#Resenha
"Amor no Sofá" - A História de Pati e Léo" é o segundo livro da série "Sobre Sete Corações", da escritora F. K. Silvain (se não a conhece, já a procura aqui no literúnico e já segue!). Esta série retrata a história dos relacionamentos amorosos e de amizade, bem como sobre o amadurecimento pessoal de sete jovens que se conhecem no período da Universidade. Mesmo sendo o segundo livro, é uma história independente do primeiro, podendo ser lida antes do primeiro volume.
Primeiro, preciso pontuar aqui sobre a escrita clara, correta e coerente da autora F. K. Silvain, que me pegou de jeito. Pela minha formação em Letras, livros tão bem escritos ganham um lugar especial em meu coração. A autora sabe que a linguagem é o seu instrumento de trabalho e ela sabe utilizá-la muito bem.
Segundo, sobre a história... preciso dizer que fazia tempo que um livro me fazia chorar. É um livro sobre escolher caminhos e tomar decisões; sobre despedida e reencontro, mas, sobretudo, é um livro sobre saúde mental. Chorei e sofri junto ao Leo em diversos trechos, pois a autora trabalha o tema de maneira sensível e verdadeira.
Pati é uma mulher admirável; uma personagem decidida e livre, o que amamos. Uma vez, ela já havia escolhido sua vida acadêmica sobre seu relacionamento. De volta ao Brasil, ela reencontra com seu passado ainda tão presente. E é sobre estas nuances, os ditos e não-ditos desse reencontro que a narrativa nos traz.
Amei cada linha. Amei me emocionar. Amei conhecer a autora - foi o primeiro dela que eu li!. Amei o hot tão quente e tão bem dosado.
Achou innteressante? Já segue a autora aqui e no instagram. E aguardem que colocarei em breve mais resenhas de seus outros livros - além de outras escritoras que eu for lendo!
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Sylvvia Rubraurora
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Tão e Ainda
Queria dizer-lhe que continuo a mesma.
Ainda sonho ser bailarina, só estou adiando para os 60.
Ainda me jogo no chão, esperneando, quando não me dão o que eu quero.
Ainda fico pelos cantos da casa, sozinha, de cabelo assanhado.
Ainda não aprendi a me vestir bem nem tenciono aprender a pentear o cabelo.
Ainda tento me esconder quando vão me apresentar a novas pessoas.
Ainda prefiro comer besteiras à comida de panela.
E ainda me pego coçando o olho, sem lavar as mãos, depois de alisar o gato.
Ainda prefiro ganhar livros a roupas, embora eu já tenha me acostumado a e-books.
Ainda me pergunto sobre o destino das formigas, mesmo não havendo formigueiro no quintal.
Ainda imagino que os postes de alta tensão são robôs gigantes adormecidos à margem da estrada.
Ainda me tremo, pensando que a casa vai desmoronar, quando a chuva vem mais forte.
Ainda não passo pano na casa e jogo as roupas de qualquer jeito no armário.
Ainda prefiro a companhia masculina, porque eu gosto mesmo é de ser mimada.
Eu só queria dizer-lhe, na verdade, que não mais desenho garranchos.
Já há algum tempo, ao invés, eu os escrevo.
Mas ainda me convenço, erroneamente, de que eles tenham algum sentido.
Por eu ser ainda tão a mesma
É que me dói quando ele me olha
E parece não me reconhecer.
Sylvvia Rubraurora
Queria dizer-lhe que continuo a mesma.
Ainda sonho ser bailarina, só estou adiando para os 60.
Ainda me jogo no chão, esperneando, quando não me dão o que eu quero.
Ainda fico pelos cantos da casa, sozinha, de cabelo assanhado.
Ainda não aprendi a me vestir bem nem tenciono aprender a pentear o cabelo.
Ainda tento me esconder quando vão me apresentar a novas pessoas.
Ainda prefiro comer besteiras à comida de panela.
E ainda me pego coçando o olho, sem lavar as mãos, depois de alisar o gato.
Ainda prefiro ganhar livros a roupas, embora eu já tenha me acostumado a e-books.
Ainda me pergunto sobre o destino das formigas, mesmo não havendo formigueiro no quintal.
Ainda imagino que os postes de alta tensão são robôs gigantes adormecidos à margem da estrada.
Ainda me tremo, pensando que a casa vai desmoronar, quando a chuva vem mais forte.
Ainda não passo pano na casa e jogo as roupas de qualquer jeito no armário.
Ainda prefiro a companhia masculina, porque eu gosto mesmo é de ser mimada.
Eu só queria dizer-lhe, na verdade, que não mais desenho garranchos.
Já há algum tempo, ao invés, eu os escrevo.
Mas ainda me convenço, erroneamente, de que eles tenham algum sentido.
Por eu ser ainda tão a mesma
É que me dói quando ele me olha
E parece não me reconhecer.
Sylvvia Rubraurora