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Livro: O Banquete
Autor: Platão
Lançamento: Século IV a.C.
Em O Banquete, Platão apresenta um dos diálogos mais belos da filosofia grega, centrado na temática do amor (eros). Ambientado em um simpósio entre intelectuais atenienses, cada convidado — incluindo Aristófanes, Agatão e Sócrates — oferece um discurso sobre a natureza e o significado do amor. O ponto alto é o relato de Sócrates sobre os ensinamentos de Diotima, que descreve o amor como uma força que conduz a alma da atração física até a contemplação do Belo em si. A obra combina filosofia, poesia e psicologia, e continua a inspirar reflexões sobre o desejo, a beleza e o espírito.
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Livro: O Sofista
Autor: Platão
Lançamento: Século IV a.C.
Em O Sofista, Platão aprofunda o exame sobre a linguagem, a verdade e a distinção entre aparência e realidade. O diálogo se passa no dia seguinte ao Teeteto e traz Sócrates como ouvinte, enquanto um "estrangeiro eleata" conduz a conversa. O objetivo é definir o que é, afinal, um sofista — aquele que aparenta saber, mas que manipula discursos. A discussão leva a reflexões complexas sobre o ser, o não-ser e a falsidade, desafiando noções tradicionais da lógica e do pensamento. Com ousadia filosófica, Platão propõe que o "não-ser" pode ser pensado e discutido sem contradição.
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Livro: Parmênides
Autor: Platão
Lançamento: Século IV a.C.
Em Parmênides, Platão apresenta um dos diálogos mais enigmáticos e profundos da filosofia ocidental. Nele, um jovem Sócrates debate com o filósofo Parmênides sobre a natureza das ideias e a teoria das Formas. A obra desafia o próprio platonismo, questionando se as ideias — como Justiça, Beleza ou Unidade — podem realmente existir separadas das coisas sensíveis. Parmênides propõe uma série de argumentos e paradoxos que testam os limites do pensamento lógico. Este diálogo é uma verdadeira academia de raciocínio abstrato, onde Platão coloca à prova sua própria filosofia com coragem intelectual admirável.
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Livro: Teeteto (O Conhecimento)
Autor: Platão
Lançamento: Século IV a.C.
Em Teeteto, Platão conduz uma investigação filosófica sobre a natureza do conhecimento por meio de um diálogo entre Sócrates e o jovem Teeteto. A obra questiona definições clássicas como “conhecimento é percepção” e “conhecimento é opinião verdadeira”, revelando as dificuldades em se alcançar uma definição satisfatória. Sócrates atua como parteiro das ideias, desafiando o pensamento do interlocutor sem impor respostas prontas. O diálogo permanece em aberto, reforçando a ideia de que o saber é mais processo do que conclusão. Uma leitura fundamental para quem deseja compreender os fundamentos da epistemologia ocidental.
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Livro: Seleção de Obras Poéticas II
Autor: Gregório de Matos
Lançamento: Século XVII
Nesta seleção, Gregório de Matos revela sua veia mais crítica e irreverente, compondo sátiras mordazes que escancaram as hipocrisias da sociedade baiana do período colonial. Em seus versos, o autor ataca desde autoridades corruptas até a decadência moral da Igreja e dos costumes. O “Boca do Inferno”, como ficou conhecido, mistura erudição barroca com linguagem popular, criando uma poesia que combina sarcasmo, ironia e provocação. Esta obra é um retrato vívido da tensão entre o poeta e a cidade, entre o discurso oficial e a voz insubordinada da crítica poética.
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Livro: Seleção de Obras Poéticas
Autor: Gregório de Matos
Lançamento: Século XVII (com organização moderna em edições variadas)
A Seleção de Obras Poéticas de Gregório de Matos reúne o melhor de sua produção lírica, satírica, amorosa e religiosa — um verdadeiro mosaico da alma barroca brasileira. Em seus versos, o poeta expõe com igual intensidade a fé e o pecado, o amor carnal e a devoção mística, a zombaria contra os poderosos e a confissão de seus próprios tormentos.
Conhecido como “Boca do Inferno”, Gregório atacou com ferocidade a hipocrisia da sociedade colonial, mas também se ajoelhou diante de Deus com sinceridade tocante. Esta seleção permite ao leitor percorrer essas várias faces do poeta, sentindo a tensão constante entre o céu e a carne, entre o riso e o juízo.
Uma leitura essencial para entender o Brasil do século XVII — e, talvez, muito do que ainda somos.
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Livro: Crônica do Viver Baiano Seiscentista – Os Homens Bons: A Musa Praguejadora
Autor: Gregório de Matos
Lançamento: Século XVII
Em A Musa Praguejadora, Gregório de Matos encarna sua veia mais ácida, convertendo a própria inspiração poética — sua “musa” — numa figura indignada, crítica e explosiva. Aqui, a musa não canta louvores nem exalta belezas: ela pragueja, denuncia e satiriza com fúria os desmandos dos “homens bons” da Bahia colonial.
O poema transforma a voz lírica em instrumento de resistência, zombando da nobreza hipócrita, dos poderosos vaidosos e dos falsos virtuosos. A musa não é doce nem resignada — ela é ferina, indomável, e sua poesia se torna grito contra a injustiça e a falsidade social.
Gregório, por meio dessa figura simbólica, assume seu papel de poeta iconoclasta, fazendo da arte uma arma e da sátira uma forma de desmascarar os que governam e dominam sob o disfarce da honra.
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Livro: Crônica do Viver Baiano Seiscentista – Os Homens Bons: Santos Unhates
Autor: Gregório de Matos
Lançamento: Século XVII
Em Santos Unhates, Gregório de Matos recorre à sátira mais impiedosa para denunciar a hipocrisia dos que se fingem virtuosos. Os “santos unhates” — expressão mordaz que sugere uma santidade apenas de fachada, cultivada nas aparências e nos gestos públicos — representam aqueles que querem parecer piedosos, mas cujas ações contradizem completamente a fé que pregam.
Com versos afiados, o poeta revela o abismo entre a imagem e a essência, entre o altar e os bastidores da vida cotidiana. Esses “santos” são cidadãos influentes, respeitados, mas com práticas condenáveis escondidas sob a máscara da religiosidade. Gregório não poupa palavras ao ridicularizar esse tipo de devoção performática.
O poema é um retrato cruel — e verdadeiro — da Salvador colonial, onde o poder e a fé frequentemente se misturam para proteger os que mais deveriam ser questionados.
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Livro: Crônica do Viver Baiano Seiscentista – Os Homens Bons: Pessoas Muito Principais
Autor: Gregório de Matos
Lançamento: Século XVII
No poema Pessoas Muito Principais, Gregório de Matos volta seu olhar sarcástico para as figuras mais ilustres da sociedade baiana: autoridades, nobres e grandes senhores que se colocavam acima do povo comum. Com seu estilo direto e corrosivo, o poeta desmonta a aura de importância que cerca esses personagens, revelando a distância entre o título que ostentam e a integridade que lhes falta.
Essas “pessoas principais” são retratadas como vaidosas, interesseiras e muitas vezes ridículas, movidas mais por prestígio e aparência do que por qualquer princípio ético ou virtude real. Gregório ri da pompa vazia e da autoproclamação de grandeza, transformando suas figuras em caricaturas de poder e pretensão.
É mais uma crítica afiada à falsa nobreza e à elite que domina a cidade não pela honra, mas pelo teatro da autoridade.
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Livro: Crônica do Viver Baiano Seiscentista – Os Homens Bons: Pessoas Beneméritas
Autor: Gregório de Matos
Lançamento: Século XVII
Em Pessoas Beneméritas, Gregório de Matos desmonta a imagem pública daqueles que se autodenominavam virtuosos, caridosos e respeitáveis na Salvador colonial. O poeta usa sua habitual ironia para mostrar que, por trás dos gestos de bondade e títulos de benemerência, escondem-se vaidades, segundas intenções e jogos de prestígio social. Ser “benemérito”, no discurso gregoriano, é muitas vezes mais uma performance do que uma prática real de virtude.
Gregório expõe como a caridade pode ser moeda de reputação e como a honra se sustenta em aparências frágeis. Essas “pessoas de bem” são desmascaradas com humor ácido e versos precisos, revelando o teatro social que se encena sob o nome da generosidade.
É mais um retrato fiel — e ferino — da elite baiana seiscentista, onde o riso revela o que a solenidade tenta esconder.
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