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Leituras e conversas

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@ariazenite há 5 horas
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Boa tarde belos mortais, Passo pra avisar que o post especial de Halloween já está disponível para os assinantes do clube. 💃 Se você quiser dar uma espiadinha no que eles receberam entra no meu canal Reino Imortal lá no Instagram @ariazenite 🧙‍♀️ https://www.instagram.com/channel/Abb7I1TiHNvQLfug/
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@sanctallan há 1 dia
Público
Para relembrar o dia mais gratificante depois de conhecer o Literúnico <3
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@sanctallan há 2 dias
Público
Tentei sei poeta, mas não consigo escrever poesia sem melodia, por isso me tronei músico, pois somente escrever não me sacia, preciso cantar, tocar e sentir a harmonia. Neste evento, vou cantar a música tema do meu primeiro livro, Sonora Prelúdio: O Canto da Morte. Pessoal de Curitiba que quiser prestigiar, será no Teatro Sesi-CIC, no dia 7 de novembro. Nos vemos lá!
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@MultiuniversoFK há 3 dias
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Postado na Liga dos Sete - Facebook Os amores que já não existem Franthesca Kally 22/10/2026 Talvez o meu problema seja pertencer demais à arte, aos livros, aos romances impossíveis Aos amores que nunca existiram fora das páginas, mas que, dentro de mim Sempre pareceram mais reais do que a própria realidade Talvez eu tenha lido histórias demais e aprendido a esperar aquilo Que o mundo já não se preocupa em oferecer Dizem que o amor é para todos, que existe alguém em algum lugar Uma alma que reconhece a nossa, um encontro que faz todas as esperas valerem a pena. Mas ninguém fala daqueles que passam a vida procurando, e só encontram versões incompletas Daquilo que tanto sonharam viver Porque a verdade é que nem todo mundo encontra o amor Alguns encontram apenas promessas, outros, ausências disfarçadas de interesse E há aqueles que precisam aprender a conviver com o vazio, de nunca terem sido amados como imaginavam Eu já não me encaixo neste mundo, onde os sentimentos são descartáveis, de interesses passageiros De pessoas que prometem eternidade, sem sequer saber permanecer até o fim de uma estação Onde foram parar as cartas? As palavras cuidadosamente escolhidas? Os textos escritos durante a madrugada Porque alguém simplesmente não conseguia dormir, sem transformar saudade em declaração? Onde estão aqueles que atravessariam cidades, enfrentariam distâncias Desafiariam o orgulho, só para provar que um coração, não é um lugar onde se chega por conveniência? Quando foi que demonstrar amor, passou a ser motivo de vergonha? Quando foi que sentir profundamente, se tornou sinônimo de fraqueza? Eu nunca soube fingir indiferença nunca aprendi a sentir pela metade Nem a oferecer pouco, quando tudo em mim deseja entregar o infinito Mas, se existe algo que sei fazer, é construir mundos, invento encontros, diálogos, despedidas Imagino mãos que se procuram, olhares que confessam o indizível, amores que não precisam implorar para serem escolhidos Crio vidas inteiras na minha cabeça, talvez porque lá dentro, ninguém precise mendigar reciprocidade E, quando retorno à realidade, a pergunta permanece, em que momento o amor deixou de ser abrigo E se tornou um jogo de quem se importa menos? A fidelidade virou exceção, a lealdade parece uma espécie em extinção A esperança é uma chama teimosa, apaga, reacende, vacila, mas nunca desaparece por completo E o amor? O amor, que deveria ser encontro, se tornou disputa, que deveria ser cuidado, se tornou dúvida Que deveria ser escolha, se tornou conveniência As câmeras eternizam sorrisos, que talvez nunca tenham existido, as fotografias exibem felicidades que não sobrevivem ao silêncio A verdade muda de forma conforme os interesses de quem a conta E a falsidade aprendeu a se perfumar para ser confundida com sinceridade Ainda assim, quem nasceu da arte, quem encontrou nos livros um lar E nos romances uma linguagem para a alma, não consegue aceitar o pouco Só porque o mundo desaprendeu a oferecer muito, porque não é arrogância desejar profundidade, não é ingenuidade acreditar na lealdade Não é fraqueza querer um amor inteiro, em um mundo que se acostumou aos pedaços É apenas não saber trair a si mesma, para caber naquilo que nunca foi feito Para acolher a sua essência, e, se para pertencer a este mundo Eu precisar abandonar tudo aquilo em que acredito, talvez o problema nunca tenha sido, o meu excesso de sentimento Talvez seja este mundo que tenha se acostumado, a sentir tão pouco
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@MultiuniversoFK há 3 dias
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Postado na Liga dos Sete - Facebook Professor Franthesca Kally 15/10/2026 O mundo cor-de-rosa que a gente sonha, vive dentro da imaginação, desde pequenos Onde tudo é possível, se puder imaginar, e se for olhar pelos olhos de uma criança Todos os dias ao nosso redor e um mundo novo Cada desenho e uma nova aventura, a se transformar Alguns crescer e já querem outros apenas descobrem mais tarde Aqueles que um dia também sentaram em carteiras, já pensaram que seus professores Sabiam de todas as coisas do mundo, e hoje já do outro lado, com outros olhos Se dá conta que nem tudo e como se imaginou, e que ninguém sabe de tudo Hoje uma explicação, com certeza vai virar três, quatro, dez vezes sobre aquele tema Que o planejamento nem sempre sobrevive à segunda-feira E que, no meio de uma aula, sempre aparece alguém querendo contar uma história E, no fim do dia, se dá conta que ainda guarda um pouquinho daquela criança que um dia sonhou Professor tem magia, de transformar letras em mundos completamente distintos Aprende que cada um tem seu tempo, onde a magia se encontra em cada novo Olhar de descoberta de aprender aquilo pela primeira vez E entre tantas descobertas, a vida vai seguindo, como um barco em alto mar Ensinar também e uma forma de continuar a ser uma criança Ver inúmeros começos, tantas pequenas conquistas Ver os olhos brilhando de animação, a empolgação na voz Mesmo que o tempo passe, a curiosidade essa sempre pede pra ficar por mais tempo Pra quem mesmo depois de grande Ainda encontra motivos para brincar, inventar, aprender e acreditar Que o mundo pode ser um lugar bonito E um professor, mesmo entre tantas lições, nunca deixa de aprender Neste dia dos professores, que não faltem motivos para sorrir Histórias para contar, e brilhos nos olhos de quem acabou de descobrir uma parte do que é o mundo Feliz dia dos professoras a todos que fazem da educação Um lugar onde crescer e sonhos poderem caminhar juntos
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@MultiuniversoFK há 3 dias
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Postado na Liga dos Sete - Facebook Entre faróis e sombras Franthesca Kally 08/10/2026 Em um mês que remete aos professores, na vida temos dois exemplos deles Há os que são faróis em noites sem lua, que acendem caminhos quando tudo parece escuro Os que motivam, que ajudam, que emprestam coragem quando a nossa acaba E dão ânimo para não desistir, mesmo quando tudo grita para que sim. São aqueles que plantam sementes Sem fazer ideia em qual coração irão florescer, Que regam sonhos com palavras, e transformam uma sala em ponte Para um futuro que ainda não conseguimos enxergar Mas também existem os que puxam para baixo Como âncoras presas aos pés de quem tenta nadar, os que sentem prazer ao ver o aluno fracassar Como se cada queda fosse uma vitória, como se a dor de um estudante Fosse apenas mais uma piada no fim da aula Em um mundo tão complicado, onde tantos caminham perdidos A salvação ainda pode ser a educação Mas para que isso aconteça, e preciso de professores que realmente sejam a diferença, Não de pessoas que apaguem estrelas, antes mesmo que elas descubram como brilhar É preciso melhorar, sim, os pagamentos daqueles que ensinam, é justo Porque dar aula não é uma tarefa fácil, muitos alunos não prestam atenção Muitos testam limites, muitos fazem do silêncio uma batalha E talvez isso desgaste, talvez faça a esperança pesar sobre os ombros Mas transformar o fracasso de um aluno em diversão, rir de quem tropeça Enquanto deveria ensinar a levantar, é transformar a sala de aula em um palco de humilhação E enquanto isso acontecer, a educação continuará caminhando com os pés acorrentados Ninguém sabe o que se passa, por trás dos olhos do outro Um aluno pode carregar tempestades, que ninguém vê, guerras travadas em silêncio Feridas escondidas debaixo do uniforme E alguém que deveria ser luz, pode acabar se tornando trevas. Dentro desse mundo, que psicológico consegue continuar Quando aqueles que deveriam estender as mãos é justamente quem empurra? Que mente permanece inteira, quando o ensino, que deveria ser abrigo, começa a parecer uma prisão? Vivemos em um mundo globalizado, misturado, conectado por fios invisíveis, onde fronteiras se tornam cada vez menores E ainda assim, há quem queira construir muros, trancar pessoas dentro deles E agir como se estivesse tudo bem, a educação deveria abrir portas, não fechá-las Deveria ser uma chave, não uma algema Deveria ensinar que ninguém é apenas a nota que recebeu, o erro que cometeu, ou o dia ruim que teve Porque professores podem ser faróis, mas também podem ser sombras Podem plantar jardins, ou pisar nas sementes, tem o poder de construir pontes ou levantar muros E talvez seja justamente aí que esteja a maior responsabilidade Não apenas ensinar alguém a ler o mundo, mas decidir se, ao final da aula Esse alguém sairá acreditando que existe um lugar para ele nele
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@MultiuniversoFK há 3 dias
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Postado na Liga dos Sete - Facebook Outubro Franthesca Kally 01/01/2026 Outubro chega todo serelepe, com cheiro de algodão-doce Com vontade de fazer cócegas no juízo Tantas perguntas na cabeça, nenhuma resposta na ponta da língua Mas vamos lá, para mais um mês O mês já vem com um “já?” na ponta da língua Porque até parece que foi ontem, que janeiro abriu a porta E agora dezembro já está de olho na fechadura E mesmo assim ainda tem muita água para rolar Faltam poucos meses para o Ano Novo, e eu ainda estou tentando entender O que foi que aconteceu em janeiro Muitas vezes se acha que consegue controlar a própria vida Até que percebe que nem controla mais o próprio horário de dormir A mente e um completo caos, com perguntas perigosas, que querem uma resposta Em um momento questiona com “por quê?” E logo termina com “e depois, onde foi parar a roupa?” E tanto na mente, que piscou os olhos pensando que já aconteceu, e as vezes ainda nem foi Tempo corre, tanto que as vezes parece que perdeu o rumo Na tentativa de chegar ao caminho certo Parte do caminho parece uma coisa de louco, e a outra parte e como uma guerra Que dá vontade de fechar a porta, desligar a luz, e puxar as cobertas Que outubro venha com leveza, boas notícias, más intenções devidamente controladas Com risadas fora de hora, e que tudo seja embrulhado com um laço vermelho de desejos realizados E quem sabe ainda acompanhado de um enorme bate de pipocas e algodão-doce Para trazer leveza, em tantos momentos de loucura e de guerra Ainda tem muita história para acontecer, risada para soltar, beijo para roubar E juízo para perder, e as vezes até uma roupa para deixar pelo caminho Com planos que saem completamente errado, e, por algum milagre ficam muito melhor assim E lembrando que tem encontros que firam segredos, outros que se tornam fofoca, e dependendo da boca vira e patrimônio cultural
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@MultiuniversoFK há 3 dias
Público
Postado na Liga dos Sete - Facebook Leme Franthesca Kally 24/09/2026 Tenho tanta coisa na cabeça, que o mar já não consegue comportar Minha mente é um oceano sem margem, onde até as estrelas parecem naufragar No convés de um navio sem nome, eu vejo a noite se derramar A vela rasgada dança com o vento, e o velho mastro ameaça tombar O céu está coberto de nuvens, a lua se esconde atrás do temporal E eu seguro firme o leme, sem saber se existe algum porto afinal A bússola gira sem rumo, o ponteiro perdeu por completo o norte O mar chama pelo meu nome, mas eu não sei se volto ou sigo até a morte Minha mente é um mar em fúria, meu navio está prestes a afundar Tenho mil estrelas no céu, mas nenhuma consegue me guiar Tenho mapas rasgados na mesa, e tesouros que eu nem sei procurar Entre monstros, ondas e tempestades, já nem sei se quero voltar Tenho tanta coisa na cabeça, que às vezes chego a delirar Sou capitão do meu próprio caos, sem saber onde vou ancorar Já não sou mais o mesmo pirata que um dia partiu daquele cais O vento mudou minhas velas, e as ondas nunca foram iguais Carrego cicatrizes no casco, e segredos escondidos no porão Há fantasmas andando no convés, sussurrando dentro da minha razão A tripulação perdeu a coragem, alguns saltaram no mar durante a noite Outros ainda gritam ordens, mas ninguém sabe mais quem está no comando. E a bússola gira sem rumo, enquanto o céu começa a desabar Cada onda parece uma escolha, cada escolha me faz naufragar. Há uma ilha no fim do horizonte, mas eu não sei se devo chegar Talvez esconda o meu tesouro, talvez seja onde eu vou me perder de vez no mar Vejo um farol entre a neblina, mas ele pode ser uma ilusão Ou talvez seja a última chama, acesa dentro do meu coração E quando o céu ficar vermelho, e a última vela se rasgar, se o oceano engolir meu navio Eu ainda vou tentar navegar Hoje o mar não vai me calar, hoje eu não vou me entregar Se o céu cair sobre o navio, eu ainda tenho o leme na mão Minha mente é um mar em fúria, meu navio está prestes a afundar Mas enquanto houver vento nas velas, eu ainda tenho onde chegar Que se levantem as tempestades, que o trovão rasgue o céu sobre o mar Eu perdi o mapa e a bússola, mas não perdi a vontade de navegar Tenho tanta coisa na cabeça, que às vezes chego a delirar Já não sou mais o mesmo de antes, mas ainda não deixei meu navio afundar Então tragam as velas, levantem o mastro, deixem o vento decidir Se o mar quiser minha alma, que venha me buscar, enquanto houver céu sobre mim Enquanto houver mar sob meus pés Vou continuar navegando
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@MultiuniversoFK há 3 dias
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Postado na Liga dos Sete - Facebook O escuro Franthesca Kally 17/09/2025 Havia uma floresta depois da noite, e uma casa perdida dentro dela Diziam que o escuro escondia monstros Por isso, ninguém atravessava a porta depois que o sol desaparecia As árvores rangiam como velhos segredos, o vento carregava vozes sem nome E a lua, tímida, mal tocava o chão Mas o mais assustador não estava entre as árvores Estava no espelho da casa Ali, onde a escuridão não tinha forma, algumas sombras respiravam, uma carregava medo Outra, raiva, outra guardava palavras nunca ditas Havia uma que parecia tristeza, sentada há anos no mesmo lugar E havia tantas outras que ninguém sabia dizer Onde terminava o monstro e onde começava a pessoa Talvez o escuro nunca tenha escondido nada Talvez apenas tenha apagado as distrações para que certas coisas pudessem ser vistas Porque há monstros que não vivem em florestas, nem debaixo das camas Alguns aprendem a morar no peito, crescem atrás dos olhos, se alimentam de silêncio E dormem dentro de velhas cicatrizes, e quando finalmente a porta se abre Descobre-se, tarde demais Que o maior medo não era entrar no escuro, era descobrir que algumas sombras Já conheciam o caminho de volta para casa
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@MultiuniversoFK há 3 dias
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Postado na Liga dos Sete - Facebook CAFÉ FRIO Franthesca Kally 10/09/2026 Queria ser a pessoa, que você escolhe todos os dias Queria ser seu primeiro pensamento E o último antes de dormir Mas no fim do dia, eu só me vejo aqui sozinha Com uma taça de vinho na mesa E o jantar esperando por nós dois E eu me pergunto baixinho, onde foi que tudo mudou? Em que momento a gente se perdeu, sem nem perceber que acabou? O fim foi se aproximando devagar, enquanto a gente fingia não notar E quando eu finalmente olhei pra nós, já não havia mais como voltar Eu queria ser conquistada todos os dias Mas você só se esforçou pra me conquistar Eu queria acordar com seus beijos e sorrisos, como nos livros que eu costumava sonhar E onde foi parar tudo aquilo? As promessas, os planos, o nosso lugar? A gente foi deixando o depois pra depois, até não sobrar mais nada pra esperar E o café foi esfriando na mesa, assim como esfriou o que havia entre nós Antes, um mundo inteiro de conversas Hoje, o silêncio é quem responde por nós Fomos deixando o depois, realmente, pra depois Até o amanhã perder o sentido, e cada canto dessa casa Foi ficando estranho e vazio, antes, horas não eram suficientes Pra tudo que a gente tinha pra falar, agora até cinco minutos juntos Parecem tempo demais pra suportar, e eu tentei esquentar o café Como tentei esquentar nós dois, mas algumas coisas, quando esfriam Não voltam a ser como eram antes, eu queria ser conquistada todos os dias Queria que você ainda quisesse ficar, queria acordar e encontrar seus braços E ter algum motivo pra acreditar, mas talvez amar também seja entender Quando já não existe mais o que salvar E talvez o nosso fim tenha começado, muito antes de a gente se separar Então fica com as nossas fotografias, eu fico com tudo que não consegui dizer Você pode levar os nossos planos, eu só preciso aprender a viver sem você E se algum dia sentir saudade, talvez se lembre de nós dois Sentados naquela mesma mesa, deixando o café esfriar entre nós Porque eu ainda lembro de quando era quente, do jeito que você olhava pra mim E talvez essa seja a parte mais triste, eu amei você até o nosso fim
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@MultiuniversoFK há 3 dias
Público
Postado na Liga dos Sete - Facebook O Tempo de Viver Franthesca Kally 03/09/2026 Setembro chegou, trazendo no vento um aviso sutil, de como quem abre a janela, e nos lembra Que o tempo continua passando, já não somos os mesmos de janeiro Carregamos algumas cicatrizes, alguns sonhos que sobreviveram e tantos outros que ficaram pelo caminho Que o ano já caminha para o fim, mas a vida continua começando em cada novo amanhecer Os meses passaram depressa, os sonhos vão ficando pelo caminho Alguns planos deram certo, outros que foram engavetados e outros ainda esperam seu momento E talvez seja esse o grande ensinamento que o tempo insiste em nos dar As folhas mudaram de cor, as tarde parecem mais breve e, de repente, o fim do ano já pode ser visto no horizonte Pode ser que assuste, sempre se faz inúmeros planos para dezembro Como se a vida estivesse esperando o perfeito a cada momento, como se fosse preciso esperar o último mês para finalmente começar a viver Não importa quanto falta para dezembro, importa o que fazemos com o dia de hoje A vida não está em dezembro, ou mesmo na próxima segunda-feira, quem sabe no próximo ano, na próxima oportunidade Nem naquele momento perfeito, que insistimos em esperar Setembro nos lembra que o tempo não para, que cada instante é único E que a vida não acontece no depois, mas sim, ela acontece no agora No café que esfria sobre a mesa, nos momentos que realmente podemos ter Na coragem que ainda podemos encontrar para recomeçar, setembro é uma espécie de espelho, onde nos pergunta Quantas vezes adiamos a felicidade, por medo de que ela não durasse Quantos pores do sol deixamos passar, olhando para o relógio Quantas pessoas abraçamos pela metade, e quantos “eu te amo” engolidos Quantos sonhos colocamos em espera porque achamos que ainda haveria tempo O tempo não promete, apenas passa, ainda existem páginas em branco Ainda se tem inúmeros caminhos desconhecidos, portas que não foram abertas Lugares onde nunca estivemos, e versões de nós mesmos que ainda não tivemos coragem de ser Não espere o próximo mês, a próxima oportunidade, ou quem sabe o momento perfeito ou o novo ano O presente já é uma oportunidade, que muitos já ansiaram Que setembro nos ensine, a olhar menos para o que passou e menos para o que ainda virá Para simplesmente viver, o que temos nas mãos Porque o fim do ano se aproxima, mas ainda há manhãs para despertar e histórias para viver Que setembro não seja apenas mais uma página virada no calendário, que seja um despertar Um chamado para sentir mais, amar sem tanta cautela, rir até perder o fôlego Chorar quando for preciso, perdoar o que pesa, soltar o que já terminou e segurar com força aquilo que ainda faz o coração pulsar O verdadeiro fim não é dezembro, mas sim, o dia em que deixamos de estar presentes na própria história Que venha setembro, que venham os últimos meses do ano, mas que, acima de tudo Saibamos aproveitar cada instante, dizer o que precisa ser dito, lutar pelo que acreditamos Porque o melhor momento para viver, é sempre agora
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@MultiuniversoFK há 3 dias
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Postado na Liga dos Sete - Facebook Quando o céu se cala Franthesca Kally 27/08 Há dias em que olho para o céu e penso que os tornados deveriam ter nome Não de cidades, nem de deuses, mas de pessoas Porque existem pessoas que passam pela vida como tempestades, entram sem pedir licença Arrancam o que encontram pela frente, destroem o que levaram anos para construir e depois vão embora sem sequer olhar para os destroços. Por que o inferno nunca parece escolher quem deveria estar nele Talvez os demônios não tenham chifres, talvez usem ternos, roupas normais Sorriam para fotografias, cumprimentem todo mundo, durmam tranquilos depois de destruir alguém, ou o sonho de eras Talvez o inferno esteja cheio de gente que nunca percebeu que já estava lá E isso e revoltante, porque conhecer pessoas boas que perderam tudo sem nunca terem feito mal a ninguém Conhecer mãos que ajudavam e terminaram vazias, corações que perdoavam e acabaram quebrados Pessoas que davam abrigo e dormiram na tempestade, enquanto aqueles que deveriam apodrecer no quinto dos infernos Continuavam crescendo, ganhando, subindo, sorrindo, como se o céu tivesse confundido quem merecia a queda É estranho como os ruins conseguem tanto, se vê que quem mente prospera, quem machuca é perdoado, quem destrói segue em frente Às vezes queria acreditar que existe alguma balança escondida em algum lugar do universo Ou que tivesse endereço, para mandar para lá todos aqueles que deveriam apodrecer no quinto dos infernos E talvez realmente seja justamente isso, ter um coração tão podre que nem o céu consegue mais o alcançar Que cada lágrima tem um peso, cada mentira, uma sentença, cada crueldade, uma dívida Mas olho ao redor e não encontro equilíbrio Apenas se encontra gente boa, perguntando o que fez de errado por ter sido destruída por alguém que nunca soube amar E talvez essa seja a parte mais cruel de todas, o mundo não castiga imediatamente quem machuca Só queria que, alguma vez, o vento mudasse de direção Que o tornado encontrasse quem o criou, que o inferno abrisse suas portas para quem passou a vida Construindo infernos dentro dos outros E entender o por que o céu permanece em silêncio enquanto os demônios continuam vencendo Porque o inferno não fica embaixo da terra, às vezes ele anda entre nós, e o pior de tudo é que alguns demônios aprenderam a parecer humanos
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@MultiuniversoFK há 3 dias
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Postado na Liga dos Sete - Facebook O Universo que Aprenderam a Calar Franthesca Kally 20/08/2026 Há uma mente barulhenta, morando atrás dos olhos Um universo em combustão, que ninguém consegue ouvir Mercúrio corre pela língua, com palavras que nunca chegam à boca Quentes demais para serem ditas, rápidas demais para serem contidas Vênus guarda, sob sua beleza, tudo aquilo que aprendeu a esconder O medo, a raiva, o amor que pediu passagem e encontrou portas fechadas A Terra gira, indiferente, carregando no peito Todos os nomes que foram engolidos, todas as frases interrompidas antes do ponto final Marte é o grito Vermelho, ferido, batendo contra as paredes do corpo Querendo incendiar o silêncio, que o ensinaram a chamar de calma Júpiter é o excesso, pensamentos grandes demais, para caberem numa cabeça só Uma tempestade que cresce sem nunca encontrar espaço para cair Saturno, com seus anéis, cerca aquilo que não pode ser dito Dá voltas ao redor da ferida, como se o tempo pudesse transformar silêncio em cicatriz Urano se inclina porque até o universo se cansa de permanecer em pé, quando tudo dentro dele quer desabar Netuno afunda, e lá, no fundo, onde ninguém alcança, moram as palavras que morreram antes de nascer E talvez Plutão, pequeno demais para ser chamado de planeta Mas ainda assim orbitando, seja a parte de mim, que o mundo decidiu não considerar A mente incomoda, não porque é barulhenta, mas porque sua voz é feita de tudo aquilo que foi abafado É a voz dos que engoliram o choro, dos que sorriram quando queriam quebrar Dos que disseram “está tudo bem” com um universo inteiro, implorando por socorro É o grito que vem de dentro e morre atrás dos dentes. É uma galáxia inteira tentando nascer, num lugar onde ensinaram que até as estrelas deveriam aprender a ficar caladas
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@MultiuniversoFK há 3 dias
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Postado na Liga dos Sete - Facebook Algum mundo Franthesca Kally 13/08/2026 Em algum mundo, o nós ainda aconteça, que você ainda me ama Em algum lugar que não existe neste mapa Onde as estrelas talvez estejam mais perto da terra E os oceanos tenham aprendido a guardar segredos, nós ainda estejamos juntos Nesse mundo, o tempo não chegou até nós A primavera não veio para levar embora O que florescia entre a gente O inverno nunca descobriu o caminho da nossa casa As marés não carregam nossas promessas para longe Lá, você ainda me olha, como se ficar fosse a coisa mais natural do mundo E eu ainda acredito Mas existe este mundo também O mundo em que você virou lembrança E eu precisei aprender a existir depois de nós Aqui, as mesmas estrelas continuam no céu Mas parecem pertencer a outra realidade O mesmo vento atravessa as árvores, os rios continuam correndo para o mar As flores continuam nascendo da terra, como se a vida não tivesse nenhuma obrigação De parar quando alguém parte E talvez seja isso que possa doer mais, saber que existem infinitos mundos Onde alguma versão de nós poderia ter dado certo Mas eu fui deixado justamente neste, onde afirmam, que vai passar Como se eu tivesse pedido por isso, como se eu quisesse sair dessa historia Carregando conhecimento em vez de felicidade E então você vai aos poucos se tornando lembrança Mas o meu amor, não vai querer virar passado Com cicatrizes que o tempo ainda toca Com raízes que aprenderam a resistir, com o coração cansado de tempestades
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@MultiuniversoFK há 3 dias
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Postado na Liga dos Sete - Facebook Em construção Franthesca Kally 06/08/2026 Novo mês, novos problemas, novos desafios O céu desperta como uma tela em branco Onde o amanhecer espalha tintas de esperança Cada nuvem é um traço, cada raio de luz, uma nova cor A vida também pinta seus caminhos Às vezes com tons suaves Às vezes com pincéis de tempestade Mas toda pintura ganha beleza, quando não desistimos da próxima pincelada Que este novo mês seja uma obra em construção Onde os desafios virem aprendizado Os problemas moldem a coragem E o céu nos lembre, todos os dias, que sempre existe espaço para uma nova cor
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@MultiuniversoFK há 3 dias
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Postado na Liga dos Sete - Facebook Lá fora A chuva cai lá fora, mas não lava o que ficou No espelho vejo alguém que nem sei quem se tornou Mãos trêmulas procuram outro gole pra esconder O vazio que insiste em nunca me esquecer Bebo pra afogar os sentimentos dentro de mim Bebo tentando aliviar o peso que não tem fim Sobrevivo às madrugadas sem saber pra onde ir Com os olhos marejados, só tentando resistir Bebo pra sorrir, mesmo anestesiada As palavras querem sair, mas morrem na garganta Se quer parar tudo isso, me abrace como a última vez Me faça sentir que ainda existe alguma lucidez A fumaça sobe ao teto e leva o pouco de razão Garrafas vazias fazem companhia ao meu chão Cada gole me promete um instante de paz Mas quando o efeito passa, a dor volta ainda mais Caio num poço fundo sem enxergar a direção Me perco entre o certo e o errado, sem solução Não se pode confiar em sorrisos sem verdade Às vezes eles escondem a pior tempestade Bebo pra afogar os sentimentos dentro de mim Bebo tentando aliviar o peso que não tem fim Se quer parar tudo isso, me abrace outra vez Antes que eu desapareça de uma vez Cometo pecados que talvez me levem ao inferno E ainda assim te quero, mesmo em pleno inverno Você tenta me encontrar no escuro em que vivi Enquanto eu me afogo em tudo aquilo que escondi O espelho já não mostra quem eu costumava ser Só o reflexo de alguém cansado de sofrer As palavras não ditas afundam em outro gole Enquanto a madrugada me engole Brinde ao que ficou perdido no silêncio Brinde ao amor vencido pelo tempo Brinde às garrafas vazias espalhadas pelo chão E a quem ainda acredita que existe salvação.
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@MultiuniversoFK há 3 dias
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Postado na Liga dos Sete - Facebook Entre o céu e a terra Franthesca Kally 23/07/27 Dizem que o destino escreve com tinta feita de estrelas Mas esquece de explicar por que algumas páginas Nascem para jamais serem lidas até o fim Foi então que o céu me apresentou você Como quem aproxima o sol do horizonte, só para lembrar Que nenhum dos dois pode tocar o outro sem incendiar o mundo Em você encontrei as palavras que minha alma falava antes de nascer Era como voltar para casa sem nunca ter conhecido o caminho E, ainda assim, a terra exigia distância Você caminhava entre as estações, eu permanecia preso às raízes que o tempo plantou Enquanto nossos olhos construíam constelações, nossos pés obedeciam ao barro Que ironia cruel, o universo moveu planetas dobrou o vento, alinhou estrelas Que levaram séculos para se encontrar Misturou céu e terra apenas para provar Que existíamos um para o outro E, quando finalmente nossas mãos aprenderam O desenho uma da outra, o destino sorriu Recolheu o milagre e nos devolveu ao silêncio Desde então, toda noite o céu carrega o seu nome, e toda manhã a terra me lembra Que nem tudo o que floresce foi feito para ser colhido Talvez algumas almas não venham para ficar Venham apenas para ensinar que a maior forma de amor é reconhecer o infinito nos poucos instantes Que o destino nos permitiu viver, porque existem pessoas Que o céu nos entrega com a delicadeza de um presente mas a própria eternidade Nos proíbe de chamar de nossas

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