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@sylvviarubra

Sylvvia Rubraurora
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@sylvviarubra
há 1 ano
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#desafio 365 dias

Dia 51- Fale sobre um livro que você não entendeu ou teve bastante dificuldade para entender.

Há livros de conforto; livros instigantes; livros que trazem novas perspectivas a cerca de algum conhecimento que você já tem; livros que te ensinam algo novo; que te fazem rir ou chorar... e há livros que te chamam de burra. É o caso de “Ideias para uma Fenomenologia Pura e para uma Filosofia Fenomenológica”, de Edmund Husserl.

O filósofo e matemático busca um olhar filosófico que se contrapôs ao pensamento positivista do século 19. Talvez por nossa escola (ao menos nos anos 80 e 90 quando estudei) ainda fosse tão cartesiana, ou ainda na universidade as discussões filosóficas fossem tão dialéticas, eu me peguei batendo a cabeça para apreender o sentido da intencionalidade da consciência acerca dos fenômenos.

Não entenderam a última coisa que eu disse? Também não. Sigamos.
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@sylvviarubra
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@sylvviarubra
há 1 ano
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#desafio 365 dias

Dia 50 - Fale sobre um livro que você nunca leu, mas gostaria.

Que tipo de pergunta é esta? A minha lista de livros que nunca li, mas que gostaria de ler é muito maior do que a lista de lidos! Tem tantos de literatura, mas, ainda mais, de filosofia e de teoria.

Vou citar aqui "Corte de Espinhos e Rosas", de Sarah J. Maas, porque eu nunca li "romantasia" - o que é muito louco, porque tenho um livro inacabado bem dentro dessa gênero. Então fico sempre sentindo que estou em dívida de ler algo do tipo. Aceito outras sugestões de títulos relacionados!
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@sylvviarubra
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@sylvviarubra
há 1 ano
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#desafio 365 dias

Dia 49 - Fale sobre um livro que seja peça teatral.

Sabe um daqueles livros que você lê, esquece o nome das personagens e até mesmo a maior parte do enredo, mas, em contrapartida, NUNCA esquece? Então...

Li a peça "Uma Casa de Bonecas" de Henrik Ibsen em 2005 (último período da faculdade) e lembro-me muito bem do incômodo que me foi ler uma peça de 1879, porém que me parecia tão atual.

A peça é sobre como mulheres são excluídas da sociedade, às vezes com uma roupagem de cuidado e afeto.
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@sylvviarubra
há 1 ano
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#desafio 365 dias

Dia 48 - Poemas de outrora

Desconhecido (nov./1998)

Mosaico incerto
formam-se meias imagens
pois há tons encobertos
que distorcem a paisagem.

Paraíso desconhecido
vão espaço em mim,
não me conheço nem ao sentido
do que sentimos afim.

Vida, mosaico incerto,
por onde o amor passa perto
e só me faz sofrer.

Amor, paraíso desconhecido,
que se esconde num peito partido
que vive e sofre por você!
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@sylvviarubra
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@sylvviarubra
há 1 ano
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Porto

Um barco
veleiro
perdido
no cais
do porto
na escuridão.

Um marco
de jeito
sentido
nos ais
do corpo
no coração.

Um barco
no peito
sofrido
no cais
do corpo
na solidão.

#sinais
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@sylvviarubra
Porto Um barco veleiro perdido no cais do porto na escuridão. Um marco de jeito sentido nos ais do corpo no coração. Um barco no peito sofrido no cais do corpo na so...
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@sylvviarubra
há 1 ano
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#desafio 365 dias

Dia 47 - Retalhos

Porque algumas pessoas têm o dom de tornar o mundo mais confuso, mesmo que não queiram. Era, justamente, o que eu tentava, sem sucesso, explicitar, quando encontrei mais ou menos isto confidencialmente perdido em uma rede social.

Claro que minha veia de escritora não me deixaria apresentar a frase como se fosse minha, mas também não seria justo recitá-la assim, como se exprimir o que eu sentia nas exatas palavras não fosse mérito meu.

Engraçado que eu, até ontem, transcendia, em poesia, o que era segredo. Uma forma de revelar-me em palavras que se fingiam endereçadas a todos que as lessem, quando, na verdade, havia um só destinatário. Eu escolhia os códigos e me esquecia em questionamentos se você os compreenderia.

Eu ria sozinha, imaginando situações prováveis, quando você perceberia, numa palavra-espelho, o seu rosto. Mas pra que pressa? Eu despedaçava o espelho em metáforas mil, para que seu trabalho de juntar os cacos se tornasse mais infértil e você desistisse. Afinal eu queria um mundo simples.

E sempre havia um quê de voz na minha apreensão, quando conversávamos. E essa frase também não é minha, porque o que me resta dizer, se o segredo já não há? A poesia sempre me foi dizer o que era preciso ser deixado no quase esquecimento. Quase. Quase porque uma lembrança, com um resquício de vida, ainda brinca por aqui.

O mais importante era que eu sou uma casa de cômodos repetidos. O poeta da rede social, de quem roubei os versos, que me desculpe, mas tudo que eu fizera, tudo que eu dissera, só havia significado uma coisa e uma coisa apenas. E eu não tenho como dizer isto melhor.
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@sylvviarubra
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@sylvviarubra
há 1 ano
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#desafio 365 dias

Dia 46 - Poemas de outrora

Areias (fevereiro, 2000)

Amor, amor,
e agora?
Como me verei a sós?
Não há alegria, há a aurora
e o romper dela
a tudo destrói:
corrói a alma, fere o ser
esmaece a vida, faz-me escrever.

Amor, amor,
não há o que se saber.
Como ter o olhar
de um girassol
se vejo apenas
pedras no caminho?
Não se escreve versos livres
se os olhos da alma a nada podem ver.

Amor, amor,
adeus?
É, anoiteceu o dia
não se pode reverter:
esgotou o tempo
da ampulheta de nossas
vidas... Amor
amor, esgotamos eu e você!
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@sylvviarubra
#desafio 365 dias Dia 46 - Poemas de outrora Areias (fevereiro, 2000) Amor, amor, e agora? Como me verei a sós? Não há alegria, há a aurora e o romper dela a tudo destrói: c...
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@sylvviarubra
há 1 ano
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#desafio 365 dias

Dia 45 - Avesso

(Mas, se eu pedi amor, porque é que me trouxeram
Dobrada à moda do Porto fria?

Álvaro de Campos)

Eu não pedi amor, mas me trouxeram e puseram à mesa. Eu olhei por um momento e reconheci o prato de sempre. Eu ri.

Eu, definitivamente, não pedi amor, mas você veio. E como veio. Quando eu percebi, as cadeiras já estavam com as pernas para o ar, sobre as mesas, e as garçonetes já haviam fechado o café.

Eu, que não pedi amor, só pude argumentar para mim que era um engano. Levantei-me e caminhei até a porta, abri-a. Antes de sair, ainda olhei para trás em tempo de ver uma Tecedeira arrematar o ponto.

Eu não pedi amor, mas aquele para sempre seria o único prato da casa.
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@sylvviarubra
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@sylvviarubra
há 1 ano
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#desafio 365 dias

Dia 44 - Do que não consigo escrever

Olho para o cursor: ele tirita, lembrando-me de que um texto não aparecerá na tela se eu não dispuser meus dedos no teclado e os fizer trabalhar. Barney pula no meu colo; pelo menos meus gatos sabem que não suporto solidão.

Dou reload na página: a internet ainda não voltou. Não podia ser diferente, o dia passou como animação dos anos 30, como se estivéssemos desenhados em folhas e alguém as dedilhasse. Tanto faz: estamos separados ao final.

Ontem, ela me perguntou o que eu sentia. Ela sempre precisa etiquetar, enumerar, pesar, medir e, o que mais me atormenta, nomear. Em busca do que dizer, olho as pessoas ao redor: todas têm a mesma face. Depois julgo que as ver assim é egoísmo meu. Todas têm um cursor trêmulo à frente, à espera de que algo novo seja digitado; talvez só não o enxerguem. Ela chamou minha atenção e eu não tinha resposta. Talvez nunca tenha.

Acho que sinto fome, eu tentei dizer. Igual à do cursor: não me interessa quantas páginas já foram escritas, tremulo. E, tremendo, expando o que percebo. Curvo o mundo à minha palavra, me iludo. Egoísta é você, penso, como se ela me tivesse chamado de. Mas não falo, por lembrar que essa foi minha, e só minha, conclusão.

Você deveria ter as palavras certas; ela não me diz, mas certamente é o que pensa.

Eu nunca tenho palavras, na verdade.

São elas que me têm.
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@sylvviarubra
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@sylvviarubra
há 1 ano
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#desafio 365 dias

Dia 43- Fale sobre um livro que quebre a quarta parede e o narrador conversa com o leitor.

ah, hoje vou fazer publicidade do meu livro "Sem Fôlego". Nele, a protagonista chama o leitor para dentro da narrativa, como se fosse alguém com quem ela está conversando.

"Ei, você aí. É, você mesma! Eu sei que você não tem nada melhor para fazer agora e eu, bem, não posso viajar antes que meu passaporte falso seja entregue. Então, quer ouvir uma história? Pois bem, se senta aí confortável numa poltrona, imaginando que as almofadas são os braços de um galã de novela. E se prepare, pois ora sou detalhista, ora me perco divagando em ideias secundárias."
(Sem Fôlego, pg 13)
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@sylvviarubra
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