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@eliz_leao há 10 meses
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Entre tudo que não vivi, E o tsunami que me alaga, Das vidas em que já fui, Alguém, para pessoas, Que não conheço mais, Há a possibilidade Da distopia. Das pessoas que amei, E das qualidades que eu mesma, Criei para elas. Para desculpar meus medos, De nunca ser amada, Escolhida ou desejada. E mesmo que eu nunca tenha sido A escolha delas, em primeiro lugar, Me senti como se fosse, Pois amei tanto, que transbordei Meus sentimentos, Imputando à elas, algo, Que elas nunca sentiram. E enfim, me livrei, Quando o auto conhecimento, E o reconhecimento de mim mesma E do que eu merecia, se fez presente, Vivo, pulsante, colorido e amante. Eu transbordei, Me alaguei novamente, Desta vez, do tsunami de amor próprio. É libertador se ver no espelho que você mesma idealizou. Defeitos e qualidades, equiparados, Lapidados. A melhor forma de mim, Será sempre o meu futuro, Mas posso aproveitar muito bem, Todo o meu prazer Em ser quem sou. Eliz Leão

Comentários (2)

@literunico · há 10 meses
Eu só posso aplaudir, amar e estar ao lado!
@MarU · há 10 meses
Amiga, você é incrível! Sua autenticidade inspira a nós todas. Um exército de mulheres buscando o auto amor e auto valorização independentes, tudo pq você teve coragem e empatia para praticar a sororidade com nós todas. Eu tenho orgulho de te conhecer, e você sabe disso! Te amo, minha gêmula.
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