Um bilionário alemão acostumado a comprar o mundo encontra a única mulher que não está à venda — e decide que, se não pode comprá-la, vai fazê-la pagar com a própria sanidade. Leia meu novo livro Liebling: O Acordo de uma Semana. Atualizações 3x na semana.
Caatinga e sua terra seca rachada
resiste o inverno sem água sem vida
pele sem carinho felicidade partida
solidão de corpo e mente desamparada
cactus e poeira pelo chão
pouco sobrevive no deserto
ele respira fundo sem ninguém por perto
acalma, persiste espera compaixão
animal morto agora é só ossada
esqueleto partido no meio da imensidão
sujeito único, conjunto unitário em suspensão
sem amor vaga a alma penada
implora misericórdia, reza pela primavera
a nação e povo do planalto central
homem em desespero e estado final
as lágrimas lembram o que uma vez tivera
na natureza cruel do sertão
carcarás e abutres sobrevoam
sonhos e esperanças abençoam
no amor e na paixão
ninguém sabe como, mas a flor sempre volta
assim alimenta a insistente sobrevivência
ninguém entende como, nem a ciência
mas o tempo sim traz de novo a reviravolta
Edu Liguori
Hoje não estou amarga com a vida;
Mas sinto o amargar esmagador dela a me rondar.
Felizes os que a tem doce.
Não sei o sabor disso, só ouvi falar.
Ah! A vida!
Lita... 01/07/2026
Lábios aventureiros
percorrem a estrada sinuosa
apertam, sugam sorrateiros
envolvem de forma majestosa
língua, língua venenosa
molha, toca como veludo
sabe os segredos é perigosa
não há limites quer tudo
mãos, mãos delicadas
exploram e potencializam
sempre gentis e apaixonadas
o mal exorcizam
da garganta a final submissão
é loucura arfante em agonia
ponto final de entrega e paixão
consome até a última energia
Edu Liguori
#desafio 296
—Ventos de partida—
Deixei o vento
passar por mim.
Em pele nua,
à luz da lua,
o reflexo clarim.
No vento,
sabor de maresia
e aroma de Oceania.
A noite queimava
e ardia
dentro de mim.
O frescor
do vento norte,
traz no pensamento
um sentimento forte,
que insiste
e não me deixa
esquecer de ti.
Com ele,
me deparo comigo
e tudo
que não te digo,
mas insisto
em não deixá-lo partir.
Hoje,
o vento frio
sussurrou ao meu ouvido,
que tudo
que tenho sentido,
enterrarei
nas areias
dentro de mim.
Soprarei
pra você
um sentido.
Darei pra você
o motivo
e o deixarei
ir-se daqui.
Um dia,
talvez
o vento te conte,
que segui…
mas nem de longe
esqueci
o que senti.
MarU