@eliz_leao
há 11 meses
Público
O cego, vive de ilusões
Num castelo cheio de nada,
Onde as paredes flutuam,
Presas ao chão da imaginação.
Imaginação, que idealiza,
Engana e faz doer,
Quando a alma sente,
Que não há nada ali, para ver.
E quando o sol se põe,
Das colinas e montanhas,
Se vê, as consequências
Do baixar a guarda.
Desolado, o visionário, tenso
Caminha por escombros,
Daquilo que ele mesmo construiu,
No vórtice sem sentido da esperança.
Morreu ali, todas as suas ilusões.
A docilidade se findou,
À exaustão, se entrega,
Inapto.
E só espera que a paralisia,
O deixe, para que possa voar,
Por entre as nuvens, de vento,
Que o leve a recomeçar, desta vez,
Em suas próprias bases,
Pois só nessas, ele pode confiar.
Eliz Leão
Comentários (3)
@literunico
· há 11 meses
Espero que a poesia do cego nunca se finde! Que sua visão, mesmo em novas bases, nunca deixe de ser seus desejos.
@CrisRibeiro
· há 11 meses
Lindo e dolorido. 🥲
@JuNaiane
· há 11 meses
Que profundo 💭
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