avatar
@literunico há 2 anos
Público
Ele surge como um fantasma silencioso, O atraso, o cronômetro que se descompassa. É o ponteiro quebrado, o tempo que espassa, Como sombra que se estende, impiedoso. Ele não pede licença, ele se insinua, Com a pressa de um relógio que se atrasa. Sempre acumulado, voando sem asa Transformando o comum em dura aventura. No mercado do tempo, ele nos enlouquece Cobrando o inalcançável, maior desespero. Somando, tirando o que não acontece Num querer urgente, sem cor ou tempero Ele é um poeta, mas amante ressentido De uma vida vazia por sentimento perdido. Eder B. Jr.
Compartilhar no Litverso

Respostas (0)

Ainda não há respostas
Entre para responder e acompanhar a conversa.

Compartilhar fora

Leve esta publicação pública para outros lugares.

A imagem inclui autoria, endereço e QR code. A incorporação permite ler e interagir; cada ação é confirmada com a conta do Litverso.