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@eduliguori há 11 meses
Público
Queria ser Drummond para saber das palavras, contar nossa história em poesia ou prosa várias ventanias sacudir teus cabelos e refrescar teu sorriso mostrar apego, mas sem correntes só massagem e química de pele e suor um poeta certeiro, doce suave sem enjoo sabor de bebidas e também tabaco traduzir a força do dragão que me carrega pelos céus deste mundão quando a tenho o fogo todo que incendeia a alma, a vila e a vida trazer nos léxicos o conteúdo deste prazer inexplicável do orgasmo que vivemos juntos deleitar o corpo com passagens firmes mãos ágeis e precisas, línguas safadas ah os olhares na penumbra da noite fria que contrastam com a pele quente friccionada sob as tatuagens e os pelos, carne incandescente da conjunção entre o rebelar e o sucumbir talvez me negue as possibilidades de um jornal fuja sim do cotidiano nefasto da era de aquário mas me morda a carne em forma bissexta abra a porta quando a quinzena chegar criemos uma nova ortografia rebelde fora dos padrões precisos da gramática acentuada relação sem nexos ou réguas borboletas em revoada breve no estômago aflito sujeito e predicado em exclamação queria ser Drummond! teu autor dos acasos o caso, teu caso sempre quando for Edu Liguori

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