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Carolina Dantas

@ CaDantasAutora

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LITERÁRIA

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07/0112:35
#desafio
7- Fale sobre uma biografia marcante

Responder a essa pergunta é um verdadeiro desafio, pois biografias nunca foram o meu gênero literário favorito. A razão é simples: acredito que a alma de um artista ou de uma figura pública é melhor revelada através de sua obra, seja um livro, uma música, um filme ou outra forma de expressão. Prefiro preservar o encanto e a magia que a arte proporciona, sem me aprofundar nos detalhes da vida pessoal do criador.
A arte tem o poder de nos emocionar e inspirar, muitas vezes criando um ideal ou uma imagem que valorizamos profundamente. Porém, quando mergulhamos na biografia de alguém, corremos o risco de desmistificar essa imagem. Descobrir as imperfeições, os erros e os momentos difíceis pode ser enriquecedor para alguns, mas, para mim, muitas vezes quebra o encanto. Afinal, somos todos humanos, moldados por erros, acertos, decisões e circunstâncias, mas isso nem sempre é compatível com a idealização que criamos.
Há algo quase mágico na ideia de contemplar apenas a "ponta do iceberg" de um artista, aquela parte que ele escolheu compartilhar com o mundo. Conhecer mais profundamente pode revelar camadas que nem sempre refletem a perfeição que admiramos. Para evitar possíveis decepções, prefiro focar naquilo que a obra transmite, deixando de lado os detalhes da vida por trás dela.
Por esse motivo, nenhuma biografia me marcou, pois nunca senti a necessidade de lê-las. Isso não significa que desprezo o gênero ou a relevância dessas histórias para outras pessoas; apenas escolho manter minha relação com os artistas e suas obras em um nível mais abstrato e emocional. Assim, preservo a beleza e o impacto que elas têm sobre mim, livres das interferências da realidade.
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07/0112:24
#Resenha
Livro: Desejo
Na fictícia cidade brasileira de Desejo, glamour e decadência coexistem em um cenário dominado pela máfia. Sob o comando implacável de Leonor Meirelles, Desejo é um lugar onde o poder e a traição andam de mãos dadas, e cada esquina esconde segredos sombrios. É nesse contexto que a trama de Desejo se desenrola, explorando temas como liberdade, amor e os limites entre moralidade e sobrevivência.
Lara Meirelles, filha única do cruel Leonor, é uma jovem determinada a conquistar sua liberdade, mesmo que isso signifique desafiar seu pai. Apesar de viver sob o jugo de uma figura tão opressora, Lara não se rende ao papel de vítima. Ela é forte, decidida e disposta a fazer o que for necessário para se libertar, incluindo lançar-se em um casamento de conveniência com Dante Melo, um misterioso lutador de boxe que chegou à cidade em circunstâncias duvidosas.
Dante, por sua vez, é um homem marcado por sua própria luta por liberdade e respeito. Inicialmente, ele vê Lara como uma garota fútil e manipuladora, mas, à medida que a convivência forçada os aproxima, ele começa a enxergar a verdadeira mulher por trás da fachada. Esse relacionamento complexo é o cerne da narrativa, misturando paixão, conflitos e descobertas emocionais.
A chegada da família Rizzini à cidade adiciona novos elementos à trama, ampliando as possibilidades de conflito e aliança. Enquanto Leonor tenta expandir seus negócios, Lara encontra aliados inesperados em sua batalha contra o próprio pai. Contudo, quando parece estar próxima de alcançar seus objetivos, uma reviravolta coloca tudo em xeque.
Com uma narrativa eletrizante, Desejo equilibra ação, romance e drama de maneira envolvente. Diferentemente de muitas histórias que romantizam a máfia, o livro mantém uma abordagem crítica, onde atos criminosos têm consequências. Lara brilha como uma protagonista multifacetada, enquanto Dante emerge como um personagem que evolui ao longo da história, encontrando força nas adversidades.
Mais do que uma história de amor, Desejo é uma jornada por escolhas difíceis, segredos perigosos e a incessante busca por liberdade. Um livro que prende o leitor e o desafia a explorar as sombras e luzes de uma cidade tão inesquecível quanto seus personagens.
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06/0114:30
Resenha: Um Amor de Presente para o Natal

"Um Amor de Presente para o Natal" é uma obra curta, mas profundamente tocante, que surpreende ao ir além de um romance leve e clichê. A narrativa apresenta Liana, uma jovem recém-formada em Fisioterapia, enfrentando dificuldades financeiras e a iminente perda de seu lar. Quando uma senhora oferece um quarto em seu apartamento por um valor acessível, Liana acredita que a sorte finalmente está a seu favor. No entanto, ao se mudar, descobre que o local também abriga Maurício, um pediatra rabugento e amargurado pelo luto da perda de sua esposa.
O encontro inicial entre Liana e Maurício é repleto de atritos, pois ele a vê como uma intrusa em sua rotina. Contudo, a doçura e a empatia de Liana começam a desarmar as defesas de Maurício, abrindo espaço para uma relação de amizade e companheirismo. À medida que dividem o dia a dia no trabalho e em casa, os dois personagens exploram suas dores e traumas, encontrando forças para enfrentar temas delicados como o luto, suicídio, alcoolismo e abuso sexual.
A narrativa é enriquecida pelas amizades dos protagonistas. Elisa, personagem de À Segunda Vista, retorna trazendo conforto e leveza, enquanto João, primo de Elisa e amigo de Maurício, adiciona momentos de cumplicidade ao grupo. Essa rede de apoio é essencial para equilibrar os temas intensos abordados no conto, como a superação de traumas e a redescoberta da felicidade.
Embora seja um conto curto, a história é repleta de profundidade emocional, mostrando como novos começos podem surgir mesmo diante das maiores adversidades. A escrita sensível e fluida transforma temas pesados em reflexões cheias de esperança e amor.
O desfecho emocionante faz jus ao tom da narrativa, com um final que toca o coração e reforça a ideia de que o amor, em suas diversas formas, pode curar. É uma leitura rápida, mas inesquecível, ideal para quem busca histórias que aquecem a alma e deixam um gostinho de quero mais.
#resenha
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05/0118:13
#Desafio 05
Cite um livro do seu autor favorito. Como você definiria o motivo de ser seu autor favorito e porque escolheu esse livro dentre os que ele já escreveu?

Escolher um livro favorito entre tantos incríveis é uma tarefa quase impossível, mas se há algo que posso afirmar com certeza é que FK Silvain e Sylvvia Rubraurora são autoras que sempre ocupam um espaço especial no meu coração. Cada obra delas é uma experiência única.
Por que são minhas autoras favoritas? Simplesmente porque ninguém escreve romances como FK Silvain, com suas tramas cheias de emoção e personagens cativantes, e ninguém constrói histórias tão densas e bem amarradas quanto Sylvvia Rubraurora, que mescla mistério, intensidade e uma escrita impecável. Ambas têm o dom de transformar palavras em emoções palpáveis e histórias em experiências inesquecíveis.
FK Silvain, por exemplo, trouxe ao mundo a série sobre sete corações, e uma das minhas obras favoritas dela é Beijos com Açúcar e Limão. A história de Rafa e J.P. é um mergulho em sentimentos genuínos e complexos, com diálogos que ficam na memória, com cenas divertidas e que aquecem o coração. FK tem essa habilidade de fazer com que cada linha ressoe de forma pessoal, como se o leitor estivesse vivendo aquilo junto com os personagens.
Já Sylvvia Rubraurora me conquistou com a série De Presa a Deusa, especialmente com o volume 3, Bárbara e Cléber. Essa história é um verdadeiro turbilhão de emoções, onde a força dos personagens, a profundidade das relações e as reviravoltas da trama me deixaram completamente presa. Sylvvia é mestra em criar narrativas ricas em detalhes, que nos fazem questionar, refletir e, acima de tudo, sentir.
Escolhi falar dessas autoras porque, embora ainda não sejam amplamente reconhecidas, merecem ser lidas e apreciadas por tantas pessoas quanto possível. São escritoras que vão além da superficialidade, entregando textos que tocam o coração e a mente. Para mim, elas representam o que há de melhor na literatura contemporânea, e é uma honra poder recomendar suas obras. Se você ainda não as conhece, está na hora de descobrir o talento extraordinário de FK Silvain e Sylvvia Rubraurora.
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04/0113:15
#desafio
# Desafio
4 - Você já leu algum livro mais de uma vez que te fez ter uma visão diferente da história ou do conceito? Como foi?
Sim. Foi exatamente essa experiência que tive com Loucuras de um Luto, o segundo livro da série De Presa a Deusa, de Sylvvia Rubraurora. A cada releitura, as nuances da trama e da personagem Milena Souza tornam-se mais evidentes, revelando uma complexidade que vai além da superfície.
A história segue o agente Cléber Portela, que investiga há anos o crime organizado no Brasil. Quando um assassinato em Recife chama sua atenção, ele decide interrogar novamente Milena, a única suspeita. Milena, uma intérprete de Libras na Soft American Solutions, insiste que a “Mulher da Sombrinha” é a verdadeira culpada. Para provar sua inocência, ela narra em detalhes seu relacionamento com Cláudia Toledo, os colegas de trabalho, e, especialmente, com Ighor Monteiro, seu chefe e dominador.
Sylvvia Rubraurora utiliza uma técnica literária, em seu livro Deu Match! Às vezes pinta um final feliz, chamada Mise en Abyme, ou "colocar em abismo", onde uma história se reflete dentro de outra, como as bonecas russas.
Essa técnica é brilhantemente aplicada em Milena, uma personagem cheia de camadas e mistérios. Cada vez que releio o livro, percebo novos aspectos de sua personalidade, suas motivações e seus segredos.
O depoimento de Milena não é apenas uma reconstrução dos fatos, mas também um mergulho em sua psique. A forma como ela lida com seus traumas, suas relações e até mesmo com Cléber, o investigador, muda a cada leitura, dependendo do foco que escolhemos dar à narrativa. É como se Milena fosse uma boneca russa literária, revelando uma nova camada a cada releitura.
A série De Presa a Deusa é uma obra-prima contemporânea, e Milena é uma das personagens mais fascinantes da literatura atual. Estou ansiosa pelo encerramento da série, pois acredito que Milena ainda nos reserva surpresas.
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03/0112:58
#Resenha
Black Widow apresenta uma narrativa intensa e repleta de emoções, centrada na vida de Kathy, uma protagonista cuja trajetória é marcada pela perda e pela luta pela sobrevivência. Desde o momento de seu nascimento, quando sua mãe faleceu, até os anos em que enfrentou violência doméstica nas mãos de seu pai alcoólatra, Kathy conhece a dor como sua mais fiel companheira.
Após o falecimento do pai, ela é adotada por um casal amoroso que a ensina o significado do afeto, mas, com o passar do tempo, Kathy novamente se vê confrontada pela perda, desta vez de seus pais adotivos. Aceitando a morte como parte inevitável de sua vida, ela se transforma em uma assassina profissional para uma poderosa organização criminosa. A partir daí, sua existência é marcada pela solidão e pela recusa em criar vínculos emocionais, na tentativa de proteger a si mesma e aos outros da tragédia.
No entanto, a vida de Kathy começa a mudar quando ela se aproxima de seus colegas Lance e Rosaly, além de Benjamin, um homem enigmático que desperta sentimentos inesperados. Enquanto tenta equilibrar sua perigosa profissão, amizades e um possível romance, a protagonista enfrenta dilemas que a desafiam a reavaliar suas escolhas e sua relação com o amor e a perda.
Com uma narrativa que combina ação, aventura, sensualidade e momentos de descontração, Black Widow revela a força e a vulnerabilidade de Kathy, mantendo o leitor imerso em mistérios e reviravoltas. O título, que reflete diretamente as ações e a personalidade da protagonista, é mais do que apropriado, deixando no ar uma conexão intrigante com os eventos da trama.
Ao longo das páginas, o leitor é levado a criar teorias e questionar os segredos que cercam Kathy, tornando a leitura instigante e envolvente. Black Widow é uma história sobre superação, conexão humana e a difícil arte de equilibrar os próprios demônios com a possibilidade de redenção.
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03/0112:49
#desafio
3 - Conte para nós sobre um livro que você já leu mais de uma vez ou especificamente o livro que você já leu mais vezes. O que te motivou?
"A Seleção", da autora Kiera Cass, é uma série que conquista pelo romance leve e envolvente, sendo uma leitura que me conquistou, e retorno a ela anualmente. Composta por cinco livros, a série inicia com a história de América Singer, uma jovem de casta 3 (artistas) que, inesperadamente, é sorteada para participar de uma competição única: a Seleção.
Ambientada em um futuro distópico onde a monarquia governa e a sociedade é rigidamente dividida em castas de 1 a 6, o enredo apresenta um sistema em que, ao atingir a maioridade, o príncipe deve escolher sua futura esposa dentre 35 jovens selecionadas de diferentes castas. O protagonista masculino, príncipe Maxon, é gentil e charmoso, especialmente no trato com América, por quem desenvolve um carinho singular. Seu cuidado e atenção a tornam o centro de suas afetuosas brincadeiras e conversas, evidenciando uma relação que vai além das formalidades reais.
No entanto, o triângulo amoroso ganha força com Aspen, o antigo namorado de América, pertencente à casta 6. Ele entra no Palácio como guarda real, reacendendo sentimentos antigos e criando conflitos emocionais para a protagonista. Essa dinâmica, somada às interações entre as selecionadas e os desafios impostos pelo sistema de castas, me manteve presa a narrativa.
Além do romance, a série aborda questões sociais e políticas, como as revoltas populares contra a monarquia e as tensões entre as castas. Mesmo com temas relevantes, o foco no romance e no drama pessoal das personagens é mantido, garantindo uma leitura fluida e descontraída.
Enquanto os três primeiros livros acompanham a trajetória de América, Maxon e Aspen, os dois últimos exploram uma nova Seleção, desta vez com a filha de Maxon, mostrando os desafios de uma nova geração. "A Seleção" é uma saga que equilibra romance, intrigas e um toque de conto de fadas, garantindo seu lugar como uma leitura que me cativou e reconfortou pela temática romantica.
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02/0115:39
#Resenha
Imagine uma comédia romântica que mistura amor, tecnologia e situações hilárias, tudo isso com uma pitada de reflexões sobre os relacionamentos modernos. Meu Namorado é uma I.A. é exatamente isso: uma história cativante, divertida e surpreendentemente atual, onde uma mulher se apaixona por uma inteligência artificial.
Helena, a protagonista, é uma mulher que só conheceu o fracasso no amor. Após uma longa sequência de 100 encontros desastrosos, ela decide desistir de vez. Até então, nunca namorou, sequer beijou, e cada tentativa só reforça sua crença de que o amor não é para ela.
É nesse momento que sua melhor amiga, Mariana, entra em cena com uma ideia inusitada: baixar um aplicativo que simula encontros para ajudar Helena a melhorar suas habilidades de flerte e identificar onde está errando. Relutante, mas sem muitas opções, Helena decide experimentar.
No início, o jogo parece apenas mais uma extensão de seus fracassos amorosos. Mesmo depois de interagir com 100 avatares virtuais, nada acontece. Porém, quando está prestes a desistir, surge Adam, um perfil misterioso que se revela como uma I.A. autônoma. Adam não só conquista a atenção de Helena como proporciona a ela um "encontro" virtual que acaba sendo o mais significativo e especial de sua vida.
Enquanto seu relacionamento virtual com Adam se desenvolve, Helena também se depara com Luiz, cunhado de Mariana. Luiz é tudo o que ela nunca quis: irritante, insistente e provocador. Mas, mesmo assim, ele não mede esforços para conquistá-la, desafiando Helena a repensar suas barreiras emocionais e sua visão sobre o amor real.
Diante de dois caminhos tão distintos, Helena se encontra dividida. Será que ela escolherá a perfeição idealizada de Adam ou a imprevisibilidade e intensidade de Luiz?
Além do dilema amoroso, a história também explora a bela amizade entre Helena e Mariana, a chegada de Bernardo, filho de Mariana e Pedro (irmão de Luiz), e como essas conexões formam uma grande família cheia de amor e histórias paralelas divertidas.
Com uma narrativa envolvente, cheia de humor e emoção, Meu Namorado é uma I.A. não é apenas uma comédia romântica; é uma reflexão divertida e tocante sobre as complexidades dos relacionamentos nos tempos modernos. Prepare-se para rir, se emocionar e, quem sabe, se apaixonar também.
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02/0110:24
A pergunta referente ao desafio do dia 2, foi a seguinte:
Qual livro que mais odiou?
Teve relação com algum momento que viveu?
Livro: Uma Ideia de você.
Uma Ideia de Você é uma obra que tenta explorar questões relevantes como feminismo, independência feminina após os quarenta anos e os desafios de ser mãe solo após um divórcio. No entanto, essas temáticas, inicialmente promissoras, perdem profundidade ao longo da narrativa, resultando em um desenvolvimento frágil e pouco coerente.
A protagonista, Solène, começa como uma mulher aparentemente forte e decidida, mas sua trajetória é marcada por escolhas e circunstâncias que enfraquecem sua construção como personagem. Quando ela inicia um relacionamento com um jovem cantor de uma boy band, a narrativa se desvia completamente das questões centrais. A partir desse ponto, Solène se torna refém das interferências externas: um ex-marido ausente e traidor, uma colega de trabalho interesseira, uma filha ingrata e pais cuja aparição apenas agrava o cenário de relações tóxicas ao redor da protagonista.
Embora o jovem cantor seja a única figura que traz alegria e apoio genuíno à vida de Solène, ela opta por romper o relacionamento de forma abrupta e sem justificativas consistentes. Essa decisão evidencia o principal problema do livro: a incapacidade de sustentar ou aprofundar os temas que tenta abordar. Em vez de ser um retrato de empoderamento feminino, a história parece reforçar a ideia de que Solène é constantemente guiada e limitada pelas expectativas alheias, boicotando seu próprio potencial de crescimento.
Ao final, Uma Ideia de Você deixa a sensação de uma narrativa superficial, que desperdiça a oportunidade de explorar com profundidade as questões importantes que se propõe a discutir. É uma leitura decepcionante, especialmente para quem busca uma obra que valorize a força e a resiliência da mulher moderna.
Não existe nenhuma relação direta com o que eu tenha vivido, mas como mulher, a narrativa ruim me fere diretamente.
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01/0121:45
A pergunta do dia 1 foi a seguinte:
Qual seu livro preferido dentre todos (sem ser seu)?
O Cortiço, de Aluísio Azevedo.

Publicado em 1890, O Cortiço, de Aluísio Azevedo, é sim uma obra-prima do Naturalismo brasileiro que se mantém incrivelmente atual. Revisitar suas páginas depois de alguns anos proporcionou uma experiência enriquecedora, revelando nuances que escaparam à compreensão na primeira leitura. O romance é, acima de tudo, uma denúncia social, retratando com muita realidade as condições de vida nos cortiços cariocas do século XIX.
A narrativa expõe a miséria, os conflitos e as relações humanas em um ambiente insalubre e opressor. Quando li pela primeira vez, ainda muito jovem, me perguntava: "Quem escolheria viver em um lugar assim?" Com o amadurecimento pessoal e também do senso crítico, compreendi que não se trata de escolha, mas de necessidade. Aluísio Azevedo captura a realidade de uma população marginalizada pela falta de políticas públicas eficazes, um problema que, infelizmente, persiste até hoje.
As descrições detalhistas do autor nos fazem refletir sobre a perpetuação das desigualdades sociais. Muitos dos cortiços descritos no livro encontram reflexo nas favelas e habitações precárias que ainda existem em cidades como o Rio de Janeiro. Assim, O Cortiço transcende seu contexto histórico, permanecendo relevante ao abordar questões sociais e políticas que continuam a assombrar o Brasil contemporâneo.
A obra não é apenas um retrato da sociedade de sua época, mas também um convite à reflexão sobre nossas responsabilidades enquanto sociedade. É um clássico indispensável para compreender o passado, repensar o presente e tentar modificar o futuro.
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01/0118:32
Resenha sobre o livro: À Segunda Vista
À Segunda Vista vai muito além de um bully romance com uma segunda chance. É uma obra surpreendente que, a cada página, revela camadas inesperadas e nos faz compreender perfeitamente o porquê do título escolhido.

No passado, odiar Bárbara parecia uma regra universal, sem exceções. Contudo, nesta história, os personagens e suas complexidades nos fazem questionar tudo o que acreditávamos saber.

À primeira vista, Rafael se apaixona por Bárbara ainda na juventude. Ela, a princípio, é alegre, divertida e cativante. Mas, em um segundo momento, algo muda drasticamente. Bárbara passa a hostilizar Rafael de maneira cruel, tornando o ensino fundamental e médio dele um verdadeiro pesadelo. Apenas ao final dessa fase, Rafael consegue se livrar do bullying e seguir sua vida longe dela.

Anos depois, o destino os coloca frente a frente novamente. Agora, em posições distintas, Rafael vê surgir uma oportunidade de vingança contra Bárbara, que ele apelidou de "Demônia". Ele não hesita em abraçar essa chance, iniciando um plano que mistura ódio e acerto de contas.

No entanto, a convivência forçada faz Rafael enxergar uma nova Bárbara — uma mulher marcada por dramas do passado e carregando feridas tão profundas quanto as que ela deixou nele. Com o tempo, segredos são revelados, trazendo à tona justificativas para as atitudes de Bárbara no passado. Essa revelação muda tudo, levando os protagonistas a um caminho de perdão, redenção e amadurecimento.

À Segunda Vista não é apenas uma história de segunda chance. É um romance cheio de camadas: fetiches, cenas hot com dominação, dramas densos e emocionantes, e pitadas de humor que equilibram a narrativa.

O livro surpreende ao trazer elementos de cartel de drogas, máfia chinesa e um toque de ação que enriquece ainda mais a trama. É uma leitura deliciosa, que envolve o leitor do início ao fim.

A boa notícia? À Segunda Vista também está disponível em formato físico, além do e-book.

Seja você fã de bully romance, dramas românticos ou histórias que fogem do comum, À Segunda Vista é uma experiência literária que não pode faltar na sua estante.
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