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@CrisRibeiro há 6 meses
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#Desafio 245 A Rosa Esquecida Ninguém me quis. Lábios pálidos demais para o festim dos olhos. Pétalas poucas. Sem a abundância dos buquês de luxo. Mas havia ventre. Seiva ardendo em silêncio. Perfume febril pedindo bocas. Caule latejando: coxa que espera. Cravaram-me na terra, abri-me em espasmos. Raízes-dedos buscando calor. Gozei o escuro. Bebi húmus. Penetrei a sombra. Fome antiga. Flores de vitrine: Belas. Rápidas. Órfãs. Vasos frios sem orgasmo. Sem raiz. Eu, esquecida Aprendi a eternidade na penetração da terra. Não sou ornamento. Sou carne. Úmida. Sou boca. Aberta. Sou rosa. Inteira. Cr💞s Ribeiro

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