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@sylvviarubra

Sylvvia Rubraurora
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@sylvviarubra
há 11 meses
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#desafio 365 dias

Dia 61 - Fale sobre um livro religioso ou que trate de religiosidade.

Resenha do livro "Escolhas", da escritora Dado Matins (insta: @martins.dado).

Comecei o livro sem ter muita ideia do que viria a ser um Romance Cristão, mas fui surpreendida com uma escrita leve (apesar de tratar de assuntos pesados), uma história envolvente (apesar de eu não ser uma pessoa religiosa) e com um posicionamento muito correto e corajoso da autora, diante de temas que muitas vezes são calados nas Igrejas (a despeito da denominação).

Luana, a protagonista inicial, passa por violência doméstica - André, o mocinho para se apaixonar, é um fervoroso crente e viúvo. A vida de ambos se ligam pelo acidente que levou a esposa de André. De início, a narrativa é contada pelo ponto de vista de ambos.

No decorrer da narrativa, vamos conhecendo outros personagens, como Ester e Tiago. Ela passou por abusos na infância e acreditava que nunca se abriria para o amor. Mas Deus tinha seus propósitos e bastava que ela lhe permitisse agir.

Como nem tudo são flores, alguns capítulos são contados por Pastor Jonas e estes em específico embrulharam meu estômago. Sim, o vilão da narrativa é um pastor que usa de sua posição de prestígio para encobrir seus crimes.

O curioso é que a história possui dois finais. Eu li ambos, porque sou curiosa! Gostei bastante dessa escolha narrativa, porém eu queria um terceiro final, autora!!!!

Sugiro esta leitura para quem gosta de romance que não explorem a sexualidade, para quem deseja uma palavra de esperança religiosa e para quem for curioso como eu e nunca nega a leitura de algo novo!
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@sylvviarubra
há 11 meses
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#desafio 365 dias

Dia 60 - Paródia

Eu escrevi um poema (Intertexto) fazendo uma paródia do poema "Adeus! Eu voltarei ao sol da primavera", de Ascenso Ferreira. Fiquem com ambos!

INTERTEXTO (Sylvvia R.)

Por três vezes, as andorinhas
revoaram...
Por três vezes, as folhas
se renovaram...
E, por te esperar ao sol da primavera,
tostei.

--------------------------------------------------------------------
Agora o original:

Adeus! Eu voltarei ao sol da Primavera!
(Ascenso Ferreira - 1895/1965)

“Adeus! Eu voltarei ao sol da Primavera!”
E a tua boca em flor à minha boca unindo
Murmuraste baixinho: “O amor que em nós impera
Nos permite encarar esta ausência sorrindo...”

“Adeus. Eu voltarei logo que seja findo
O Inverno... Ficará meu coração! Espera...”
E estendendo-me a mão formosa em gesto Lindo:
“Adeus! Eu voltarei ao sol da Primavera!”

Três vezes pelo azul as andorinhas voaram!
Três vezes do arvoredo as folha renovaram
Como nos corações se renova a quimera...

E, embora não cumprida a jura que fizeste,
Inda escuto no ouvido a frase que disseste:
“Adeus! Eu voltarei ao sol da Primavera!”
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@sylvviarubra
há 11 meses
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#desafio 365 dias

Dia 59 - Nada mudou, Sylvia.

Ele me diz que lhe causo enxaqueca.

A minissaia vende minha coxa e sou consumo. Ou acham que sou. Repouso o copo entre minhas pernas e todos olham. Isso é Hollywood ou não é? Você não queria que fosse?

Mas ele diz que lhe causo náuseas.

E ela? Ela diz que quer ter carro e casa com vista para um iate. Eu pergunto com que bunda e ela me olha mortificada. Oi? Ela pensa que trabalhar oito horas diárias fora e mais as dezesseis restantes em casa não é ser fodida. Ela questiona como eu sou quem sou. Ela queria que eu fosse quem ela achava que eu deveria ser. Fo-di-da.

E o que penso é: sou a agonia dele?

Olha, a “menina dez” é porra-louca. Fez tattoo e se pintou. A menina dez não raspa o sovaco e você ri dela. Mas, para ela você, nem existe. Que diferença faz?

Ele vai falar comigo mais uma vez?

Eu piso na lama e meu coturno não encharca. A menina dez dança descalça na chuva e nem vai pegar resfriado. A burra-dou-a-bunda-oito-horas-pra-empresa chora pelo seu salto alto arruinado e as unhas, cujas cutículas ela arrancou, vão apodrecer.
Enxaqueca é a puta que pariu.

Pego o copo e cruzo as pernas. Todos olham de novo. Porra de Hollywood: isso é real, sem maquiagens.

Ela passou o fim de semana num cruzeiro. Voltou queimada e ardida. Mas de bunda descansada pra recomeçar.

A “menina dez” tirou zero. Ninguém entendeu o porquê. Mas ninguém se importou.

E ele continua lá, sol. E eu, inseto. Chego mais perto, e ele agora apenas lâmpada.

Mas morro do mesmo jeito.
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@sylvviarubra
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@sylvviarubra
há 11 meses
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#desafio 365 dias

Dia 58 - Um sonho de corvos

Me mexo avulsa enquanto sinto a asa quebrar.

Um tom negro se pinta no céu, eu digo e ele olha para, sem confirmar o quê. É uma asa, prossigo, uma asa quebrada. De pombo? Quer saber sobre. Não, de corvo. E olho decidida para seus olhos e ele entende como.

Paraliso, observando meus reflexos no chão.

Não sei, tento quebrar o silêncio. Acho que está caindo. O quê? O corvo… se a asa quebrou… Parece não mais preocupar-se com e fala alguma coisa boba. Você não vê? Insisto em e ele nega rapidamente, passando a mãos no cabelo, o que sempre faz quando está com.

Fecho os olhos e sinto o solo aproximar-se, lépido.

Agora o vermelho pinta o chão, eu sinto, mas não comento. Fecho os olhos e vejo. Você apenas sonha com, ele sentencia, mudo, mas eu posso ouvir. São eles que sonham conosco, deixei-me dizer por último, antes de.
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@sylvviarubra
há 11 meses
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#desafio 365 dias

Dia 57

havia sim teu rosto em minha gaveta: último papel impresso de uma pilha de papeis impressos – guardados para que ocasião? ele restava ali e poeira alguma havia desgastado a suavidade dos pelos que o moldavam. e reencontrá-lo é sempre como a vez primeira que o encontrei: um susto pequeno que a possibilidade sempre causa. essa náusea. esse tremor discreto e sem antecedente. é sempre novo. me é sempre por inteiro.

reencontro teu rosto em meio a post-its, bics que não riscam e corretivos que secaram. vai ver que é isto: teu rosto foi eternizado numa daquelas tarefas mimeografas que trouxemos para casa. e erramos. e se passarmos a borracha, mancha; e se tentarmos com mais força, rasga. e se passarmos o erroex já era: restará um grude criando relevos ainda mais quasímodos.
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há 11 meses
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#desafio 365 dias

Dia 56 - Conte sobre um livro que tenha uma frase de efeito ou famosa, cite a frase.

Quantas pessoas devem conhecer a frase "Tudo vale a pena, se a alma não é pequena" sem saber, no entanto, que se trata de um verso do poema Mar Portuguez, um dos poemas mais conhecidos de Fernando Pessoa? Eu já conheci muitas!

O poema, primeiro lançado na revista Continental em 1922, tornou-se um dos poemas mais icônicos do livro "Mensagem" , publicado em 1934. Fiquem com o poema:

Mar Portuguez

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
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@sylvviarubra
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@sylvviarubra
há 11 meses
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#desafio 365 dias
Dia 55 - Poemas de outrora

Pensamentos (1997)

Se o pensamento voa
estou voando sobre um rio
onde as águas espelham teu rosto
e teus olhos são as pedras mais raras
que ele possui.

Se o pensamento voa
estou voando sobre um rio
que se encontra onde nunca se chega
pois é guiado pela saudade do que nunca
me deixaste viver.
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@sylvviarubra
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há 11 meses
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#desafio 365 dias
Dia 54 - Conte sobre um livro que você sempre cita.

Eu podia citar aqui vários livros, mas vamos falar de um livro de uma autora nacional, @cadantasautora !

Ele se tornou um livro muito citado por mim quando falo sobre autoras que vou conhecendo. Por quê? Ora, porque é um livro visceral, Pulp, mas também que crimes não são romantizados, como em muitos livros que vemos por aí.

A autora criou um casal com uma química inegável, cada um com uma bagagem emocional carregada e que tentam sobreviver na cidade de Desejo. Costumo dizer que Desejo é uma cidade onde o crime compensa e os protagonistas vão, da maneira que sabem, lidar e vencer a isto.
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@sylvviarubra
há 11 meses
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#desafio 365 dias
Dia 53 - Poemas de outrora

Mãos de sonhos
de arado
que arranham e adubam
e afundam nostalgias
em águas claras e mornas
de gosto pêssego
que não passa cedo
que fica
que finca
e só finda
quando de novo arranhas
e entranhas
tuas unhas
e tu ficas
e te fincas
e findas
para renascer em mim.
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há 1 ano
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#desafio 365 dias
Dia 52 - Fale sobre um livro de Sonetos

Em 1959, Pablo Neruda publicava seu livro “Cem Sonetos de Amor” (Cien sonetos de amor), talvez sua obra mais conhecida. Como o título diz, se trata de 100 sonetos que declaram um amor intenso por sua esposa Maltide Urrutia.

O livro é dividido em quatro partes ("Manhã" (Mañana), "Meio-dia" (Mediodía), "Tarde" (Tarde) e "Noite" (Noche) e os sonetos unem uma linguagem simples a uma mensagem emotiva, com ricas construções de metáforas.

O amor é mostrado tanto de uma maneira sensual quanto espiritual, indo além da idealização romântica, tocando também na imperfeição e na realidade do amor cotidiano.

"Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio
ou flecha de cravos que propagam o fogo:
te amo como se amam certas coisas escuras,
secretamente, entre a sombra e a alma."
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