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#desafio 365 dias

Dia 01 - 1 - Qual seu livro preferido dentre todos (sem ser seu)?

É uma pergunta deveras complexa, muitos são os livros que me mudaram e me tornaram em poeta. Vou de Capitães da Areia, do grandioso Jorge Amado, um livro que reflete as infinitas nuances da sociedade não só baiana, como brasileira como um todo. Um grupo de garotos, moradores de um trapiche abandonado, que cometem crimes para sobreviver sempre correndo o risco de parar no reformatório (o que efetivamente ocorre numa parte da história). Jorge Amado revela uma verdade nua e crua, nos choca e nos cativa com esses garotos
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O #desafio do Literunico me sugere hoje que:
3 - Conte para nós sobre um livro que você já leu mais de uma vez ou especificamente o livro que você já leu mais vezes. O que te motivou?

As Aventuras de Tom Sawyer é um livro que encantou o jovem Bruno de 13 anos. A inteligência teimosa de Tom, o preconceito sofrido por Huck e toda a construção de cenário da cidadezinha onde a história se passa, foram sempre mote das reflexões solitárias que um dia me tornaram poeta. Samuel Clemens segue sendo um autor lendário (e seu pseudônimo, tão lendário quanto) ainda nos dias de hoje, e já me aventurei por outras intrigantes obras de sua autoria
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#desafiodeescrita @literunico

Os poetas seguem
abrindo os caminhos
seus sussurros ecoam, divinos
apesar de todo o desnecessário barulho
observam, com calma, o sorriso do silêncio
repousando em sinceros devaneios
suportando a solitária arrogância do sol
que insiste em atrapalhar nossa visão
sendo sóis, brilhando em si e para os outros
mesmo para os que não notam esse brilho todo
cegos pelas aparências e pela doença, da falta de imaginação.
Os poetas seguem, alguns até escondidos, em trajes de gari, uniformes de estudante, e a plena vista de todos (que é a melhor forma de se esconder). Os poetas sangram poesia, e desse sangue escorrem verdades - mesmo os maiores fingidores precisam da verdade para conhecer a verossemelhança, para saberem dizer o necessário, o lúdico e o imaginário - por mais que digam que essa gente não faz nada, que sempre vivam na corda bamba entre o desprezo e a idolatria, e por mais que a idolatria só venha aos famosos - nós, poetas seguimos. Antes de todos, nós