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Cristiane Inácio Ribeiro Carneiro

@ CrisRibeiro

Nível
2
Essência
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LITERÁRIA

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07/0315:26
#Desafio 066

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Na costura sensível do teu prazer

Teu hálito quente me fustiga. A respiração entrecortada te entrega: tua fragilidade, tua ânsia. Teus olhos cravados nos meus trazem uma súplica velada, um desafio silencioso. Minhas mãos deslizam em tua pele, decifram-te sem pressa. És território aberto, entregue, mas ainda resistente. Essa tensão me fascina.

Exploro-te reivindicando minha conquista. Seguro-te com firmeza, exponho-te sem pudor. A pele esticada revela tua vulnerabilidade latejante sob meus dedos. Dedilho-te como quem toca uma harpa e, a cada movimento, arranco uma nota: um arrepio, um suspiro, uma contração involuntária.

Molho meus dedos na tua boca: um gesto quase sagrado. Te batizo no sal e no desejo. Desço lenta, inexorável, enquanto traço círculos delicados, quase cruéis, na costura onde se concentra tua vontade.

Te beijo como quem se despede antes de uma travessia. Um último gosto teu na minha língua antes do mergulho. E então me ponho a teus pés, não como ato de rendição, mas como quem detém o controle absoluto do teu prazer.

Seguro-te com a reverência de quem segura o inevitável. Minha língua encontra teu frenulum e só ali permanece. Dedicada, obsessiva, negando-te todo o resto. Subo, desço, desenho círculos enquanto minha saliva te marca, te assina, te reclama. Sucções lentas, depois urgentes, depois quase ternas: tortura doce, precisão perversa.

Teu corpo responde como um instrumento afinado: cada fibra, cada músculo, cada estremecimento sob meu comando. Minhas mãos te exploram por baixo, amplificam a tensão enquanto minha língua dita o ritmo. Te vejo sucumbir. Teu olhar se perde, teus lábios entreabertos tentam formar palavras que não vêm. E essa fraqueza só aumenta minha fome.

Tuas mãos se crispam, teu corpo se contrai impotente diante da exatidão da minha língua, da pressão calculada dos meus lábios.

Vês a ti mesmo: ereto, entregue, vulnerável. Me vês devota e faminta, a boca aberta para o teu prazer. A lambida se aprofunda sem que a boca te acolha e não há mais distância. Só a umidade, a textura, o desespero e a rendição.

E quando o prazer te invade uma onda te consome inteiro: olhos, boca, mãos, respiração. E ainda assim, minha língua não para. Minha boca permanece, insaciável. Desejando-te além do gozo, além da carne, além de qualquer fim.

Cr💞s Ribeiro
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