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@autorpedrobarretho há 1 ano
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FILOSOFIA DE NOSSA EXISTÊNCIA A minha lembrança mais antiga de infância é uma lembrança triste. Foi o dia que meu amigo faleceu. O Guri estava paralisado, não se mexia e não respirava, não brincava e nunca mais ia brincar comigo. Eu o chamava, o sacudia, ele não reagia, pois já não passavava de um cadáver frio e duro. Eu na minha tenra infância não entendia o que tinha acontecido. Percebi que aquele ser pequeno, meu amigo de primeira infância, não estaria mais entre nós. Entendia naquele instante que aquele gato vira-latas não brincaria mais comigo. Não teria mais as sonecas na tarde junto com ele. Aquele ser de pelagem cinza tigrado não viveria mais entre nós. A partir daquele momento descobri que a vida é efêmera, um piscar de olhos, um suspiro, um momento pequeno e insignificante perante a imensidão do universo. Muitas perdas tive mais tarde durante minha vida: outros animais de estimação, amigos, amores, minha mãe; todos tirados de nossa convivência por aquilo que chamamos de morte. A vida é curta, devemos viver intensamente cada momento, sendo nós humanos ou qualquer outro ser que habita essa nossa morada no qual chamamos de terra. Pedro Barretho

Comentários (1)

@MarU · há 1 ano
Sua crônica, me fez lembrar de uma cena parecida, que experimentei na vida. Devia ter meus 10 anos, o amigo era um vizinho, sempre o via brincando em frente a quitanda dos pais dele. Fui em seu velório, parecia uma realidade surreal. Ele era uns 2/3 anos mais novo que eu. Foi nadar na represa, com os irmãos e a família dele, se afogou.
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