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Hamlet
A tradução de D Luis I

Ser ou não ser, eis o problema. Uma alma valorosa, deve ela suportar os golpes pungentes da fortuna adversa, ou armar-se contra um dilúvio de dores, ou pôr-lhes fim, combatendo-as? Morrer, dormir, mais nada, e dizer que por esse sono pomos termo aos sofrimentos do coração e às mil dores legadas pela natureza à nossa carne mortal; e será esse o resultado que mais devamos ambicionar? Morrer, dormir, dormir, sonhar talvez; terrível perplexidade. Sabemos nós porventura que sonhos teremos, com o sono da morte, depois de expulsarmos de nós uma existência agitada? E não deverei eu refletir? É este pensamento que torna tão longa a vida do infeliz! Quem ousaria suportar os flagelos e ultrajes do mundo, as injúrias do opressor, as afrontas do orgulhoso, as ânsias de um amor desprezado, as lentezas da lei, a insolência dos imperantes, e o desprezo que o ignorante inflige ao mérito paciente, quando basta a ponta de um punhal para alcançar o descanso eterno? Quem se resignaria a suportar gemendo o peso de uma vida importuna, se não fosse o receio de alguma cousa além da morte, esse ignoto país, do qual jamais viajante regressou? Eis o que entibia e perturba a nossa vontade; eis o que nos faz antes suportar as nossas dores presentes do que procurar outros males que não conhecemos. Assim, somos cobardes todos, mas pela consciência; assim a brilhante cor da resolução se transforma pela reflexão em pálida e lívida penumbra, e basta esta consideração para desviar o curso das empresas mais importantes, e fazer-lhes perder até o nome de ação.

Título Original: The Tragedy of Hamlet, Prince of Denmark
Autor: William Shakespeare
Tradução: D. Luís I
Data Original de Publicação: 1599-1602
Capa: Ana Ferreira
Imagem da Capa: Visão de Hamlet, de Pedro Américo
Revisão: Cláudia Amorim e Ricardo Lourenço
ISBN: 978-989-8698-43-8
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O Rei Lear é uma tragédia que mergulha na complexidade das relações humanas e no desmoronamento de um homem diante de suas escolhas e arrependimentos. Ao abdicar do trono e dividir seu reino entre as filhas com base em suas declarações de amor, Lear espera garantir sua glória e conforto na velhice. Porém, a lealdade silenciosa de Cordélia, sua filha mais jovem, é confundida com desrespeito, e ele a deserdada em favor das falas vazias e aduladoras das filhas mais velhas, Goneril e Regan.

À medida que as falsas promessas das herdeiras se transformam em traição, Lear é empurrado para o exílio e a loucura, enfrentando tempestades literais e emocionais que espelham seu colapso interno. Paralelamente, a trama se entrelaça com a jornada de Gloucester, outro pai enganado por seus filhos, criando um reflexo sombrio da decadência e redenção.

Em um cenário de lealdade, ambição e poder, Rei Lear é um estudo atemporal da fragilidade humana, da cegueira do orgulho e da busca pela verdade em meio ao caos. Uma obra que expõe as rachaduras na alma e na sociedade, com uma intensidade que ecoa até hoje.

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Na escuridão das terras da Escócia, onde as brumas encobrem segredos e a ambição cresce como erva daninha, um bravo guerreiro se torna o protagonista de sua própria tragédia. Macbeth, general leal ao rei, vê seu destino transformado ao cruzar com três bruxas que profetizam um futuro glorioso: ele se tornará rei.

Essa promessa, no entanto, é também uma maldição. Inflamado por sua própria cobiça e instigado pela astúcia implacável de Lady Macbeth, sua esposa e cúmplice, ele abandona a honra e se entrega ao assassinato para alcançar o trono. Mas, como um castelo construído sobre areia, seu reinado é assombrado por culpa, paranoia e o eco incessante dos crimes que cometeu.

Enquanto enfrenta inimigos reais e imaginários, Macbeth descobre que o poder conquistado à força é uma coroa de espinhos. À medida que sua sanidade se desfaz e a tragédia o envolve, ele percebe que a verdadeira batalha nunca foi pelo trono, mas contra o abismo que crescia dentro de si.

Uma história sombria de ambição, destino e o preço inevitável da traição, Macbeth é um retrato visceral da queda de um homem que ousou desafiar as forças da moralidade e do próprio universo.
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"Romeu e Julieta" é verdadeiramente uma obra atemporal que aborda temas universais como amor, rivalidade, destino e conflito geracional. Sua história envolvente e apaixonada continua a tocar os corações de gerações de leitores e espectadores ao redor do mundo.

A beleza desta tragédia reside não apenas na maestria da linguagem de Shakespeare, mas também em sua capacidade de capturar a complexidade das emoções humanas. Romeu e Julieta, apesar das circunstâncias adversas e da rivalidade de suas famílias, personificam um amor puro e incondicional que desafia as convenções sociais e o próprio destino.

A trama é rica em reviravoltas, paixão e patos, culminando em uma das conclusões mais desoladoras da literatura. Sua história serve como um aviso sobre as consequências do ódio e da violência, e a importância de seguir o coração apesar da adversidade.

Na vibrante cidade de Verona, duas famílias nobres, os Montecchios e os Capuletos, estão envolvidas em uma rixa ancestral. No entanto, quando Romeu, um jovem Montecchio, e Julieta, uma bela Capuleto, se encontram em um baile, seus destinos se entrelaçam inexoravelmente em uma paixão proibida. No meio de intrigas familiares, duelos mortais e o peso da tradição, o amor de Romeu e Julieta se torna uma faísca que desafia o destino e as convenções sociais. Mas em um mundo marcado pelo ódio e pela violência, será que seu amor sobreviverá? Esta obra-prima de Shakespeare explora as complexidades do amor, da tragédia e do sacrifício com poesia e profundidade emocional sem igual. "Romeu e Julieta" continua a cativar leitores de todas as idades, lembrando-nos do poder eterno do amor mesmo nos tempos mais sombrios. Mergulhe nesta história atemporal que continua a inspirar os corações do mundo.
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