Rosaura, a Enjeitada

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Rosaura, a Enjeitada

Capítulo 1 · Rosaura, a Enjeitada

Parte I — Capítulo I: Uma cena entre estudantes de São Paulo no tempo antigo

— Que fazes aí, Aurélio, que estás a bocejar como quem está a morrer de sono?... quando todos aqui estão a tagarelar como um bando de maitacas, ficas amuado a um canto, tu que de ordinário és a garrulice em pessoa?

— Na verdade, Aurélio!... estás tão calado, que até já me esquecia de que estás aí. Anda lá; chupa mais um cálice de conhaque, e diverte-nos com algumas de tuas costumadas asneiras.

— Asneiras!... cala-te daí, Belmiro... só peço que não se embaracem comigo; conversem e deixem-me em paz.

— Já estás bêbado decerto; nesse caso vai-te deitar.

— Bêbado eu!... oh! quem dera!... estou meditando, e neste momento procuro resolver um dos mais graves e árduos problemas que se tem suscitado ante o espírito humano...

— Oh! oh! um problema de geometria, ou de álgebra?...

— Nada disso; um espírito sério não se ocupa com essas frivolidades.

— A quadratura do círculo?...

— Não; coisa melhor, ou pior ainda.

— Aposto que não é de direito civil.

— Por certo; o direito civil é um problema eterno e insolúvel.

— Será o moto contínuo?

— Ora!... esse está resolvido e posto em prática, desde que o mundo é mundo.

— Onde?

— Em todo o universo.

— Ah! já sei; é a pedra filosofal, o modo de fabricar ouro, o tormento de Cagliostro.

— Qual ouro! quem fala em ouro nestes tempos, em que o dinheiro se fabrica de papel!

— Ah! agora atinei, — exclamou o Belmiro — não é um problema do espírito, nada tem com a cabeça...

— Será então da barriga?

— Então além da cabeça e da barriga nada mais há?...

— São os dois órgãos principais do corpo humano; Menênio Agripa que o diga.

— Pois o teu problema não é nem da cabeça, nem da barriga.

— Sim! deveras!? então faça-nos o favor de dizer de que é, meu grande Édipo, decifrador de enigmas.

— É do coração.

— Ah! ah! ah! — retorquiu Aurélio desatando uma grande gargalhada; — a força de poetizar dizes cada asneirão.., Ah! ah! ah!...

A gargalhada de Aurélio foi acompanhada em coro pelos outros interlocutores, e o pobre Belmiro completamente desafinado enfiou e emudeceu.

— Mas então, — continuou Aurélio no seu tom entre sério e galhofeiro, — não nos explicarás o que é esse problema do coração?.

— Nada mais fácil, respondeu Belmiro, — o problema do coração nada mais é que uma paixão...

— Amorosa, não é assim?

— Está visto.

— E como se resolve esse problema?..

— Procurando modos de satisfazer ou extinguir essa paixão.

— Onde leste isso, meu palerma?... estás enganado; tais problemas quem os resolve é o objeto da paixão, dizendo simplesmente — sim ou não.

— Deixemo-nos dessas parvoíces, — interrompeu outro; — vamos ao teu problema, Aurélio.

— O problema! o problema! exclamaram todos.

— Já que vocês com a mais impertinente curiosidade o querem saber por força, escutem-me com atenção. O problema de cuja solução me ocupo, é dos mais momentosos e graves, o mais cheio de corolários importantes, que se pode suscitar na presente fase de nossa vida escolástica. Dele depende o nosso porvir de amanhã, e talvez mesmo o de depois de amanhã...

— Ah! então não vai muito longe....

— Ó Aurélio, desculpa-me se interrompo o teu belo discurso, você é quem nos dá de comer amanhã?

— Não, felizmente; quem está de bolsa é ali o Silva, creio eu.

— Ainda bem; já estava com medo de que o problema de nossa alimentação amanhã estivesse sem solução. Mas visto que o teu problema não compromete o futuro de, nossos estômagos, podes continuar.

— E esta! — prosseguiu Aurélio; — que interrupção impertinente!... todos aqui sabem que o estômago é coisa que nunca me passou pela cabeça...

— Por certo! assim como a cabeça nunca te passou pelo estômago.

Neste ponto uma trovoada de apartes, risadas, aplausos, e mil disparates a propósito de cabeça, estômago, intestinos e mais órgãos do corpo humano perturbou por largo tempo o diálogo até ali entabulado entre Aurélio e os mais interlocutores.

— Com mil diabos! — vociferou com impaciência um dos comparsas dando um forte murro sobre a mesa. — Que algazarra infernal é esta!!... Deixem o Aurélio dizer qual é esse maldito problema que lhe ferve não sei se na cabeça, se no coração ou nas tripas...

É preciso que ele o desembuche, senão vou deitar-me, que isto já me está cheirando a maçada.

— Pois bem! vamos ao problema, Aurélio!... nada de preâmbulos! vamos com isso, Aurélio.

— O problema, meus senhores, — começou Aurélio com toda a gravidade, — é do mais palpitante interesse e cheio de atualidade para nós todos que aqui nós achamos. Mas como não querem permitir-me a menor explanação prévia a respeito de assunto de tanta magnitude, vou já tocar com o dedo no âmago da questão. É incontestável que... amanhã é quinta-feira...

— Que dúvida! logo que hoje é quarta.

— É dia feriado por consequência, não é assim, meus senhores?,.

— Está claro, uma vez que não há outro feriado na semana.

— Pois bem. Que havemos de fazer do dia de amanhã?... eis aí o problema que me preocupa, meus senhores, e para cuja solução requeiro o concurso de vosso espírito esclarecido e de vossa reconhecida ilustração.

Ditas estas palavras, Aurélio sentou-se, e cravando os cotovelos sobre a mesa, pousou gravemente o rosto entre as duas mãos.

Sinais estrondosos de aplauso e de reprovação, gargalhadas, pragas, murros sobre a mesa, discursos a duo e a trio, e enfim uma algazarra indefinível atroaram por alguns minutos a pequena sala de jantar, onde em volta de uma mesa cheia de garrafas e copos, bules e xícaras, pedaços de pão e carne, entre os quais figuravam também alguns livros e papéis, falavam e bebiam, liam e comiam uns nove ou dez estudantes do curso jurídico de São Paulo.

Era isto em tempos já idos, na Pauliceia antiga e patriarcal de 1845, nessa Pauliceia que conservava ainda quentes as cinzas de Diogo Antônio Feijó, que ainda escutava os ecos das vozes patrióticas e eloquentes de Antônio Carlos e Martim Francisco, e que ainda não pranteava sobre o túmulo de dois ilustres cidadãos, modelos venerandos de patriotismo e virtudes cívicas, — Vergueiro e Paula Souza.

Ainda então a cidade de São Paulo conservava certos laivos de sua primitiva simplicidade, e posto que fosse já, relativamente à época, uma cidade assaz populosa, e o núcleo de um grande movimento intelectual, parecia respirar-se ali ainda a aura tradicional dos tempos de Amador Bueno.

A classe acadêmica harmonizando-se com o meio em que vivia, passava vida simples, folgazã e descuidosa, ainda mais do que é ordinário entre essa extravagante variedade do gênero humano. Divididos em grupos, os estudantes se derramavam por todos os bairros da cidade, e chamavam-se repúblicas, como até hoje, as casas ocupadas por esses grupos, e onde viviam na mais admirável igualdade e fraternidade. Nessa época havia entre os estudantes um certo espírito de classe tão fortemente pronunciado, que formava deles uma corporação não só respeitada como temida dos futricas, nome que se dava a todo cidadão estranho ao corpo acadêmico.

A reunião a que assistimos, tinha lugar em uma rua, que, se bem nos lembramos, tinha o nome de Rua da Constituição, a qual, partindo do largo onde fica o mosteiro e a igreja de S. Bento, dirige-se para o risonho e pitoresco arrabalde da Luz. A casa ocupada pelos estudantes fronteava justamente com o lado da igreja, que faz face à rua.

Eram cerca de nove horas da noite. Em uma cidade pouco populosa e de pouco movimento comercial, como era então São Paulo, já o remanso e o silêncio reinavam por toda a parte; a rua era um deserto. As janelas da sala de jantar, onde se dava o colóquio, abriam-se para as extensas vargens alagadiças cortadas pelo Tamanduateí, que separam a cidade propriamente dita do arrabalde de S. Brás. Essas vargens banhadas então por um brando luar, formavam outro deserto, mas vasto e aprazível, e pelas janelas abertas os estudantes podiam expandir as vistas e aspirar as auras frescas e balsâmicas que se elevavam dos vargedos. Portanto tagarelavam, riam e gritavam à vontade, sem se importarem com as maldições e pragas dos vizinhos.

Apenas acalmou-se um pouco a algazarra provocada pelo incidente da cabeça e do estômago, Aurélio, que até ali se conservara impassível e silencioso no meio daquele infernal alarido, levantou-se e prosseguiu, dando à sua voz uma entonação enfática e solene:

— Que havemos de fazer do dia de amanhã, meus senhores?... eis a interrogação que continuo a fazer-vos, e a que não sabeis dar uma resposta,... Eis o problema incandescente que me tortura o cérebro, e a que não sabeis dar uma solução!...

— Ora! o que havemos de fazer do dia de amanhã! — respondeu uma voz; deixá-lo passar. — Deixá-lo passar! — exclamou Aurélio; — Quem proferiu semelhante blasfêmia?!... Deixá-lo passar! isso nunca! eu não quero que o dia de amanhã passe sobre nós; quero sim, que nós passemos sobre o dia de amanhã. Porventura estamos mortos?!... As ondas do tempo correm sobre o túmulo dos mortos; mas nós, os vivos, devemos vogar sobre as ondas do tempo.

— Bravo! bravo! muito bem!... exclamaram diversas vozes.

— Portanto, — prosseguiu Aurélio, — continuo a perguntar-vos: Que havemos de fazer do dia de amanhã?...

— Voto por um passeio à Ponte-Grande —, bradou um dos comparsas.

— Um passeio à Ponto-Grande!... prosseguiu Aurélio, com irônico sorriso.— Excelente recurso! admirável antídoto contra o tédio! Iremos talvez pela centésima vez, depois de uma caminhada de estafar, pôr-nos em êxtase a ver correrem as sombrias águas do Tietê, lúgubres e sonolentas como as do Letes, que lá vão, como jiboia preguiçosa, lambendo as margens tão monótonas como ele, e apenas sombreadas aqui e acolá por umas restingas de mato enfezado! Esse modo de passar-se sobre uma quinta-feira, além de já muito gasto, é de todos o mais enfadonho.

— Seja assim, como queres,... embirras com esse Letes, mas bem sabes que junto a ele estão os Campos Elísios. Se achas longe a jornada, passearemos somente pelo bairro da Luz. Há nada mais aprazível e pitoresco do que esse bairro?

Depois de termos atravessado essas taipas denegridas, duras como granito, que se diz terem sido socadas por mãos de condenados de ilustre hierarquia e alta posição...

— Que mais parecem ruínas,... interrompeu Aurélio, ruínas sinistras de uma construção que nunca se acabou... oh! nem falar em semelhantes taipas, abomináveis relíquias da estúpida e grosseira tirania de nossos antepassados!... ah! pudesse eu arrasá-las de um golpe!...

— Bem, Aurélio; passaremos aí sem olhar para elas, e entraremos no Jardim Botânico. Não é lindo aquele sitiozinho? aquele lago?!... aquelas palmeiras? a encantadora perspectiva que se estende pela margem do Tietê?...

Basta!... não falemos mais nisso!... até onde irás com tuas encantadoras perspectivas?... elas só existem na tua imaginação... com que cores queres tu pintar aquele acanhado recinto?... e para iludir a quem?... a nós todos, e a ti mesmo, que lá ternos ido tantas vezes?... Belmiro, pelo amor de Deus!... não entremos no jardim; deixemos esse recanto que não inspira prazer, nem melancolia, saudade, nem esperança; deixemos esse lago lodoso e pútrido, essa mísera aléia de oliveiras, que não dão flor nem fruto, essas palmeiras raquíticas...

— Com mil diabos! nada há que te satisfaça!... pois bem!... deixemos o jardim; vamos para o lado fronteiro, e entremos nesse silencioso e plácido recinto, cercado de altas muralhas, que quase o escondem aos olhos do mundo. É ali o pitoresco conventinho de N. S. da Luz. Paz angélica e olímpica serenidade parecem descer da abóbada da pequena capela, onde infelizmente não ressoam mais os cânticos piedosos das virgens votadas ao Senhor... e aquele silêncio é tão melodioso!... faz a alma embeber-se em contemplações tão místicas!... quantas flores de formosura e mocidade ali se fanaram lentamente à sombra do altar para irem abrir-se de novo em primavera eterna nos jardins da bem-aventurança...

— Ai! meu Deus! que carola está hoje este frei Belmiro! — exclamou um dos comparsas, bocejando e estirando os braços. Se continuas com a tua maçante homilia, vou deitar-me...

— Na verdade, meu caro Belmiro, — atalhou o Aurélio, — ias entrando por um sermão bastante enjoativo a respeito desse conventinho em miniatura, resto de um passado odioso, fantasma hediondo do claustro, em que o fanatismo sepultava em vida sem dó nem piedade as mais mimosas flores da juventude e da beleza, flores que Deus criou para os prazeres e os carinhos do amor, e não para as estúpidas macerações do monacismo, para se espanejarem ao sol da primavera ao sopro livre das virações do céu, e não para murcharem tristemente na sombra lúgubre de perpétua e mefítica reclusão...

— Basta, Aurélio!... não desperdices mais tua eloquência, — interrompeu Belmiro já um tanto enfadado. Se assim o queres, deixemos ainda esse convento, e passemos adiante. Há nada mais risonho e pitoresco do que esses vargedos do Tietê, que no tempo das águas se convertem em labirinto de lagos e canais, do seio dos quais emergem ilhas cobertas de verdejantes balsas com suas casinhas meio sumidas entre moitas...

— Basta por tua vez também! — exclamou Aurélio. — Toma fôlego, meu amigo, que esse período, em que vais, é capaz de te estafar. É melhor que digas simplesmente: — Aquilo é uma Veneza!... ali está a Ponte dos Suspiros!... acolá o palácio dos doges... além o Adriático... as gôndolas são cascas de palmito... as princesas, que vão dentro, caipiras papudas... os gondoleiros alguns sapos, dos quais vai um à popa tocando guitarra...

— Arre lá!... retrucou Belmiro, — és capaz de despoetizar até o próprio empíreo!... pois bem, e tu serás o lord Byron dessa nova Veneza atravessando a nado o canal com uma lanterna entre os dentes para evitar bordoadas dos gondoleiros.

— Por certo; e para chamar por um modo mais original a atenção da bela condessa Guicciolini...

— A qual será uma sapa papuda...

— Sa...pa...pa...puda!... Irraf...

— Mas... se és incontentável...

— Talvez que não; vamos adiante.

— Pois bem; mudemos de rumo, e vamos ao arrabalde do Brás; queres mais bonito passeio?... que vasta e formosa perspectiva nos oferece esse bairro, visto do terraço do convento do Carmo!... é a mais deliciosa e encantadora, que se pode imaginar. A capela de S. Brás com seu campanário branco, e aquelas casas dispersas pela planície exalam como um perfume idílico, que enleva a imaginação...

— Basta! basta! por S. Brás te peço!... e aquele comprido e monótono caminho do aterrado entre os charcos do Tamanduateí, exalando infectos miasmas de maresia, transposto o qual essas planícies, que de longe parecem vastas e aprazíveis, vistas de perto não são mais que áridas e acanhadas charnecas entre rincões estéreis, onde não murmura um regato, não sussurra um arvoredo, não canta um passarinho... terra de águas mortas e de formiga saúva, campos sem relva e sem flores...

— Irra!... gritou de um canto um dos comparsas. — Vocês dois a borbotarem poesia pró e contra São Paulo, já nos estão moendo a paciência; nunca mais acabarão com isso?!...

— Que queres? — acudiu Belmiro. — Não vês como este Aurélio é difícil de contentar? Eu da minha parte acho esta Pauliceia um céu aberto, um jardim de delícias.

— E eu cá entendo, — retrucou Aurélio, — que ela não passa de um purgatório, se é que não é o inferno. Desejara que os lentes agora me acenassem ao menos com dois RR, só para ter um pretexto de deixar esta monotonia, passar-me para Pernambuco e ir visitar essa Veneza do norte, a ver se é menos enfadonha do que esta.

Tens um bom par de asas, andorinha peregrina, e podes voar para onde quiseres em demanda de outros climas; mas eu, ai de mim! pobre frango nuelo, se os lentes embirrarem comigo, aqui mesmo serei depenado e sacrificado sem piedade...

Nisto estavam, quando entra brusca e inopinadamente pela casa a dentro um novo colega. Era um belo mocinho moreno, de pequena estatura, de fisionomia radiante e prazenteira, e fronte larga onde fulgurava o gênio, como na do Aurélio.

— Boa noite, rapaziada; então, que se faz por aqui? — disse ele entrando.

— Oh! boa noite, Azevedo! — acudiram todos, voltando-se para o recém-chegado com alegre sobressalto. Aqui fuma-se, bebe-se e conversa. Vem sentar-te e fazer o mesmo...

— Não; vim com pressa e somente para fazer um convite.

— Um convite, e a quem?

— A todos desta república, e a mais alguém, se quiserem, contanto que não passem de oito a dez.

— De certo; nós somos seis, e você sete; é quanto basta. É número simbólico, e até apocalíptico, observou Aurélio. — Mas da parte de quem o convite, e para quê?...

— Creio que conhecem bem o major Damásio?...

— Oh! se conhecemos! esse tipo singular é conhecido em toda a cidade. Não é o pai daquela linda menina, chamada Adelaide?

— Justamente. É muito meu amigo, e fêz-me a honra de convidar a um passeio à sua chácara do Ó para comer jabuticabas. Ora, as jabuticabas do major Damásio gozam de justa celebridade, assim como a beleza de sua filha. O major autorizou-me a convidar alguns amigos. Partimos ao meio-dia, jantamos lá, e voltaremos à hora que quisermos. Querem ir?

— Eureka! Eureka!... está resolvido o problema!... — foi a resposta que em altos brados deram todos à pergunta de Azevedo.

— Que diabo de problema é esse! — exclamou espantado o Azevedo. — Vocês, pelo que vejo, ou estão malucos, ou beberam demais.

— Nem uma nem outra coisa; — replicou o Aurélio. — Estávamos aqui a discutir o seguinte problema, que eu mesmo havia proposto: Que fazer do dia de amanhã? E ainda não tínhamos achado uma solução que prestasse. O teu convite veio resolvê-lo. Por conseguinte um brinde ao major Damásio. Viva o major Damásio!

— Viva... viva!... — bradaram todas as vozes.

E assim se terminou e dispersou aquele clube escolástico.

Rosaura, a Enjeitada

Sinopse

Romance de Bernardo Guimarães que atravessa duas gerações, segredos familiares, relações de poder e a violência da escravidão no Brasil oitocentista. Esta edição integral apresenta ortografia normalizada para o português brasileiro moderno, com base nos dois tomos da edição Garnier de 1914 preservados pela Biblioteca Digital da UFSC.

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