Castro Alves: vidinha - Parte 4
Dito isso ela beijava Sansão, engano - Ceceu. Oferecia a Dalila êsse mundo mais o céu, envolvia com os cabelos o moço como num véu.
Ofuscado e entontecido quase o poeta aceitava a proposta que ela Eugênia com interesse acenava, porém logo lhe ocorria: a liberdade que amava.
Viver preso? Êle queria contra os tiranos se opor, liberdade em sua pátria sem chicote e sem senhor nas praças que eram do povo como os céus são do condor.
Quem nunca leu os Escravos ou a Ode ao Dous de Julho e o Gondoleiro do Amor, ai! êsse sofreu esbulho, desconhecendo poesia desconhece um santo orgulho.
Orgulho do que é divino, orgulho do que é verdade, nunca sentiu essa coisa que a alma da gente invade e de cuja tirania ninguém quer a liberdade.
Acontece que o empresário da Companhia queria que Eugênia o acompanhasse. O teatro não servia sem ela representar o que estava então em dia.
No Gaiato de Lisboa Eugênia Câmara fazia o teatro vir abaixo, era uma estrepolia. Eugênia nesse papel fazia o que bem queria.
Não vás! dizia Ceceu fica comigo meu bem, vamos viver isolados a vida que nos convém fazer versos, sossegados pois a canção vai além.
Eugênia Câmara acolhia êsse pedido, ficava Mas depois de uns poucos dias a môça logo voltava ao convite enganador que Ceceu logo aceitava.
- Vamos meu bem pra Bahia? Castro Alves relutava Mas com pouco lá se ia. A atriz bonita cercava um mundão de incensadores. Dêsse cêrco ela gostava.