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@literunico há 6 meses
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Ela não tem começo. Ela se faz meio. Ela está além do fim. E enfim... arrebenta. como ar na face, como água na sede, como calor na carne. Seus abismos são meu lar. Se um dia precisaram de escuridão, hoje abrimos os braços e seus olhos fazem voar. E eu te encontro na ribanceira do instante, meu chão, meu espaço, meu universo infinito. Há um rio dentro dela: de relâmpagos, de vozes presas que me atravessam como flechas. E eu? sou sua barca em tormenta, o corpo engolido, o náufrago grato. Na incandescência do que não dói, queima e cicatriza ao mesmo tempo. Marca que não pede fuga, fronteira que me dá raiz. Ela me arrebata, me toma, me explode, me implode. E eu imploro que continue. E tudo me absorve. Chamar isso de amor? Impossível. É mais que nome. É mais que palavra. É fúria divina, incêndio companheiro, presente impossível. No corpo: um terremoto em câmera lenta. Na alma: um cortejo de erupções. No silêncio: a última música antes da próxima. Eu, por escolha, a celebro. Não com flores, mais que clichês... No nosso sangue, no futuro, na eternidade da vida. Pois ela merece a imortalidade da Felicidade.

Comentários (2)

@eliz_leao · há 6 meses
Amo vc 💖 Sem palavras .
@eliz_leao · há 6 meses
Te amo🩷
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