adormecer ao lado de Ayla, não por desconfiar da mulher, mas por não querer perder nem um segundo ao lado da amada.​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

— Alteza? — Ayla chamou. — Está na hora de voltarmos, não? —

— Mas já está na hora? — A princesa olhou a mulher a seu lado que já estava de pé com sua espada na cintura.​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

— Sim. — A amazona ofereceu sua mão para que Liana levantasse. — O tempo passou rápido quando chegamos aqui. —

— O tempo para rápido quando fazemos o que gostamos, não é? — Ela caminhava ainda com sua mão sobre a palma de Ayla.​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

— Parece que sim, senhorita. —

Novamente a cavaleira ajudou a donzela a subir em seu cavalo. Ela segurou novamente a cintura sentindo as voltinhas e a ergueu para montar o animal, Liana olhou para a guerreira de cima, seus cabelos negros tocados pelo sol faziam seus fios brilharem.​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

— Poderia pegar um pouco de água para mim? — A donzela pediu com seu sorriso gentil e apaixonado.

— Claro, alteza. — A mulher se afastou encheu um de seus odres com água.​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

— Obrigada. — A donzela recebeu o recipiente de couro.

— Para que precisa da água, alteza? — A pergunta revelavam sua confusão pois ela havia levado água suficiente para ambas matarem sua sede.​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

— Para molhar meu pescoço durante a volta. — Revelou a princesa jogando um pouco de água sobre sua mão. — Está muito quente. —

A donzela jogou a água sobre o pescoço e o liquido desceu por sua busto até os seios cobertos pelo tecido. A cavaleira assistia a cena hipnotizada, algo dentro de si reagiu a ação a fazendo emudecer. Com muito esforço a mulher desviou os olhos e se aproximou de Kiara, ela subiu em sua montaria para acompanhar a princesa alguns passos atrás.​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

A cavalgada estava lenta e suave como sempre foi, as duas faziam isso de forma inconsciente, uma resposta de seus corpos ao desejo de permanecerem mais tempo uma com a outra. Vez ou outra Ayla sorria lembrando da cena de Liana se refrescando, ima cena que com certeza teria um lugar especial em sua mente daquele dia em diante.

— Eu gostaria de voltar ao riacho amanhã. — Alertou a princesa com sua voz encorpada. — Nesses dias quentes e ótimos passar um tempo em lugares como aquele. —​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

— Se a senhorita deseja, assim será. — Respondeu a guerreira friamente. Internamente ela sorria com a possibilidade de reviver a tarde que teve.

— Você gostou do passeio, Ayla? — Perguntou a donzela diminuindo o passo.​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

— Não sei dizer, alteza. — A cavaleira mantinha a mesma velocidade.

— Você nunca respondi minhas perguntas, por quê? —​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

— Respondo como devo responder, alteza. — A guerreira não olhou para a donzela, sentia a amargura da mulher, mas sabia que não devia responder muito além disso.

A morena de longos cabelos cacheados nada disse, apenas prosseguiu sua caminhada lenta em direção ao castelo. A donzela voltou seus olhos para o chão, tinha medo de fazer mais perguntas e ser novamente ignorada por sua amada. Avistaram o castelo por volta das quatorze horas, o guardas abriram os portões e os cavalos adentraram o pátio real. Ayla conduziu a princesa até os estábulos onde deixaria os animais e onde iriam se despedir.​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

— Obrigada pelo passeio, Ayla. — A princesa pronunciou com seus pés já em terra.

— É sempre um prazer acompanha-la, alteza. — A guerreiro permaneceu em sua postura impecável.​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

— Então... até o treino mais tarde. — A princesa sorria mostrando seus dentes alvos.

— Até. — A guerreira assistia sua amada voltar ao interior do castelo.​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

O treino começou e terminou como um sopro, Ayla não fez parte do treino e apenas observou Kain e Liana cruzando as espadas, a amazona não pegou tão pesado nos ataques, mesmo assim conseguiu vencer a disputa. Após cumprir suas funções Ayla voltou aos estábulos onde cuidava dos cavalos, Argus seria cuidado por algum serviçal, mas ela fazia questão de cuidar de sua amiga de quatro patas.

Ayla colocou comida para Kiara e pegou a escova para limpar seu pelo como sempre fazia após os passeios ou treinos. O animal se alimentava enquanto recebia as caricias de sua amiga. A mulher escovava quase como um ato automático, seus pensamentos estavam voltados para a cena de Liana a beira do riacho molhando sua pele.​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

— Eu preciso parar de pensar nela. — Murmurou cabisbaixa.

— Em quem você tá pensando tanto? — Uma voz conhecida perguntou detrás da mulher.​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

— Está tentando me matar, Kain? — Indagou recuperando-se do susto e guardando a adaga que sempre levava em sua cintura.

— Você que deveria ter mais atenção no que acontece a sua volta. — A mulher falou se aproximando. — E então, posso saber quem é que está roubando seus pensamentos a ponto de te fazer baixar a guarda? — Indagou ficando ao lado da menor.​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

— Ninguém, só estava pensando nas novas responsabilidades. — Retrucou voltando suas íris para a crina da égua.

— Sei. Então sua distração não tem nada a ver com o passeio que fez com a princesa. — A pergunta da mulher de cabelos castanhos cacheados fez o coração da colega acelerar.​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

— Claro que não. — Afirmou sem muita convicção.

— Sei. Eu fico me perguntando até quando você vai fingir não amar ela. — A mulher de um e noventa falou recostando as costas em uma viga.​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

— Supondo que eu realmente goste dela, e eu não estou admitindo nada, mas supondo isso. Por que eu diria? Ela é a princesa, o rei já deve ter pretendentes para o casamento dela. — A guerreira sentiu o frio gelar sua coluna.

— Por que, minha amiga. — Kain tocou o ombro da amiga. — Se você não falar, esse sentimento vai corroer sua mente e seu coração. — A mulher afirmou compadecida com a situação da amiga. — Além do mais, ela também gosta de ti. —​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

— Idiota. — Ayla jogou a escova mirando a testa da mulher, mas ela segurou antes de ser acertada.

— Bom, já que não quer contar nada pra ela, que tal irmos até a vila e desfrutar um pouco do que a vida tem de melhor? As bebidas e belas damas solteiras. Ou casadas também. Eu sei que algumas já tentaram com você. — Kain passou o braço pelo pescoço da amiga.​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

— Eu preciso fazer a lista de guardas para o encontro... –

— Deixa isso pra depois. — Ela apertou a amiga. — Você vai pensar melhor com um pouco de vinho descendo pela garganta, aposto que a Laura está esperando você na taberna a dias. — ​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

— Você não disse agora a pouco que eu gostava da princesa e devia me declarar pra ela? — Ela olhou a amiga com uma sobrancelha erguida.

— É, eu disse, mas como você não vai fazer, é melhor irmos beber. —​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

— Você vai insistir até eu aceitar, né? — Ayla tinha um olhar baixo e cansado.

— Sabe que não. — Kain sorriu travessa.​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

Ayla se deu por vencida e acompanhou a amiga para fora, após trocarem as roupas e pegarem armas mais discretas, elas rumaram a cidade em seus cavalos. Chegaram a taberna e pediram cerveja e carne, logo uma bela mulher de cabelos loiros e olhos cor de mel se aproximou e já foi sentando no colo de Ayla. Apesar do desconforto Ayla permitiu que a mulher ficasse ali, até mesmo pós sua mão sobre a cintura fina e isso foi suficiente para os braços enlaçar seu pescoço.

— Senti sua falta. — A voz de Laura estava carregada de segundas intenções. — Faz tanto tempo desde a ultima vez que esteve aqui. —​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

— Eu estava… muito ocupada, não tive tempo de sair ultimamente. — Ayla respondeu e bebeu um generoso gole da cerveja que espumava.

— Não tem problema, desde que você mate a saudade que estou sentindo. — Laura sussurrou no ouvido da mulher corpulenta.​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

Kain assistia a cena de longe, já estava acostumada aos atrevimento de Laura e após semanas sem ver a mulher, era bem visível seu atrevimento.

— Com licença, senhoritas. — Laura levantou do colo da guerreira. — Preciso servir outras mesas ou vou acabar falindo. — Ela depositou um beijo na bochecha da mulher.​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

— Não esquece meu desconto, eu fiz minha parte. — Kain falou levantando a caneca de madeira.

— Sua parte? — Ayla indagou colocando os braços sobre a mesa grossa de madeira. — Você não me trouxe aqui só pra ganhar desconto na cerveja e na comida não, né? — Perguntou enquanto homens bêbados eram arrastados para fora por amigos e outros por estranhos que estavam cansados de seus falatórios.​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

— O que te faz pensar isso? — Kain pegou sua cerveja e desviou o olhar da amiga.

— Kain! — A expressão de Ayla endureceu.​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

— A cerveja dela é a melhor do reino, e eu já gastei muito do meu salário. — Confessou encarando as íris escuras.

— E eu achando que nossa amizade era mais importante que cerveja. — Os olhos negros fingiram tristeza e desapontamento.​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

— Claro que é. — Os olhos verdes não se abalaram pela encenação. — Além do mais, você realmente precisa disso. — As mãos fortes arrancaram uma coxa do peru e começou a devorar.

— Mesmo assim você não tinha esse direito. — Ayla pega um pedaço de carne.​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

A bebedeira das amigas continuou até altas horas da madrugada, Ayla e Kain era bastante resistentes a bebida, Ayla mais do que sua amiga, mesmo assim aguentaram mais que muitos dos homens e mulheres presentes. Laura trocava olhares com a mulher de orbes escuras durante toda a noite, mas o máximo que conseguiu foram alguns beijos e nada além disso.

Ao fim da noite Kain foi retirada nos braços da amiga e precisou de ajuda para poder subir em seu cavalo. Ayla cavalgava devagar e de hora em hora ela precisava equilibrar a amiga sobre a cela, mesmo assim ela se divertiu e conseguiu, mesmo que apenas por algumas horas, parar de pensar na princesa de orbes castanhas.​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

— Eu num quero subir, naum! — Kain falou com a voz embargada.

Ayla sorriu ao lado da amiga, ela também estava tonta, mas não a ponto de perder os sentidos. A armação de Kain irritou Ayla a princípio, mas a amizade entre as duas eram fortes o bastante não ser abalada por algo assim. As duas cresceram juntas, Kain era uma das órfãos que o reino acolheu e transformou em soldados, já Ayla era filha do comandante e mesmo assim não desfrutou de privilégios na época e teve de morar nos alojamentos como todas as crianças e foi nessa época que a amizade começou.​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

Chegaram ao alojamento e Kain cambaleou até a porta, antes de entrar ela vomitou e Ayla se aproximou para ajuda-la. Ela ajudou a amiga a deitar em sua cama de um modo que não voltaria a vomitar e seguiu para o estabulo deixar os animais. Ela colocou Kiara em sua baia e voltou para casa, antes de voltar passou pela torre e olhou diretamente uma janela de vidraças decoradas, um suspiro escapou de seus lábios e ela retornou para casa.

​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌​‌​​‍​​‌‌​​‌​‍​​‌‌‌​‌​‍​​‌‌​​​‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌‌​​‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌‌‍​​‌‌​​‌‌‍​​‌‌​‌‌​‍​​‌‌​‌​‌‍​​‌‌​​‌‌‍

1/1
Menu

Fazer anotação