Avatar

Franthesca Kally

@ MultiuniversoFK

Nível
2
Essência
🔥 Fogo
Patrimônio 64,00 LC
SEGUIR LITVERSO PERGUNTAS VER RESPOSTAS
Portais
Brumel em incubacao
Simbionte do perfil
Brumel em incubacao
Ovo Vinculo 1

Updates

17/0308:21
Projeto Experimentos:
Virou Exceção

Eu odiei amar você
Como odiei me derreter por seu sorriso
De cada vez que me fez rir
De cada vez que me fez perder a paciência
Como se isso não fosse perigoso

Eu era conhecida como assustadora, e mesmo me negando a aceitar
Ninguém ousava se aproximar
E mesmo dizendo que não sentia nada
Aconteceu você
E isso mudou tudo ao redor

Eu odeie amar você
Odeio te querer tanto que chega a doer
Seus olhos brilham como o sol
E isso me assusta
Não vejo o medo neles
Apenas uma admiração que me irrita

Porque eu passei a vida
Construindo minhas barreiras
O sol pode brilhar
Mas queimar com a mesma intensidade
E quando a lua chegar outra vez
O que será de mim?

Não tem um príncipe de cavalo branco pra me salvar
Eu nunca pedi salvação
Mas odeio admitir
Que você virou exceção

Então sim, eu odeio amar você
Odeio porque sei que sente o mesmo por mim
Mas ainda falta algo

Odiei te amar
Como odiei me derreter por seu sorriso
De cada vez que me fez rir
Porque você fica mesmo quando eu o empurro
Porque você não vai embora no final

Eu não queria você
Não tem príncipe nem resgate, e eu não pedi por salvação
Aconteceu você, e isso mudou tudo, ao redor
Eu odeie amar você
Porque tudo que brilha demais, também sabe queimar
Eu não queria você, não planejei sentir isso
O problema não é te amar, é admitir que isso mudou quem eu sou

Talvez eu finja que não preciso
Que sozinha eu sei ficar
Mas quando você vira as costas
Tudo em mim começa a falhar

Não te culpo por me quebrar
Eu já era feita de defesas
Só odeio que tenha sido você
A atravessar todas elas
Franthesca Kally
17/0308:14
Composição para o conto: O que não coube, que está disponível no Inkspired.
Não foi falta de amor

O café sempre o mesmo cheiro, frio sobre a mesa
Manhã caindo em vão, você chegou lento como um sobro da maresia
E eu cheguei feito canção
Seu mundo cabe em ordem, o meu, em contramão
Você vive de partida
E eu de mundos distantes

Falou de ordem, falou de tempo, eu falei do que não se mede
Você olhava sempre o relógio, eu aprendia a esperar você
Eu fechava o caderno em silêncio, pra não te atrasar
Você dizia que era instável
O que me fazia ficar

Não foi falta de amor, foi sobra de caminho
Você precisava ir, e eu precisava de tempo
Amar também é deixar ir
Mesmo querendo ficar por mais tempo
Você partiu com seus sonhos
Eu fiquei com meus pensamentos

Amar também é soltar, mesmo rasgando a esperança
Enquanto você promete presença, mas vive de chegar depois
E eu escrevo o que sobra
Você seguiu seus passos e eu voltei ao foco dos meus
Seu uniforme ocupa o quarto, mesmo quando você não vem
Você deixou o silêncio falar

No quarto, o uniforme na cadeira, nunca chegou a descansar
E eu mudando meus horários, pra caber no seu chegar
Você guarda o mundo em metas, e eu em páginas vazias
Quando falo de futuro, você fala de partida
E isso se tornou nosso pequeno segredo, de quem guarda o fim

Não foi falta de amor, foi sobra de caminho
Você precisava ir, eu precisava de tempo
Amar também é deixar ir, mesmo doendo por dentro
Você seguiu suas ordens, eu segui meu próprio caminho

Quando a porta se fechou, o silêncio falou por nós
Você levou seus sonhos, eu fiquei com minha voz
Te beijei como despedida, não como começo outra vez
Alguns amores não acabam
Só não sabem ser dois ao invés

Não te prendi, não pedi promessa
Não fiz você ficar, te convencendo do contrario
Você escolheu o mundo, e eu escolho não me perder
Alguns amores não falham, só não sabem morar
Você partiu com a farda, e eu fiquei pra escrever
O que não coube em nós
Virou verso pra sobreviver
O amor apenas não coube no mesmo horizonte
A porta fechou sem barulho
O caderno ficou aberto, por caminhos distintos
Franthesca Kally
12/0119:02
Poema na Liga dos Sete - Facebook.
Amanhã será melhor

A vida adulta não é um mar de rosas, é um oceano que muda de humor
Acordo cedo, mesmo cansado, o corpo reclama, a mente não quer ir
Há dias em que o corpo navega em águas calmas, mas na maior parte do tempo
Se vê ondas altas batendo no casco de um barco remendado às pressas com fé, cansaço e vontade

A vida adulta não espera, quando o relógio insiste em seguir
Carrego nas costas pedras que a vida despeja no convés
Responsabilidades, prazos, cobranças, a casa que precisa de cuidados
A família que precisa de colo, o trabalho que exige resultados, o estudo que pede mais horas, do que o corpo pode suportar

O coração vai criando calos, porque ninguém avisou, que crescer é engolir sapos
Com um sorriso treinado no espelho, e fingir que tudo está bem
Mesmo quando o peito está cheio, o rosto precisa permanecer ensolarado
Quando tudo pesa demais, não tem porto, nem farol, nem sopro de vento que alivie

Mesmo parado com o barco encalhado na areia, vendo o tempo subir com a maré
Enquanto as forças baixam, após engolir sapos como quem engole a própria tempestade
Fica na esperança de tampar o sol com a peneira, tentando acreditar
Que o amanhã vai ser mais leve, que o medo diminui, que o peso se desfaz
Que a luz continua ali brilhando fortemente, mesmo quando a nuvem escura cobre o céu

Com dias de chuva miúda, em que o cansaço apenas aperta devagar
Outros vêm como tornados, levando o ânimo pelos ares
Deixando apenas as ruínas por dentro, arrancando telhas de um coração
E rachando paredes da paciência.

Os dias, em que as pedras nas costas pesam demais,
Prendem os passos, atravancam caminhos
E fico parado enquanto o tempo passa
Observando o mundo girar, sem força para girar junto

E nessas horas, a vontade de continuar diminui,
A esperança balança, o cansaço vence por instantes
E o silêncio fala mais alto
Do que qualquer grito engolido

Mas no fim da noite, por mais doída que tenha sido a navegação,
Sempre surge um sussurro dentro de mim:
“Segura firme, Amanhã talvez o mar acalme, o sol irá furar as nuvens, a chuva irá vier brisa, e a vida vai ser menos pesada. Respira. Amanhã…
Amanhã talvez seja melhor o dia.”
Franthesca Kally
12/0119:01
Poema na Liga dos Sete - Facebook.
Sinal de Alerta

Você tem tudo para ser quem irá me fazer duvidar,
Querendo coisas loucas, quer me transformar
Tem o poder de criar alucinações em minha mente,
Quer destruir minhas estruturas
Você consegue desfazer de mundos, como um magico
Um toque sutil, molda novas aventuras

Você é o sinal de alerta, que todas as mentes sãs gritam, para tomar cuidado
É o sinal que arrepia o corpo, tudo dizendo “Cuidado”
Mas há uma outra voz que grita mas forte: “Cuidado, siga em frente!”

Nas batidas dos compassos, você se transforma
Garota, você pode ser a vida e a morte, em um segundo,
Nas vibrações a redor, garoto, você vai para fora dos padrões
Dança na frente de quem se nega em aceitar a liberdade, siga sempre em frente

Nos dias que perdem as horas, em um instante, é dia no outro é noite,
Você criou outro universo, com o silencio é a agonia ao redor
Me faz quebrar os limites, me faz mudar, me fazendo delirar
Quando era de manhã, agora é noite, o tempo é um mistério a vagar
Nem aprece que agora, a pouco era seis da manhã

O sinal de alerta, ainda grita em minha mente
As vozes gritam: “Cuidado!”, já as outras gritam com mais força: “Cuidado, siga em frente!”

Entre sonho e realidade, você me faz viajar,
Nas batidas dos compassos, você se transforma
Garota, você pode ser a vida e a morte, em um segundo,
Nas vibrações a redor, garoto, você vai para fora dos padrões
Dança na frente de quem se nega em aceitar a liberdade, siga sempre em frente

No decorrer dessas mudanças, você calou as vozes da minha cabeça, criando outro universo
Você tem o poder de criar e destruir, com apenas um toque
Consegue silenciar a agonia ao redor, criando outro universo
Toque sutil, molda novas aventuras,

Você vem com o sinal de alerta, para qualquer mente sã, grita para tomar cuidado
É o sinal que arrepia o corpo, tudo dizendo “Cuidado, em todos os sentidos
Mas há uma outra voz que grita mas forte: “Cuidado, siga em frente!”
Franthesca Kally
12/0119:00
Poema na Liga dos Sete - Facebook.
Voz que move o mundo

Fazenda que move o mundo
Ao povo do agro e da pecuária
Rumo ao futuro, que está por um triz,
O campo clama por mais, a força da terra não se esconde

Anseio pelo que vira, a busca por melhorias,
O povo grita por mais, não neguem e rejeitem
Somos nós que decidimos o rumo, com coragem e paixão
Temos os campos vastos e férteis, de onde a terra é a vida

O futuro se planta e o sonho se colhe
Hoje é o futuro do amanhã, nós moldamos o amanhã
Com a força das mãos, somos a voz que move o mundo
Com cada amanhecer, renovamos nossa crença

Escutamos os pássaros e o barulho do vento
Sabendo o que está por vim, aprendemos a decifrar
E falar a língua da natureza, enquanto enfrentamos tempos difíceis
Sob o sol escaldante, á labuta e diária, mas a vitória que nos guia

Somos a voz que move o mundo
Com cada amanhecer, renovar nossa crença, no trabalho duro, encontramos nossa força
A busca por melhorias e reconhecimento, não param, o desejo de um futuro melhor para as próximas gerações
A labuta é dura, mas a vitória é o que nos guia, o campo é o nosso ying

Limites não existem, para se acreditar, a jornada é nossa, a história é escrita
Levamos o mundo com a força de nossas mãos e máquinas
No campo encontramos o ying e yang da vida, o equilíbrio e trabalho, do dia e da noite
A jornada é nossa, a história é escrita em cada amanhecer, redobrando nossa fé

A vida simples que levamos, mas cercada de muita luta e dedicação pelo que nosso coração bate forte
Limites não existem, na lida do campo, as cores e esperanças, um mundo a se revelar
Desde os tempos antigos, nosso povo semeia com a esperança, na lida diária, o futuro se avança
O agro e a pecuária, com a coragem e paixão, seguem moldando o futuro, com firmeza e dedicação

Do sertanejo se faz nossa música
No ar das cordas do violão, ou até mesmo da viola
Nosso dia e feito, e à luz do luar descansamos
Em cada semente plantada, em cada cabeça de boi engordado
Um futuro sem forma, e no grito do campo, a esperança se transforma

Mesmo o futuro sendo incerto, o plantamos e ansiamos pela colheita do sonho
E seguimos e decidimos, com a coragem e paixão
Levamos conosco o anseio pelo que vira, a busca por melhorias
O campo clama por mais, a força da terra não se esconde
Franthesca Kally
12/0118:59
Poema na Liga dos Sete - Facebook.
Quando crescemos

É triste ter que fazer aquilo que não gosta, de abrir mão de sonhos, engolir os gritos da mente
E se recorre na busca da válvula de escape
Como quem procura o ar num quarto sem janelas
É ter que engolir para não gritar
Engolir o que sufoca, enquanto a mente grita mil vezes
E o coração implora para não continuar
Na infância, perguntam o que queremos ser
E respondemos com olhos carregados de luz

Traçando metas que nem imaginamos ser possíveis
Pensando que o mundo é perfeito, sem imaginar que o mundo pesa
E cada um de nós tem seus sonhos e ambições
Achando que o caminho é reto, sem erros
Que vamos alcançar o que desejamos, como se bastasse querer
Crescemos um pouco mais, e ainda gritamos que é possível ao mundo
Mas ninguém nos conta, que sonhar alto demais
Pode virar uma queda, dolorosa

Quando a fantasia acaba e a realidade chega
Há sonhos que não passam de sonhos, metas que se apagam no tempo
O medo e a desilusão, se arrastam como sombras atrás de nós
Mas o tempo passa e nos cobra caro
E quando o plano A desmorona, a cobrança acontece
E corremos para o plano B, que nos engole
E às vezes o plano B não é caminho, pensamos como se fosse um atalho torto
Que nos leva mais longe, de quem somos

Na pressa de calar o vazio, buscamos válvulas de escape
Em lugares que não devíamos, bebemos ilusões
Nos afogamos em distrações, tentamos preencher o buraco
Com tudo que nos esvazia
E no espelho vemos o peso que isso se torna, o gosto amargo
De decisões mal tomadas
O amargor de tempestades que não eram nossas, mas insistimos em ficar
Às vezes ouvimos demais aos outros, e deixamos a vida escorrer como areia entre os dedos

Dizemos “amanhã eu luto”
Mas o amanhã vira cinco anos, e quando olhamos para trás
Tudo o que resta, é a tristeza de não ter tentado mais, tendo que ser engolindo
Os olhos reflexam as amarguras das decisões que tomou, com um suspiro será que ainda dá tempo...
Franthesca Kally