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@literunico há 9 meses
Público
#Dia 339 Abrigo Na austeridade do abandono, Ergue-se, silente, o tépido refúgio: Abrigo, onde o exílio se entona E a alma exausta encontra Seu subterfúgio. Não é fortaleza de muro ou aço, Mas auxílio discreto, sombra benfazeja; Baluarte erguido sem estardalhaço, Onde o temor, enfim, se rarefazeja. Recolhe a dor, mas não a interroga, Acolhe o ser sem nada inquirir, Abrigo é a ânfora que se arroga Ao bálsamo casto de ser contido, O dom celeste de jamais partir. Nele repousa o espírito, rendido, Eder B. Jr.

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