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A água e o sangue #+18
Tema: cotidiano, entre desconhecidos, +18
Numa esquina, da pacata cidade de Queimadas, vagava um rapaz maltrapilho, portando uma tinta spray.
Avistou a polícia e correu, indo parar numa mata, onde um idoso catava latas.
No susto, uma lata é arremessada, e o sangue escoa da testa suada. Latejando de dor, o pobre cai de joelhos.
Levanta, ainda zonzo, rumo as ruas, onde depois de muito vagar e perguntar, enfim encontra ajuda.
Uma moça, de cabelos acobreados, olhar reluzente e dentes brancos se aproxima, admirando o porte físico do maltrapilho, morde os lábios disfarçadamente, e pergunta se ele gostaria de um banho, o rapaz entra, se dirige ao banheiro e se despe.
A moça o segue e o observa nu, se despindo em seguida. O que houve a partir daqui, os mais espertos já imaginam.
@brunob612
Bruno Barboza
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Disperso
Um simples sorriso
de canto de boca
num espelho localizado
num lugar qualquer
guarda parte do brilho
presente em nós,
humanos
e que milhões
de poetas
tentaram a esmo
descrever
- Bruno dos S. Barboza
Um simples sorriso
de canto de boca
num espelho localizado
num lugar qualquer
guarda parte do brilho
presente em nós,
humanos
e que milhões
de poetas
tentaram a esmo
descrever
- Bruno dos S. Barboza
Andarilho
Persista ao lado dos
que se/te divertem
e a sobrevivência
será um recreio
instantes merecem
a eternidade
como lágrimas de alegria
flutuando no espaço
viajantes deliram
em busca
de um novo planeta
- Bruno dos S. Barboza
Persista ao lado dos
que se/te divertem
e a sobrevivência
será um recreio
instantes merecem
a eternidade
como lágrimas de alegria
flutuando no espaço
viajantes deliram
em busca
de um novo planeta
- Bruno dos S. Barboza
Vibrante
Enforcado
por cordas vocais
como se o céu
chovesse vidro
um diamante rompeu o sol
da vida alheia
e esse poema deixou
de fazer sentido
- Bruno dos S. Barboza
Enforcado
por cordas vocais
como se o céu
chovesse vidro
um diamante rompeu o sol
da vida alheia
e esse poema deixou
de fazer sentido
- Bruno dos S. Barboza
Ponta de Faca
Eis-me aqui, trágica mesóclise
disparo o gatilho de versos
insólitos e salgados
corto o vento com clichês
cartas de baralho
jogadas na rua
cálculos que ferem
a mente
reflito o calor
nos meus
olhos
- Bruno dos S. Barboza
Eis-me aqui, trágica mesóclise
disparo o gatilho de versos
insólitos e salgados
corto o vento com clichês
cartas de baralho
jogadas na rua
cálculos que ferem
a mente
reflito o calor
nos meus
olhos
- Bruno dos S. Barboza
Noel Rosa
Se esquiva
dos palpites
infelizes
rima, debaixo
das marquises
ouve atentamente
o som dos apitos
num mundo
que sempre quer
abafar os gritos
- Bruno dos S. Barboza
Se esquiva
dos palpites
infelizes
rima, debaixo
das marquises
ouve atentamente
o som dos apitos
num mundo
que sempre quer
abafar os gritos
- Bruno dos S. Barboza
#desafiodeescrita @literunico
Há cor de trigo
nos fios
de um menino
quase maior
que seu
planeta
jardineiro
interminável
numa busca
pelo amor
Há cor de trigo
nos fios
de um menino
quase maior
que seu
planeta
jardineiro
interminável
numa busca
pelo amor
Kintsugi
As cicatrizes
cantam nossa história
como ranhuras
em um disco de vinil
seja sua própria vitrola
e, as vezes
se veja no verso
de alguém
porém, não deixe
que algo te quebre
sem que você
se remende com ouro
- Bruno dos S. Barboza
As cicatrizes
cantam nossa história
como ranhuras
em um disco de vinil
seja sua própria vitrola
e, as vezes
se veja no verso
de alguém
porém, não deixe
que algo te quebre
sem que você
se remende com ouro
- Bruno dos S. Barboza
Astigmata
decide
se o silêncio
te agrada
se seus olhos
enxergam
a revoada
distante
do verso
pobre alma
- Bruno dos S. Barboza
decide
se o silêncio
te agrada
se seus olhos
enxergam
a revoada
distante
do verso
pobre alma
- Bruno dos S. Barboza
Eu declamando o poema "Harpia"