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@literunico há 1 ano
Público
Ele surge como um fantasma silencioso, O atraso, o cronômetro que se descompassa. É o ponteiro quebrado, o tempo que espassa, Como sombra que se estende, impiedoso. Ele não pede licença, ele se insinua, Com a pressa de um relógio que se atrasa. Sempre acumulado, voando sem asa Transformando o comum em dura aventura. No mercado do tempo, ele nos enlouquece Cobrando o inalcançável, maior desespero. Somando, tirando o que não acontece Num querer urgente, sem cor ou tempero Ele é um poeta, mas amante ressentido De uma vida vazia por sentimento perdido. Eder B. Jr.

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