@rodrigosantos
há 7 meses
Público
Me deixa te ler devagar, sem pressa,
Folhear teus silêncios, desvendar tua promessa.
Teu corpo é poema que perfuma o ar,
Com ritmo, melodia e cheiro de mar.
Tua pele é página escrita em desejo,
Teus olhos, dois versos que guardam um beijo.
Me empresta tua história sem fim,
Para eu escrever um crossover em mim.
Me deixa te ler no escuro da sala,
Com os dedos nos traços da tua fala.
Te ler com a boca, com o corpo e com a mão,
Ser tinta, ser verbo, ser tua canção.
Te ler no compasso do teu arrepio,
No sopro ofegante, no toque tardio.
Descobrir teus segredos sem censura,
Beber tua alma na minha loucura.
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