Universo da obra
Universo da obra
Senhores, peço licença para agora recordar um poeta e sua vida e seu modo de lutar, e seu amor infeliz e sua glória sem par.
Êsse herói que eu lembro agora foi menino prodigioso que depressa aprendeu tudo, e sendo rico e formoso e sendo branco, jamais se demonstrou orgulhoso.
Agora, senhores, eis o poeta já rapaz partindo para Recife, muito moço e já capaz de enfrentar a tirania como homem e como az.
Era o tempo em que os senhores de escravos compravam gente e vendiam como se compra e se vende aguardente. Era um tempo muito mau tal como o tempo presente.
De Portugal tinham vindo atores e atrizes para representar espetáculos; e entre êstes a que amara: a atriz Eugênia de Câmara - belo corpo e bela cara.
Mas porém outros amores houve na vida de Castro, amores de inspiração em que o poema seu lastro refazia pra depois prosseguir o eterno rastro.
Amou uma moça pobre em ligação clandestina, morou com ela num bairro de Recife - era Idalina, junto dela imaginou os Escravos sua sina.
Edição Literunico do poema narrativo original de Jorge de Lima, preservado pela Fundação Casa de Rui Barbosa. O texto autoral foi conferido no fac-símile e publicado em cinco blocos de leitura.
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