Retrato dos Entusiasmados
Poeta, se recusa
a ser pateta
e vê bem mais
que os loucos
de sorriso no rosto
e devaneio certo
ou jeito maluquinho
e cara de bobo
vive e voa em versos
atravessa os mapas
e procura os segredos
de um mundo escondido
- Bruno dos S. Barboza
@brunob612
Bruno Barboza
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#desafiodeescrita @literunico
Os poetas seguem
abrindo os caminhos
seus sussurros ecoam, divinos
apesar de todo o desnecessário barulho
observam, com calma, o sorriso do silêncio
repousando em sinceros devaneios
suportando a solitária arrogância do sol
que insiste em atrapalhar nossa visão
sendo sóis, brilhando em si e para os outros
mesmo para os que não notam esse brilho todo
cegos pelas aparências e pela doença, da falta de imaginação.
Os poetas seguem, alguns até escondidos, em trajes de gari, uniformes de estudante, e a plena vista de todos (que é a melhor forma de se esconder). Os poetas sangram poesia, e desse sangue escorrem verdades - mesmo os maiores fingidores precisam da verdade para conhecer a verossemelhança, para saberem dizer o necessário, o lúdico e o imaginário - por mais que digam que essa gente não faz nada, que sempre vivam na corda bamba entre o desprezo e a idolatria, e por mais que a idolatria só venha aos famosos - nós, poetas seguimos. Antes de todos, nós
Os poetas seguem
abrindo os caminhos
seus sussurros ecoam, divinos
apesar de todo o desnecessário barulho
observam, com calma, o sorriso do silêncio
repousando em sinceros devaneios
suportando a solitária arrogância do sol
que insiste em atrapalhar nossa visão
sendo sóis, brilhando em si e para os outros
mesmo para os que não notam esse brilho todo
cegos pelas aparências e pela doença, da falta de imaginação.
Os poetas seguem, alguns até escondidos, em trajes de gari, uniformes de estudante, e a plena vista de todos (que é a melhor forma de se esconder). Os poetas sangram poesia, e desse sangue escorrem verdades - mesmo os maiores fingidores precisam da verdade para conhecer a verossemelhança, para saberem dizer o necessário, o lúdico e o imaginário - por mais que digam que essa gente não faz nada, que sempre vivam na corda bamba entre o desprezo e a idolatria, e por mais que a idolatria só venha aos famosos - nós, poetas seguimos. Antes de todos, nós
Lampejo
Se a Arte é igual a nada
desejo que tudo se acabe
em versos
de Quintana, Clarice, Medalha...
enquanto os espinhos
de quem condenou Noel Rosa
sangram os julgadores
e eu rio, finalmente em paz
- Bruno dos S. Barboza
Se a Arte é igual a nada
desejo que tudo se acabe
em versos
de Quintana, Clarice, Medalha...
enquanto os espinhos
de quem condenou Noel Rosa
sangram os julgadores
e eu rio, finalmente em paz
- Bruno dos S. Barboza
Hodiernamente
O quase silêncio
rabisca sorrisos
na boca dos calmos
a coruja brilhante
espia da prateleira
enquanto se escuta
um CD antigo
as luzes da rua
seguem no horizonte
dos que se distraem
- Bruno dos S. Barboza
O quase silêncio
rabisca sorrisos
na boca dos calmos
a coruja brilhante
espia da prateleira
enquanto se escuta
um CD antigo
as luzes da rua
seguem no horizonte
dos que se distraem
- Bruno dos S. Barboza
Procrastinação
Versado em inícios
porque os fins assustam
- não mais que os meios,
não é? -
pela metade, as coisas
seguem quase vivas
rindo de ti pela janela
de vidro, semiaberta
as goteiras fazem
respingar silêncios...
- Bruno dos S. Barboza
Versado em inícios
porque os fins assustam
- não mais que os meios,
não é? -
pela metade, as coisas
seguem quase vivas
rindo de ti pela janela
de vidro, semiaberta
as goteiras fazem
respingar silêncios...
- Bruno dos S. Barboza
Esfinge
Ave humana
lampejo vivo
o poeta
verso puro
espelho
incompreensível
raro, nunca rarefeito
poema
- Bruno dos S. Barboza
Ave humana
lampejo vivo
o poeta
verso puro
espelho
incompreensível
raro, nunca rarefeito
poema
- Bruno dos S. Barboza
Unificação
Ora, quão raros
os que presenciaram
um amor duradouro
sorria
se todo verso ecoa
seus louros
e reluz sua virtude
se mesmo no silêncio
você sabe o apreço
e o valor
desse pequeno infinito
- Bruno dos S. Barboza
Ora, quão raros
os que presenciaram
um amor duradouro
sorria
se todo verso ecoa
seus louros
e reluz sua virtude
se mesmo no silêncio
você sabe o apreço
e o valor
desse pequeno infinito
- Bruno dos S. Barboza
Evoé
Desfiro frases
com calma
quando
a poesia pulsa
em meu peito
voe, verso
ecoe no vazio
e no caos
das mentes
- Bruno dos S. Barboza
Desfiro frases
com calma
quando
a poesia pulsa
em meu peito
voe, verso
ecoe no vazio
e no caos
das mentes
- Bruno dos S. Barboza
Laço
Fabrico versos,
palavras de ouro
em tempo presente
no princípio, era o Verbo
e com um verbo
comecei esse poema
simples, o poema
vivo, descansa
em uma manjedoura
- Bruno dos S. Barboza
Fabrico versos,
palavras de ouro
em tempo presente
no princípio, era o Verbo
e com um verbo
comecei esse poema
simples, o poema
vivo, descansa
em uma manjedoura
- Bruno dos S. Barboza
M. S. (In Memoriam)
Como versos escritos
em letra de estudante
desponta a saudade
os gráficos são incapazes
de dizer quantos de nós
choraram hoje
termino de madrugada
lembrando do sorriso
e do esforço
- Bruno dos S. Barboza
Como versos escritos
em letra de estudante
desponta a saudade
os gráficos são incapazes
de dizer quantos de nós
choraram hoje
termino de madrugada
lembrando do sorriso
e do esforço
- Bruno dos S. Barboza