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@ricardoathos há 1 ano
Público
Entre a Corrente e a Chama O capitalismo, figura possessiva e cruel, Com suas garras me prende, infiel. Cobra-me o tempo, a alma e o suor, E me afoga em tarefas, sem dó nem pudor. Seus olhos me vigiam, frios e exigentes, E me cobram perfeição, incessantemente. Com ele, a vida se torna um fardo pesado, E me sinto preso, amarrado e sufocado. Mas eis que surge, no horizonte da semana, A sexta-feira, a amante que me chama. Com seu sorriso de fogo, me desamarra, E me leva para um mundo que me agrada. Seus braços me envolvem, quentes e macios, Me entrego de corpo e alma, sem receios Me afogo em beijos, lascivos e ardentes. Com ela, me sinto livre, leve, solto e contente. A sexta-feira me liberta da prisão, E me leva para um paraíso de paixão. Com ela, a vida se torna uma aventura, E me sinto vivo, intenso e sem censura. Seu toque me acende, me excita, me inflama, E me entrega ao prazer, sem nenhum drama. Com ela, me atiro de corpo, alma e coração, E me afogo em seus desejos, com tesão. Porém, o capitalismo, ciumento e vingativo, Me espera na segunda, com seu ar altivo. E a sexta-feira, amante fugaz, se vai, Deixando-me órfão, com a alma em contradição. Mas a chama da paixão que ela acendeu, Em meu coração, para sempre te chama, E a doce esperança de reencontrá-la, Me mantém forte, até o próximo fim de semana.

Comentários (3)

@CrisRibeiro · há 1 ano
Olhaaaa! 🤩🌹👏
@JuNaiane · há 1 ano
Uau! Amei seu lado escritor ❤️‍🔥
@eliz_leao · há 1 ano
Caraca amigo. Arrasou 🫠
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