Takisé, o touro da velha Contos da África Ocidental · Capítulo 2 de 6
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Takisé, o touro da velha

Takisé, o touro da velha

Uma vaca escapou do rebanho no momento de parir e deu cria num antigo campo abandonado. Depois voltou ao cercado de seu dono, enquanto os touros procuravam o bezerro sem encontrá-lo.

Uma velha, que catava folhas para preparar a comida, encontrou o animal escondido sob um arbusto. Levou-o para casa, alimentou-o com farelo, milhete salgado e erva, e deu-lhe o nome de Takisé.

O bezerro cresceu e tornou-se um touro grande, forte e lustroso. Um açougueiro tentou comprá-lo, mas a velha se recusou. Takisé não era mercadoria: era companhia, proteção e memória de uma vida salva.

Quando vieram tentar arrancá-lo dela, o touro mostrou que gratidão também pode ter chifres. A velha, pequena diante dos homens, tornou-se imensa pelo vínculo que havia criado.

O conto guarda uma lição simples e dura: quem alimenta uma vida, mesmo encontrada no mato, desperta uma força que nenhum preço compra sem ferir.

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