MultiuniversoFK
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Poema na Liga dos Sete - Facebook.
Quando crescemos

É triste ter que fazer aquilo que não gosta, de abrir mão de sonhos, engolir os gritos da mente
E se recorre na busca da válvula de escape
Como quem procura o ar num quarto sem janelas
É ter que engolir para não gritar
Engolir o que sufoca, enquanto a mente grita mil vezes
E o coração implora para não continuar
Na infância, perguntam o que queremos ser
E respondemos com olhos carregados de luz

Traçando metas que nem imaginamos ser possíveis
Pensando que o mundo é perfeito, sem imaginar que o mundo pesa
E cada um de nós tem seus sonhos e ambições
Achando que o caminho é reto, sem erros
Que vamos alcançar o que desejamos, como se bastasse querer
Crescemos um pouco mais, e ainda gritamos que é possível ao mundo
Mas ninguém nos conta, que sonhar alto demais
Pode virar uma queda, dolorosa

Quando a fantasia acaba e a realidade chega
Há sonhos que não passam de sonhos, metas que se apagam no tempo
O medo e a desilusão, se arrastam como sombras atrás de nós
Mas o tempo passa e nos cobra caro
E quando o plano A desmorona, a cobrança acontece
E corremos para o plano B, que nos engole
E às vezes o plano B não é caminho, pensamos como se fosse um atalho torto
Que nos leva mais longe, de quem somos

Na pressa de calar o vazio, buscamos válvulas de escape
Em lugares que não devíamos, bebemos ilusões
Nos afogamos em distrações, tentamos preencher o buraco
Com tudo que nos esvazia
E no espelho vemos o peso que isso se torna, o gosto amargo
De decisões mal tomadas
O amargor de tempestades que não eram nossas, mas insistimos em ficar
Às vezes ouvimos demais aos outros, e deixamos a vida escorrer como areia entre os dedos

Dizemos “amanhã eu luto”
Mas o amanhã vira cinco anos, e quando olhamos para trás
Tudo o que resta, é a tristeza de não ter tentado mais, tendo que ser engolindo
Os olhos reflexam as amarguras das decisões que tomou, com um suspiro será que ainda dá tempo...
Franthesca Kally