@calorliterario_
há 5 dias
Público
Não foi nada…
Só senti saudade. E nem é novidade.
Saudade até das brincadeiras que sempre terminavam em risadas, das cosquinhas das quais eu reclamava só para que você não parasse.
Não foi nada.
Só percebi que a ausência tem um talento cruel de transforma gestos simples em lembranças imensas.
É assim que a gente entende, quase sempre tarde demais, que o que parecia rotina era, na verdade, um privilégio de um beijo roubado, um carinho sem motivo, um abraço que fazia o mundo caber ali.
Mas não era nada, não…
É o que eu repito constantemente para convencer o coração.
Enquanto isso, vou fingindo que esqueci, fugindo do que ainda mora em mim.
Chamando de “nada” aquilo que, era tudo
Mas, agora não é nada
Não.
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