I. A ciência de não gastar O Livro dos Avarentos · Capítulo 2 de 5
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I. A ciência de não gastar

O avarento de Al-Jahiz não é apenas alguém que guarda dinheiro. É alguém que transforma economia em filosofia, desculpa em argumento e mesquinharia em sistema. Se oferece pão, explica por que o pedaço deve ser menor. Se apaga a lamparina, diz que a escuridão ensina modéstia. Se esconde as moedas, afirma que protege a sociedade do vício do desperdício.

A graça está justamente aí: o ridículo aparece vestido de raciocínio. O personagem fala tanto que quase convence, e é nesse quase que a sátira morde.

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