Castro Alves: vidinha - Parte 2 Castro Alves: vidinha · Capítulo 2 de 5
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Castro Alves: vidinha - Parte 2

Cândida e Laura, Demdem Lalinha Filgueiras, mais Leonídia Fraga, mulheres inda vivas atuais Castro Alves que as amou, fê-las tôdas imortais.

Viu um dia numa festa um anjo de formosura, uma jovem florentina, deliciosa amargura! - Agrese Murri era esta impossível criatura!

A essa nunca possuiu, a essa nunca tocou, essa foi a bem amada distante como num vôo, essa Agrese sempre adiada foi a quem mais êle amou.

Mas o amor que lhe doeu, paraíso de agonia, anjo da noite e bacante, treva ardente em que vivia foi Eugênia, sim Eugênia que o beijava e que o traía.

Ela era lusa e linda, êle Castro era bahiano, mas o amor que o dominava ia além do amor humano, amor pela liberdade, forte amor, amor tirano.

Amor tirano sem reis, sem escravos, amor louco por Eugênia-Poesia, pois a outra Eugênia pouco a pouco Castro esquecia. e amor humano quer trôco.

Mas o amor da liberdade dá-se todo sem pedir. Castro Alves deu-se todo, todo o seu curto existir, vinte e quatro anos de vida para livre sucumbir.

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