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@eduliguori há 2 semanas
Público
Confesso o silêncio que rodeia por aqui preço alto dos pecados que cometi som da ausência infinita que machuca, que irrita procuro um par de olhos puros pra banhar de luz e salvar os apuros mas há escuridão sem alvorada dor e perdição sem uma morada tédio, angústia sufocante corpo embrulhado em fita isolante os lírios estão perfumados e brancos inebriam os sentidos aos solavancos soluços, lágrimas, convulsões contorcem os músculos, apressam estações sinto frio, calor, medo, arrepios um longo emaranhado de fios desata, desapega, imploro por uma saída mas nada vejo a não ser tua partida onde estás, por que não vem quem sou se não há mais ninguém grande revolução que revela os perigos palavras, verbos, conjunções e artigos texto que brota fúnebre e caótico percorre os nervos deste poeta sinótico chega, basta, poupe-me e a todos os amantes que só desejam reviver as jovens emoções de antes quero, desejo um pouco de carinho não há mais sentido em estar tão sozinho Edu Liguori

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