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@eliz_leao há 7 meses
Público
Que ninguém leia. Que ninguém leia Todos os meus anseios As páginas proferidas em alto e bom som Os berros trementes que saíram das letras O choro sentido, que às linhas sangrou. Que ninguém veja o meu descontrole, O sentimento tosco que me perspassou. Que ninguém saiba, da boba centelha Que me tornou, justo o que sou. Que a sorte me afague, que ninguém releria Todos os poemas que das letras jorrou Enquanto eu sofria, sorria ou gemia Num canto, ao relento do meu eu, que sobrou. Quisera um dia, queimar essas estrofes, mal lidas E malditos pedaços da minha alma proscrita. Que se queime tudo, ardendo em chumaços As palavras que o tempo, tão duro ensinou. Eliz Leão

Comentários (2)

@CrisRibeiro · há 6 meses
🥺🌹❤️
@MarU · há 7 meses
Amoi.. esse poema está incrível! A ambiguidade do sentimento de esconder e revelar entre as linhas, detalhes tão bonitos, em meio a tantas camadas de tudo. Só você, pra escrever tanto sentimento desse teu jeito tão bonito de ver a vida. Te amo, miga! 🫂❤️🥹 me emocionei, lendo
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