Enquanto aguardamos ansiosamente o lançamento de As Faces da Fúria – o aguardado quarto e último livro da Série De Presa a Deusa – tenho uma surpresa especial para vocês!
Apresentamos os capítulos de degustação! Prepare-se para conhecer Pedro Dio Silva, o novo personagem que promete trazer o CAOS à trama e deixar todo mundo falando!
Nestes 3 capítulos, você também vai explorar mais sobre Leila, a personagem que é amiga de Cláudia Toledo, que você conheceu em Sem Fôlego.
Se você é nova por aqui, está na hora de mergulhar neste universo literário apaixonante. Os livros da série De Presa a Deusa – Sem Fôlego, Loucuras de um Luto, e Bárbara e Cléber – estão disponíveis na Amazon e no Kindle Unlimited. Não perca essa chance de descobrir por que essa série conquistou ainda poucos, mas fiéis corações! ❤️
Atenciosamente, Sylvvia Rubraurora.
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#desafio 365dias
3 - Conte para nós sobre um livro que você já leu mais de uma vez ou especificamente o livro que você já leu mais vezes. O que te motivou?
Existe um desespero em viver. Para alguns, é impossível fugir e, na minha concepção, estes se tornaram os melhores poetas que li.
“poesia é kamikase
você me quer suspensa no alto de uma miragem
e eu vou desmoronar” (Lucila Nogueira)
“Desespero Blue” é um livro de poesias da maravilhosa e inesquecível Lucila Nogueira (que infelizmente nos deixou em 2016). Já li e reli incontáveis vezes: em algumas, o livro por completo; noutras, um poema em específico, chamado “Sentimento Súbito”. Curioso que outros livros da poeta que eu li privilegiavam a forma, rima e métrica. Porém, em Desespero Blue — como não poderia deixar de ser —, a poetisa se joga no deleite de versos aos quais chamamos de “livres”, mas que, bem sabemos, estão longe de sê-los.
Vou deixar, para vocês conhecerem, um trechinho do poema que mais li em minha vida. Sentimento Súbito:
[...]
a água que lavou as letras da biblioteca
é um sinal de que o amor e a palavra exigem renovação
que tanto estudo não resolve o desamparo
e que continua desabitada a casa que sou
finjo-me autobiográfica e renasço como personagem
espasmo de eletrochoque eu sirvo o meu senhor
ducha de eletricidade eu sirvo o meu senhor
e basta o seu tom de voz ser um pouco menos terno
que eu já sinto dor
[...]
você não entendeu nada
você não percebeu que eu sou um fósforo apagado
esquecido na fuligem com memória do passado
que a vida cai pesadamente em meu cabelo azulado
e para a tela grande perder o colorido basta uma pilha se gastar
[...]
porque você nada sabe da insônia
e existe uma parte de mim onde ninguém chegou ainda
e o desespero sempre faz com que a gente precise acreditar em tudo
estou ficando cada vez mais com medo desse sentimento súbito.
(Eterna) Lucila Nogueira
3 - Conte para nós sobre um livro que você já leu mais de uma vez ou especificamente o livro que você já leu mais vezes. O que te motivou?
Existe um desespero em viver. Para alguns, é impossível fugir e, na minha concepção, estes se tornaram os melhores poetas que li.
“poesia é kamikase
você me quer suspensa no alto de uma miragem
e eu vou desmoronar” (Lucila Nogueira)
“Desespero Blue” é um livro de poesias da maravilhosa e inesquecível Lucila Nogueira (que infelizmente nos deixou em 2016). Já li e reli incontáveis vezes: em algumas, o livro por completo; noutras, um poema em específico, chamado “Sentimento Súbito”. Curioso que outros livros da poeta que eu li privilegiavam a forma, rima e métrica. Porém, em Desespero Blue — como não poderia deixar de ser —, a poetisa se joga no deleite de versos aos quais chamamos de “livres”, mas que, bem sabemos, estão longe de sê-los.
Vou deixar, para vocês conhecerem, um trechinho do poema que mais li em minha vida. Sentimento Súbito:
[...]
a água que lavou as letras da biblioteca
é um sinal de que o amor e a palavra exigem renovação
que tanto estudo não resolve o desamparo
e que continua desabitada a casa que sou
finjo-me autobiográfica e renasço como personagem
espasmo de eletrochoque eu sirvo o meu senhor
ducha de eletricidade eu sirvo o meu senhor
e basta o seu tom de voz ser um pouco menos terno
que eu já sinto dor
[...]
você não entendeu nada
você não percebeu que eu sou um fósforo apagado
esquecido na fuligem com memória do passado
que a vida cai pesadamente em meu cabelo azulado
e para a tela grande perder o colorido basta uma pilha se gastar
[...]
porque você nada sabe da insônia
e existe uma parte de mim onde ninguém chegou ainda
e o desespero sempre faz com que a gente precise acreditar em tudo
estou ficando cada vez mais com medo desse sentimento súbito.
(Eterna) Lucila Nogueira
#desafio 365 dias
Dia 02 - Qual livro que mais odiou?
Teve relação com algum momento que viveu?
Estou sentindo que serei cancelada... E, antes de qualquer outra coisa, digo que amo os poemas eróticos de Hilda Hilst, mas eu odiei ler “O Caderno Rosa de Lori Lamby”.
Eu sempre dou 15 páginas para o livro me prender, por isso minha lista de livros inacabados é enorme. Porém precisei ler alguns por completo para a faculdade e este livro específico da Hilda Hilst foi um destes.
O livro é um diário de uma menina de 8 anos que é levada a prostituir-se para “ajudar” o pai, um escritor falido que deseja usar as experiências dela para vender seus livros. Algumas pessoas chamam de “arrebatador”, outros de “soco no estômago”; há quem diga que é uma crítica ferrenha e bem-humorada ao mercado editorial.
Eu? Bem, eu odiei cada página desse livro, apesar de não ter nada a ver com o “momento” em que eu li. Acho que os temas da p3d0f1l1a e da pr0st1tuição infantil exigem um respeito pelas vítimas que a autora joga no lixo, por meio de uma escrita ácida e obscena.
Dia 02 - Qual livro que mais odiou?
Teve relação com algum momento que viveu?
Estou sentindo que serei cancelada... E, antes de qualquer outra coisa, digo que amo os poemas eróticos de Hilda Hilst, mas eu odiei ler “O Caderno Rosa de Lori Lamby”.
Eu sempre dou 15 páginas para o livro me prender, por isso minha lista de livros inacabados é enorme. Porém precisei ler alguns por completo para a faculdade e este livro específico da Hilda Hilst foi um destes.
O livro é um diário de uma menina de 8 anos que é levada a prostituir-se para “ajudar” o pai, um escritor falido que deseja usar as experiências dela para vender seus livros. Algumas pessoas chamam de “arrebatador”, outros de “soco no estômago”; há quem diga que é uma crítica ferrenha e bem-humorada ao mercado editorial.
Eu? Bem, eu odiei cada página desse livro, apesar de não ter nada a ver com o “momento” em que eu li. Acho que os temas da p3d0f1l1a e da pr0st1tuição infantil exigem um respeito pelas vítimas que a autora joga no lixo, por meio de uma escrita ácida e obscena.
#desafio 365 dias
Dia 01 - 1 - Qual seu livro preferido dentre todos (sem ser seu)?
Para mim, a palavra é o barro no qual o escritor cria sua obra de arte. Sendo assim, meus livros preferidos acabam sendo de prosa poética ou de poemas. Gosto de ler e sentir um verso irretocável. Dessa forma, meu livro favorito não poderia ser outro além das Elegias de Duíno, de Rilke.
São dez elegias que tratam temas da existência humana, como a mortalidade, a beleza, a angústia ante ao desconhecido. Pensar que Rilke passou dez anos (de 1912 a 1922) trabalhando nessa obra me diz o quanto eu ainda preciso aprender a lidar com a linguagem como escritora.
A imagem poética do anjo como um ser terrivelmente belo e poderoso em contraste com a fragilidade humana ante a morte é um convite para pensarmos sobre nossa efêmera existência.
Sylvvia Rubraurora
Dia 01 - 1 - Qual seu livro preferido dentre todos (sem ser seu)?
Para mim, a palavra é o barro no qual o escritor cria sua obra de arte. Sendo assim, meus livros preferidos acabam sendo de prosa poética ou de poemas. Gosto de ler e sentir um verso irretocável. Dessa forma, meu livro favorito não poderia ser outro além das Elegias de Duíno, de Rilke.
São dez elegias que tratam temas da existência humana, como a mortalidade, a beleza, a angústia ante ao desconhecido. Pensar que Rilke passou dez anos (de 1912 a 1922) trabalhando nessa obra me diz o quanto eu ainda preciso aprender a lidar com a linguagem como escritora.
A imagem poética do anjo como um ser terrivelmente belo e poderoso em contraste com a fragilidade humana ante a morte é um convite para pensarmos sobre nossa efêmera existência.
Sylvvia Rubraurora
Bárbara & Cléber
Tem uma música de Fábio Jr. (sim, fui longe, lá nos anos 90) que fala “Estou tentando resolver este problema/ onde uma cena cresce mais que seu autor” — pois bem, é a melhor forma de explicar o que aconteceu com o personagem Cléber.
Eu tinha a ideia de a série De Presa a Deusa ser uma trilogia, então desde o início existia uma Bárbara em minha cabeça. Só que no livro 2 ¬— Loucuras de um Luto — surgiu este Agente da Polícia Federal, Cléber Portela e ele, depois da participação especial, começou a crescer dentro de mim de uma forma que me senti compelida a escrever um romance em que ele fosse o protagonista.
E assim nasceu “Bárbara & Cléber”, que se passa dez anos antes da história de Sem Fôlego, com o foco no relacionamento dos protagonistas. Vamos conhecer como ambos se encontraram quando Bárbara tinha apenas 8 anos e foi resgatada por Cléber, em uma operação contra o tráfico humano. Onze anos depois desse resgate, Bárbara é — contra a vontade! — uma agente secreta, que trabalha para uma instituição que combate o crime organizado. E ela recebe uma última missão: infiltrar-se na casa de um agente federal, passando-se por diarista.
É um livro com cenas de ação, mentiras e segredos. É um livro com Age Gap nada convencional e que foi assunto em sessões de terapia dos personagens. O romance é slow burn, porque a história de Bárbara pedia, seria insensível com ela se eu apressasse o romance. É um livro que toca no tema abuso infantil, mas que eu tive todo o cuidado de não ferir (muito) o leitor.
Toda a série está disponível na Amazon e na Uiclap.
Tem uma música de Fábio Jr. (sim, fui longe, lá nos anos 90) que fala “Estou tentando resolver este problema/ onde uma cena cresce mais que seu autor” — pois bem, é a melhor forma de explicar o que aconteceu com o personagem Cléber.
Eu tinha a ideia de a série De Presa a Deusa ser uma trilogia, então desde o início existia uma Bárbara em minha cabeça. Só que no livro 2 ¬— Loucuras de um Luto — surgiu este Agente da Polícia Federal, Cléber Portela e ele, depois da participação especial, começou a crescer dentro de mim de uma forma que me senti compelida a escrever um romance em que ele fosse o protagonista.
E assim nasceu “Bárbara & Cléber”, que se passa dez anos antes da história de Sem Fôlego, com o foco no relacionamento dos protagonistas. Vamos conhecer como ambos se encontraram quando Bárbara tinha apenas 8 anos e foi resgatada por Cléber, em uma operação contra o tráfico humano. Onze anos depois desse resgate, Bárbara é — contra a vontade! — uma agente secreta, que trabalha para uma instituição que combate o crime organizado. E ela recebe uma última missão: infiltrar-se na casa de um agente federal, passando-se por diarista.
É um livro com cenas de ação, mentiras e segredos. É um livro com Age Gap nada convencional e que foi assunto em sessões de terapia dos personagens. O romance é slow burn, porque a história de Bárbara pedia, seria insensível com ela se eu apressasse o romance. É um livro que toca no tema abuso infantil, mas que eu tive todo o cuidado de não ferir (muito) o leitor.
Toda a série está disponível na Amazon e na Uiclap.
Loucuras de um Luto
Escrever o segundo livro da série De Presa a Deusa foi um desafio. Eu me perguntava: “Como vou escrever algo que seja novidade, mas, ao mesmo tempo, que pareça a continuação do livro anterior?” A resposta foi o desenvolvimento de “Loucuras de um Luto”.
No livro anterior, “Sem Fôlego”, ficamos sabendo que Cláudia Toledo trabalhava numa empresa de softwares. Então, como era essa empresa? E como a empresa recebeu as notícias dos acontecimentos que envolveram a protagonista do primeiro livro?
Nasceu, assim, a narradora e protagonista Milena Souza, nossa segunda deusa. Uma mulher que poderia ser uma “mocinha clichê”, mas que, na verdade, foge do convencional. É ela quem vai abrir as portas da empresa e contar tudo que sabe a Cléber Portela — um agente da Polícia Federal, muito interessado em saber mais da história de Cláudia Toledo.
A narração se dá através de um depoimento, pois Milena é a única suspeita de um assassinato. Ela não vai poupar detalhes tanto sobre o dia a dia na empresa, quanto sobre seu relacionamento com Ighor Monteiro, vice-presidente da empresa SoftAmerican Solutions. E é por meio do relacionamento dos dois que o romance traz práticas BDSM, sem, no entanto, apelar para um relacionamento tóxico.
A história se passa durante a pandemia de COVID, logo esta se tornou um tema sensível que pode trazer gatilhos aos leitores.
Escrever o segundo livro da série De Presa a Deusa foi um desafio. Eu me perguntava: “Como vou escrever algo que seja novidade, mas, ao mesmo tempo, que pareça a continuação do livro anterior?” A resposta foi o desenvolvimento de “Loucuras de um Luto”.
No livro anterior, “Sem Fôlego”, ficamos sabendo que Cláudia Toledo trabalhava numa empresa de softwares. Então, como era essa empresa? E como a empresa recebeu as notícias dos acontecimentos que envolveram a protagonista do primeiro livro?
Nasceu, assim, a narradora e protagonista Milena Souza, nossa segunda deusa. Uma mulher que poderia ser uma “mocinha clichê”, mas que, na verdade, foge do convencional. É ela quem vai abrir as portas da empresa e contar tudo que sabe a Cléber Portela — um agente da Polícia Federal, muito interessado em saber mais da história de Cláudia Toledo.
A narração se dá através de um depoimento, pois Milena é a única suspeita de um assassinato. Ela não vai poupar detalhes tanto sobre o dia a dia na empresa, quanto sobre seu relacionamento com Ighor Monteiro, vice-presidente da empresa SoftAmerican Solutions. E é por meio do relacionamento dos dois que o romance traz práticas BDSM, sem, no entanto, apelar para um relacionamento tóxico.
A história se passa durante a pandemia de COVID, logo esta se tornou um tema sensível que pode trazer gatilhos aos leitores.
Sem Fôlego
Continuando a série “Não sei falar dos meus livros”, deixa eu falar para vocês de Sem Fôlego — primeiro livro da série De Presa a Deusa.
No final de 2022, eu estava num lugar psicológico não muito bom... E foi nessa época que eu comecei a ler alguns livros clichês de CEO e Máfia. Gostei bastante de alguns e, de outros, eu só me perguntava: “como assim, alguém romantiza isso?” Foi então que eu pensei: “Como eu escreveria um livro sobre esses temas?”
Assim, nasceu Cláudia Toledo, a primeira “deusa” da série. Uma mulher que, em 2018, aos 32 anos, estava bem descrente acerca de relacionamentos amorosos, principalmente dos encontros marcados por aplicativos de namoro. No entanto, por insistência de sua amiga Leila, ela acaba cedendo e conhece Eirik, um homem perfeito. Mas perfeição não existe, não é mesmo? Dessa maneira, ela vê sua vida ser completamente transformada ao se relacionar com Eirik — e a história se constrói a partir das cenas de declínio e de renascimento pelos quais Cláudia passa.
É uma novela “hot”, com cenas de tirar o fôlego; também é uma novela “dark”, com menção a crimes. No entanto é, acima de tudo, uma narrativa de vingança, pois Cláudia não deixou barato tudo que ela passou.
Curiosidade: Cláudia Toledo usa, como seu nick de hacker, “Mulher da Sombrinha” — é uma referência a uma lenda urbana da cidade de Catende-PE. Diz-se que, na década de 1940, trabalhadores que saiam de seus turnos à meia-noite viam essa bela mulher vestida de branco. Ela os levava até o cemitério e eles eram encontrados no dia seguinte, sem lembrar o que aconteceu. Como em Pernambuco até assombração acaba em festa, hoje é um bloco de Carnaval na mesma cidade.
Continuando a série “Não sei falar dos meus livros”, deixa eu falar para vocês de Sem Fôlego — primeiro livro da série De Presa a Deusa.
No final de 2022, eu estava num lugar psicológico não muito bom... E foi nessa época que eu comecei a ler alguns livros clichês de CEO e Máfia. Gostei bastante de alguns e, de outros, eu só me perguntava: “como assim, alguém romantiza isso?” Foi então que eu pensei: “Como eu escreveria um livro sobre esses temas?”
Assim, nasceu Cláudia Toledo, a primeira “deusa” da série. Uma mulher que, em 2018, aos 32 anos, estava bem descrente acerca de relacionamentos amorosos, principalmente dos encontros marcados por aplicativos de namoro. No entanto, por insistência de sua amiga Leila, ela acaba cedendo e conhece Eirik, um homem perfeito. Mas perfeição não existe, não é mesmo? Dessa maneira, ela vê sua vida ser completamente transformada ao se relacionar com Eirik — e a história se constrói a partir das cenas de declínio e de renascimento pelos quais Cláudia passa.
É uma novela “hot”, com cenas de tirar o fôlego; também é uma novela “dark”, com menção a crimes. No entanto é, acima de tudo, uma narrativa de vingança, pois Cláudia não deixou barato tudo que ela passou.
Curiosidade: Cláudia Toledo usa, como seu nick de hacker, “Mulher da Sombrinha” — é uma referência a uma lenda urbana da cidade de Catende-PE. Diz-se que, na década de 1940, trabalhadores que saiam de seus turnos à meia-noite viam essa bela mulher vestida de branco. Ela os levava até o cemitério e eles eram encontrados no dia seguinte, sem lembrar o que aconteceu. Como em Pernambuco até assombração acaba em festa, hoje é um bloco de Carnaval na mesma cidade.
Deu Match! Às vezes pinta um final feliz
Alguém mais não sabe falar dos próprios livros? Eu vou deixar a escritora de lado e vou falar como professora de literatura (afinal, foi para o que estudei!).
Existe uma técnica chamada Mise em Abyme - “colocar em abismo”. Consiste em “espelhar” uma história, ou imagem, dentro de outra. O exemplo mais fácil de explicar são as bonecas russas — uma maior contém uma menor que espelha algumas características da primeira.
Em literatura, vide As Mil e Uma Noites — história na qual Sherazade conta histórias, e elas trazem pontos de conexão com protagonista. Porém, o termo veio com o autor André Gide. Em Paludes (1895), o protagonista, um escritor, está trabalhando em um manuscrito intitulado "Paludes". Ele discute o progresso do manuscrito com seus amigos, e essas discussões são intercaladas com trechos do próprio manuscrito.
Então, "Deu Match! Às Vezes Pinta um Final Feliz” foi escrito desse jeito. No mundo fora da literatura, existe a escritora Sylvvia (eu!) publicando seu livro “Deu Match!”, certo? Pois bem, já no prólogo, a primeira personagem que conhecemos é Amélie, uma escritora que está lançando seu livro “Deu Match!”.
Daí o primeiro capítulo é sobre ela? Claro que não! Se pegarmos a ideia da boneca russa, temos agora a terceira: abrimos as páginas do livro que Amélie. Nele, ela conta a história de Marcos e Sofia (uma escritora que, adivinhem, está escrevendo um livro chamado “Deu Match!”). Creio que assim ficou fácil de visualizar como a narrativa foi escrita, não é?
Marcos é um pedreiro traído pela mulher que amava. O narrador acompanha como ele buscou ajuda em um aplicativo de namoro. E, assim, ele conheceu Lisa — uma CEO. Esse casal é responsável pela maior parte de cenas hot no livro.
Já Sofia é uma escritora que está passando por falta de inspiração, de dinheiro e um casamento falido. Ela narra sua própria história enquanto busca inspiração para terminar seu livro “Deu Match!”.
Quando terminamos de ler o livro da escritora Amélie, com a conclusão das histórias de Marcos e Sofia, a escritora (eu, Sylvvia) traz no epílogo a conclusão da história de Amélie, finalizando a obra.
Lembrem-se “Feliz nunca é o final, mas aquilo que fazemos enquanto esperamos por ele!” (Sylvvia Rubraurora).
Alguém mais não sabe falar dos próprios livros? Eu vou deixar a escritora de lado e vou falar como professora de literatura (afinal, foi para o que estudei!).
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Em literatura, vide As Mil e Uma Noites — história na qual Sherazade conta histórias, e elas trazem pontos de conexão com protagonista. Porém, o termo veio com o autor André Gide. Em Paludes (1895), o protagonista, um escritor, está trabalhando em um manuscrito intitulado "Paludes". Ele discute o progresso do manuscrito com seus amigos, e essas discussões são intercaladas com trechos do próprio manuscrito.
Então, "Deu Match! Às Vezes Pinta um Final Feliz” foi escrito desse jeito. No mundo fora da literatura, existe a escritora Sylvvia (eu!) publicando seu livro “Deu Match!”, certo? Pois bem, já no prólogo, a primeira personagem que conhecemos é Amélie, uma escritora que está lançando seu livro “Deu Match!”.
Daí o primeiro capítulo é sobre ela? Claro que não! Se pegarmos a ideia da boneca russa, temos agora a terceira: abrimos as páginas do livro que Amélie. Nele, ela conta a história de Marcos e Sofia (uma escritora que, adivinhem, está escrevendo um livro chamado “Deu Match!”). Creio que assim ficou fácil de visualizar como a narrativa foi escrita, não é?
Marcos é um pedreiro traído pela mulher que amava. O narrador acompanha como ele buscou ajuda em um aplicativo de namoro. E, assim, ele conheceu Lisa — uma CEO. Esse casal é responsável pela maior parte de cenas hot no livro.
Já Sofia é uma escritora que está passando por falta de inspiração, de dinheiro e um casamento falido. Ela narra sua própria história enquanto busca inspiração para terminar seu livro “Deu Match!”.
Quando terminamos de ler o livro da escritora Amélie, com a conclusão das histórias de Marcos e Sofia, a escritora (eu, Sylvvia) traz no epílogo a conclusão da história de Amélie, finalizando a obra.
Lembrem-se “Feliz nunca é o final, mas aquilo que fazemos enquanto esperamos por ele!” (Sylvvia Rubraurora).
#Resenha
Sou um tanto suspeita em falar desse livro, afinal fui leitora beta (sim, tive acesso antes que vocês, podem ficar com invejinha). Mesmo assim, seria injusto não fazer uma resenha, pois eu gostei demais dele!
“Desejo” é uma cidade ficcional que dá nome ao romance da escritora @CaDantasAutora , que nos presenteou com a narrativa bem “Pulp” (cheia de ação, envolvente e com personagens bem intensos). Quando comecei a ler, veio logo a imagem de uma Gotham City (sim, a cidade do Batman), pois a autora cria esse lugar onde o crime compensa e que parece estar “separada” das leis do resto de nosso país.
No livro, vamos acompanhar a história de Lara Meireles — uma jovem com uma enorme bagagem de traumas, apesar da pouca idade — e de Dante Melo — um homem que veio para Desejo esperando que todos seus sonhos infantis se realizassem, mas se tornou um boxeador que faz “bico” de segurança para um mafioso local.
É um livro sobre crimes de uma maneira crua, sem romantização de criminosos. A história nos traz acontecimentos violentos, com os quais os protagonistas precisam encontrar o melhor jeito de lidar. Nada é um paraíso em Desejo. Nem clichê. A autora trabalha uma dinâmica de Age Gap entre os personagens de maneira pouco convencional — o que nos faz torcer demais para que este casal tenha o tão desejado final feliz.
Sou um tanto suspeita em falar desse livro, afinal fui leitora beta (sim, tive acesso antes que vocês, podem ficar com invejinha). Mesmo assim, seria injusto não fazer uma resenha, pois eu gostei demais dele!
“Desejo” é uma cidade ficcional que dá nome ao romance da escritora @CaDantasAutora , que nos presenteou com a narrativa bem “Pulp” (cheia de ação, envolvente e com personagens bem intensos). Quando comecei a ler, veio logo a imagem de uma Gotham City (sim, a cidade do Batman), pois a autora cria esse lugar onde o crime compensa e que parece estar “separada” das leis do resto de nosso país.
No livro, vamos acompanhar a história de Lara Meireles — uma jovem com uma enorme bagagem de traumas, apesar da pouca idade — e de Dante Melo — um homem que veio para Desejo esperando que todos seus sonhos infantis se realizassem, mas se tornou um boxeador que faz “bico” de segurança para um mafioso local.
É um livro sobre crimes de uma maneira crua, sem romantização de criminosos. A história nos traz acontecimentos violentos, com os quais os protagonistas precisam encontrar o melhor jeito de lidar. Nada é um paraíso em Desejo. Nem clichê. A autora trabalha uma dinâmica de Age Gap entre os personagens de maneira pouco convencional — o que nos faz torcer demais para que este casal tenha o tão desejado final feliz.