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02/0116:09
#Resenha literária

Livro: Guerreiros da Tempestade
Autor: Bernard Cornwell
Páginas: 349 | + 16 anos

Em Guerreiros da Tempestade, o excelente guerreiro e protagonista deste compilado de histórias, Uhtred, continua sua jornada para ajudar a filha do rei Alfredo, Athelflaed, a concretizar o sonho do rei: a criação da Inglaterra.

Os laços que unem Uhtred aos saxões são fortes o suficiente para que ele desista de seus próprios sonhos e coloque seus homens de confiança nessa empreitada cristã. Atualmente, Uhtred, apesar de não ficar claro na história, deve ter cerca de cinquenta anos, pois seus filhos já estão crescidos, e a caçula já está casada e tem uma filha. Isso nos leva à premissa deste livro, em que um novo vilão surge: o dinamarquês Ragnall Ivarson, o Cruel. Coincidentemente, ele é irmão de Sigtryggr, que é casado com Stiorra, a filha mais nova de Uhtred. O novo inimigo de Uhtred deseja dominar territórios saxões, o que leva à recente luta entre o exército de Uhtred e Ragnall.

O autor nunca decepciona nas cenas de luta e ação, fornecendo os ingredientes necessários para pavimentar cada vez mais essa estrada já tão conhecida pelos leitores. Foi um dos livros com mais ação e estratégia de guerra de que me lembro, e a cada livro novo, sinto mais conexão com os personagens. O filho mais velho de Uhtred, que foi rejeitado pelo pai por decidir virar padre, reaparece, deixando a relação com o pai ainda mais delicada. A relação dele com Stiorra também é muito bonita, mostrando um novo ângulo desse personagem que já foi tão castigado pelos acontecimentos de sua própria vida. Como em outros livros, senti o medo constante de algum personagem perder a própria vida, pois o elo que o leitor constrói com esses personagens é muito especial.

A luta pela conquista da união dos reinos continua, e o final do livro traz uma promessa instigante para os leitores da saga. Será que nosso protagonista vai retomar seu grande sonho de conquistar suas terras em Bebbanburg? Recomendo muito a série, tanto para quem gosta de ficção histórica quanto para quem não gosta.
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16/1220:23
Arsène Lupin contra Herlock Sholmes
Autor: Maurice Leblanc
Páginas: 251 | Livre

Embora o nome do personagem que tentará prender o ladrão mais habilidoso da França seja Herlock Sholmes, trata-se de uma versão de Sherlock Holmes. Maurice Leblanc, ao criar suas histórias, citou o famoso detetive em alguns contos e fez essa alteração no nome por questões de direitos autorais.

Neste suspense, Sholmes é contratado para prender Arsène Lupin, que está envolvido em uma série de crimes sem solução. Os detetives locais, como Ganimard, não possuem as habilidades necessárias para encurralar o astuto ladrão. O primeiro crime narrado é o roubo de uma escrivaninha contendo um bilhete premiado. Nesse conto inicial, Sholmes é apenas citado, mas seu envolvimento direto começa no caso do desaparecimento do diamante azul. Ao lado de seu parceiro Wilson, ele entra em ação para tentar desvendar o mistério.

É divertido acompanhar as confusões que Lupin arquiteta para escapar do detetive inglês. Apesar da sagacidade de Sholmes, ele não consegue superar o brilhantismo do ladrão em seu primeiro duelo. Fica evidente que esse jogo de gato e rato deixa marcas profundas em Herlock Sholmes, pois, mesmo após a conclusão do caso do diamante azul, ele continua pensando no francês.

Então, Sholmes é chamado novamente, desta vez pelo barão Victor d’Imblevalle, que busca solucionar o desaparecimento de um candelabro judaico. Movido pelo ressentimento de não ter conseguido derrotar Lupin anteriormente, o detetive aceita o desafio.

Ao retornar à França, Sholmes descobre que Lupin já sabia de sua chegada. Isso o intriga ainda mais, pois ele não consegue compreender como o ladrão sempre está à frente de seus passos. Mais uma vez, o detetive mais famoso da literatura precisa enfrentar o carismático e inteligente Arsène Lupin.

O livro é curto e de leitura fluida. Não é o tipo de suspense que envolve o leitor como um detetive tentando desvendar os mistérios. Em vez disso, é como assistir a um monólogo de pensamentos, acompanhando os movimentos dos personagens como em um jogo de xadrez. Ainda assim, recomendo o livro para os amantes de clássicos.

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