Chiaroscuro
Até meu silêncio
é verso,
escrito em pedra
como mandamento
poetas suspiram
na voz interna
vislumbrando a volta
ao purgatório
olhares voam ao longe
e as folhas permanecem
em branco
- Bruno dos S. Barboza
@brunob612
Bruno Barboza
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Castanho
O sal percorre a pele
ambas joias desgastadas
pela vida
na calmaria constante
dos gritos que se ouvem
tenta manter sua sonoridade
mesmo com o peso
de ser feito de ouro
e mesmo se sentindo tolo
gostaria de ser puro verso
mais palavra do que corpo,
mais vida do que solstício
- Bruno dos S. Barboza
O sal percorre a pele
ambas joias desgastadas
pela vida
na calmaria constante
dos gritos que se ouvem
tenta manter sua sonoridade
mesmo com o peso
de ser feito de ouro
e mesmo se sentindo tolo
gostaria de ser puro verso
mais palavra do que corpo,
mais vida do que solstício
- Bruno dos S. Barboza
Benzeno
E, se nada der certo
eu continuo na mesma
questionando se existe
vida além dos versos
gosto amargo
de um metal tão leve
que as nuvens
deixam de trovejar
gotas caem do céu
como pedra
se unindo
as que escorrem
da vista
E o poema se repete...
- Bruno dos S. Barboza
E, se nada der certo
eu continuo na mesma
questionando se existe
vida além dos versos
gosto amargo
de um metal tão leve
que as nuvens
deixam de trovejar
gotas caem do céu
como pedra
se unindo
as que escorrem
da vista
E o poema se repete...
- Bruno dos S. Barboza
Sombra
As vezes,
o que brilha
pode ser vidro
dura tanto quanto
o silêncio
de uma criança
e passa
como o vento
calmo
- Bruno dos S. Barboza
As vezes,
o que brilha
pode ser vidro
dura tanto quanto
o silêncio
de uma criança
e passa
como o vento
calmo
- Bruno dos S. Barboza
Fotofobia
Nada do que tenho
é meu de fato
a luz cega o poeta
que já não é
senão artefato,
desprezado
sem lucro
e aberto
como uma ferida
da qual todos
insistem em tirar
a casca antes do tempo
- Bruno dos S. Barboza
Nada do que tenho
é meu de fato
a luz cega o poeta
que já não é
senão artefato,
desprezado
sem lucro
e aberto
como uma ferida
da qual todos
insistem em tirar
a casca antes do tempo
- Bruno dos S. Barboza
Catástrofe
Selaram um gênio
na mente do poeta
para impedí-lo
de realizar desejos
ledo engano,
porque os versos,
poderosos,
acalmam desatinos
embora o poeta sinta
que também
está preso
- Bruno dos S. Barboza
Selaram um gênio
na mente do poeta
para impedí-lo
de realizar desejos
ledo engano,
porque os versos,
poderosos,
acalmam desatinos
embora o poeta sinta
que também
está preso
- Bruno dos S. Barboza
Blasé
Os filhos do barulho
se entediam
com o futuro
mesmo com
todo o caos
que os agrada
pois não há mais
a garantia
de nada
- Bruno dos S. Barboza
Os filhos do barulho
se entediam
com o futuro
mesmo com
todo o caos
que os agrada
pois não há mais
a garantia
de nada
- Bruno dos S. Barboza
#.epub
Protótipo de um livro que venho planejando a algum tempo (ainda farei mais lançamentos em epub por aqui, esse é só um teste)
Protótipo de um livro que venho planejando a algum tempo (ainda farei mais lançamentos em epub por aqui, esse é só um teste)
Tsunami em Xícara
Brilha como porcelana
o sangue de um poeta
que atravessa no escuro
um deserto de verdades
tem timbre de grito
seu calmo riso
e se vê distorcido
quando volta a si
esse é só mais um
personagem
interpretado de todos
os jeitos impossíveis
- Bruno dos S. Barboza
Brilha como porcelana
o sangue de um poeta
que atravessa no escuro
um deserto de verdades
tem timbre de grito
seu calmo riso
e se vê distorcido
quando volta a si
esse é só mais um
personagem
interpretado de todos
os jeitos impossíveis
- Bruno dos S. Barboza
Repetitivo
O uivo salgado
das vozes
que a acordavam
se sobressaía
aos pensamentos
naquela madrugada
o mesmo som incessante
ritmado
motivado a vitimar-lhe
o raciocínio
por não pedir ajuda,
achando que incomodava,
o uivo a consumiu
- Bruno dos S. Barboza
O uivo salgado
das vozes
que a acordavam
se sobressaía
aos pensamentos
naquela madrugada
o mesmo som incessante
ritmado
motivado a vitimar-lhe
o raciocínio
por não pedir ajuda,
achando que incomodava,
o uivo a consumiu
- Bruno dos S. Barboza