@CrisRibeiro
há 3 meses
Público
#Desafio 317
Um dia,
eu fui o incêndio no teu riso,
a hora que te salvava do mundo,
o canto onde tua paz se escondia
com medo de acabar.
Um dia,
teus olhos queimavam quando achavam os meus;
tua pele pedia a minha
como quem precisa de ar;
teu amor, inteiro e cego,
me queria sem sobra.
Um dia,
riscamos o futuro a quatro mãos:
casa, cachorro, bebê…
e ganhamos mais do que coube nos planos,
fomos tão longe
que deixamos o mapa pra trás.
No fim,
perdemos o norte, o rumo, o nome.
E do amor
sobrou só o rito amargo da lágrima,
esse veneno fiel
que insiste em lembrar
o que já não volta.
Cris Ribeiro
Comentários (1)
@tibianchini
· há 3 meses
Que espetáculo! Nostalgia, paixão, tensão, dor, resignação, tudo na dose certa... Nada sobra, nada falta, cada palavra é necessária... Que trabalho fantástico esse seu!
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