Avatar

Leandro Israel

@ leandro-israel-a6Mdc

Nível
3
Essência
🔥 Fogo
Ritual
0 Dias

Patrimônio

0.0 LC

ESTRADA

LITERÁRIA

Updates

VIP
21/0911:47
Sobrevivência
🔒 Conteúdo Exclusivo
VIP
25/0811:09
Multiverso dos herois do sertão
🔒 Conteúdo Exclusivo
29/0714:53
"Luiza da Alma Serena" contra a depressão

Era noite quando ela chegou à cidade partida, onde a tristeza escorria pelos postes e a ansiedade se agarrava nas janelas como mofo velho. Chovia miúdo, aquela chuva fina que não limpa nada, só pesa o mundo. O povo andava curvado, não de idade, mas de angústia. Nos becos, não se ouvia gritos — só suspiros presos, choros mudos, sorrisos fingidos e o ranger dos dentes de quem luta para não desabar.

Seu nome era Luiza, e diziam que sua alma era serena. Não porque ela não sentia dor. Mas porque ela conhecia a dor e tinha aprendido a escutá-la sem se afogar nela.

Luiza andava descalça. A lama não lhe causava nojo. Era como se ela quisesse tocar o chão que tantos evitavam. Em sua mão, um bastão de luz, feito de lembranças que ela mesma havia costurado — memórias de quando quase morreu de tristeza, e também da vez que decidiu viver, mesmo sem vontade.

As criaturas da noite a observavam. Eram sombras retorcidas, com olhos que não piscavam. Obsessores, criaturas invisíveis aos olhos humanos, mas que se alimentavam dos pensamentos mais frágeis. Sussurravam mentiras:

— "Você não vale nada."

— "Você nunca vai sair disso."

— "Ninguém se importa."

Essas vozes viviam nos quartos escuros de jovens mulheres e homens cansados. Viviam nos banheiros trancados. Viviam nas redes sociais fingidas de felicidade.

Mas luiza escutava essas vozes — e não respondia com ódio, nem com fúria. Ela respondia com verdade.

— "Você não é um peso. Você é vida."

— "Eu estive aí também. Eu sei como dói."

— "O que te machuca hoje, amanhã pode te ensinar a respirar de novo."

Ela chegava nos sonhos das pessoas sem esperança. Tocava seus corações com a ponta do bastão e deixava uma luz ali, pequena, mas verdadeira. Uma luz que começava a dizer:

— "Você vai aguentar mais um dia. Só mais um. E depois mais um."

Uma vez, encontrou uma jovem à beira de desistir. Estava sentada no telhado de um prédio velho, a cabeça cheia de barulhos, o peito em guerra. Luiza não tentou convencê-la com frases bonitas. Sentou-se ao lado e disse:

— "Sabe qual é o maior poder de um coração ferido? É que ele bate mesmo machucado."

A garota chorou. E quando o choro veio, os obsessores se afastaram. Porque lágrimas de verdade queimam as mentiras da escuridão.

Luiza ensinava isso:

— Que depressão não é frescura.

— Que ansiedade não é fraqueza.

— Que quem sofre é guerreiro.

— Que buscar ajuda não é sinal de derrota, é ato de coragem.

Ela desaparecia no vento depois que ajudava. Ninguém sabia de onde vinha. Alguns diziam que era um anjo. Outros, que era uma mulher que sobreviveu a tudo. E talvez fosse os dois.

Mas o que deixava era sempre o mesmo:

uma semente de coragem dentro da alma de quem estava quase apagando.

E ali, naquela cidade partida, as luzes começaram a reaparecer nas janelas. Primeiro uma. Depois outra. E outra.

Até que a tristeza já não tinha onde morar.

Se você estiver lendo isso e estiver lutando no escuro:

a história de luiza é pra você.

Não desista.

Você é mais forte do que pensa.

E você não está só.
🔒 Conteúdo Exclusivo
28/0713:19
Conto: A Espadada Divina de Enlil

Na aurora esquecida do mundo, quando os mares ainda falavam com os céus e as montanhas se moviam como bestas adormecidas, havia um tempo de trevas. Um tempo anterior ao Dilúvio, quando os Neflings — os filhos malditos dos Vigilantes caídos com as filhas dos homens — caminhavam pela Terra, espalhando terror com sua estatura colossal e alma corrompida.

No coração das terras proibidas, onde as areias queimavam os pés dos justos e o ar pesava como chumbo sobre os fracos, surgiu um Nefling diferente. Maior que todos os outros. Trinta metros de puro horror, um híbrido bestial, nascido da união de um demônio ancião e uma mulher amaldiçoada. Seu nome era impronunciável, mas os anjos o chamavam de Erek-Thul, o Flagelo de Atlântida.

Os reis do mundo antigo, desesperados, clamaram por socorro. E foi então que desceu dos céus Enlil, o Guerreiro Divino, o Portador da Lâmina Celeste, aquele que marchava entre os mundos como mensageiro e juiz.

Vestido com armadura forjada nas tempestades do firmamento e empunhando uma espada feita da essência da estrela primordial, Enlil tocou o solo da Terra com passos que faziam os demônios tremerem no abismo.

No vale de Obuk-Har, sob o eclipse eterno invocado por Erek-Thul, os dois colossos se enfrentaram.

O Nefling gritou, e o som de sua voz rachou as montanhas.

Enlil respondeu com silêncio.

E então avançou.

O monstro golpeou com um tronco de árvore encantada, gritando em línguas perdidas.

Enlil desviou, seus pés não tocando o chão. Ele ergueu a espada, uma única vez, com as mãos firmes de quem fora moldado para destruir o mal.

A lâmina brilhou como mil relâmpagos.

E então... caiu.

Com uma espadada divina, de cima para baixo, como se partisse os céus, Enlil cortou Erek-Thul ao meio. Do alto da cabeça até os calcanhares, o Nefling rugeu em desespero enquanto seu corpo era consumido por chamas espirituais, gritando não só de dor, mas de incredulidade. Nenhuma criatura jamais ousara tocá-lo — e ali, em meio às cinzas do orgulho dos caídos, ele foi desfeito.

O solo tremeu. As montanhas silenciaram. E até os anjos se curvaram.

Enlil limpou a espada e ergueu os olhos para o céu, como quem diz: “Mais um.”

E voltou à luz de onde viera.

Desde então, nenhum Nefling ousou crescer tanto novamente.

Pois todos, até os demônios dos abismos, sussurram com medo:

"Enlil é o grande herói que destruiu o Nefling de 30 metros com uma espadada divina."

E assim será lembrado.
🔒 Conteúdo Exclusivo
VIP
09/0714:27
primeira heroína lesbica.. um conto da BRABA

Título: “PEIXERA LGBTQIA: Fúria Santa na Delegacia Profana”
(por Leandro Israel)

O DESPERTAR DA PADILHA
Joana Padilha acordou ao som metálico de bips. As pálpebras pesavam, o corpo doía. Estava numa cama de ferro, lençóis simples, paredes de pedra e concreto queimado. Brasões entalhados no cimento anunciavam: Serviço Ultrassecreto do Sertão. Peixeira cruzada com Bíblia e estrela de mandacaru.
Três figuras a observavam. Lara Porreta segurava seu ombro. Joaquim Baltazar, com voz grave, anunciou que fora salva pelo Falcão — antigo membro da temida Roda. Ele apenas acenou e saiu em silêncio, a peixeira balançando à cintura.
Joana tentou resistir. Aquilo tudo parecia delírio de rádio pirata. Mas Lara foi firme:
— A gente era lenda porque precisou ser. Agora é carne, sangue e aço. O sertão precisa de você, Padilha. E você precisa lembrar de quem é.

Nas entranhas da base subterrânea, a heroína lésbica Jasmim Venenosa treinava com seu facão. Os golpes cortavam o ar, firmes como sua alma. Jacó Rochedo apareceu e disse:
— Tua lâmina tá limpa, mas tua alma tá mais afiada.
Jasmim sorriu com dor e verdade. Ali, renascida, era agora discípula do sertão. Uma novata já falava seu nome como quem ora. Nas sombras, Galego Ralf Valente assistia, silencioso.

Do outro lado do sertão, Lizana Arretada reapareceu em Mussuripe. Ferida, cambaleante, bateu na porta da médica Joice. Recebeu cuidados, café amargo com açúcar e um silêncio cheio de confiança.
Mais tarde, procurou abrigo na casa da avó Isaura, que a acolheu entre lágrimas, comida e afeto. Lá, conheceu Bem-te-vi — um ajudante de pedreiro, moreno, suado, com braços de quem carrega o mundo. Os dois se tocaram como quem se cura do que o mundo deixou em carne viva.

Na manhã seguinte, Lizana caminhou até a delegacia da Patrulha do Sertão. O silêncio era denso. Ninguém falava. Até que uma granada atravessou a janela.
Explosão.
tem continuação.....
🔒 Conteúdo Exclusivo
VIP
08/0718:49
Capa do LIVRO
🔒 Conteúdo Exclusivo
VIP
08/0718:16
Capa do livro peça teatral
🔒 Conteúdo Exclusivo